quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Seguir em frente...

Pode até parecer estranho entrar em um cemitério a meia noite, eu sei, parece algo macabro, mas os motivos que me levaram a ir até lá, eram extremamente nobres. E não, não era para eu me encontrar com um vampiro, ou um fantasma, já que esse tipo de coisa mantinha distância de mim.
Eu estava invandindo, literalmente, invadindo o cemitério municipal, porque eu não podia ignorar o fato de que minha melhor amiga estava morta, graças a uma brincadeirinha idiota de gente do colégio, talvez se eu não tivesse resolvido deixar ela e o namorado entrar naquele racha, se eu estivesse prestando atenção nela, ou não tivesse deixado ela ir, talvez ela estivesse ali ainda.
Mas eu não podia me culpar para sempre, e nem por tanto tempo, eu sei que ela iria de qualquer jeito, e se eu não tivesse ido, talvez fosse pior, mas eu sei que Diana foi até o dia de sua morte a minha melhor amiga, e onde quer que ela estivesse, ela queria que eu seguisse em frente, mesmo que isso fosse dificíl para mim.
Fazia seis meses que tudo tinha acontecido,e depois que eu voltei pra escola e praticamente acabei com o futuro que os caras e a meninas mais ricas que eram os responsáveis pela morte de Diana, só que claro, vetaram o meu anúncio, e salvaram a cara deles, mas pediram educadamente, se não seria melhor, me mandarem para a cidade onde tudo acontecera, no melhor colégio interno do estado.
Então, meus pais me deixaram ali, hospedada no hotel, e voltaram para casa. E assim que eles saíram, eu me informei onde era o cemitério, e as onze e meia, depois da janta, eu fui até lá, e agora, eu estava procurando o túmulo de Diana.
Não foi tão dificíl de achar, e um pouquinho antes de eu chegar no túmulo de Diana e do namorado dela, eu ouvi um som de violão, tinha alguém ali, na verdade, um garoto, super lindo, e tão doido quanto eu.
"Meu Deus, será que ele é um maníaco?", eu pensei comigo mesma, e dei uma risada, que chamou atenção dele.
-Então, não vai dar nenhum "Oi", Sophie? - ele perguntou para mim, e então eu o reconheci, ele era o melhor amigo do namorado de Diana, e foi o garoto que eu beijei no dia da morte de Diana, e foi por isso que eu me sentia culpada. Porque invés de prestar atenção na minh amelhor amiga, eu estava beijando o melhor amigo do namorado dela.
-Oi, Nate, eu pensei que só eu era maluca o suficiente para vir no cemitério a meia noite - eu falei e cruzei os braços, Nate olhou para mim e sorriu, um sorriso lindo, e eu não tive como evitar sorrir de volta.
-Eu fugi da escola, mesmo que oficialmente as aulas só comececem amanhã, eu tô as férias inteiras aqui, a escola, e meus pais acharam melhor eu vir pra cá - ele disse olhando para mim, e fazendo um gesto com a mão, para que eu sentasse do sei lado, e foi o que eu fiz, eu me sentei, e ele me abraçou pela cintura - Eu soube o que você fez com a galera que organizou o "racha", eu achei muito corajoso.
-É, e graças a eles eu estou aqui - eu comentei, e ele deu um leve sorriso, eu não pude evitar sorrir também.
-Pelo menos nós vamos estudar juntos - ele respondeu e eu sorri.
Fazia seis meses que eu não sorria direito, a morte de Diana me abalou muito, e eu me sentia mal por acordar, e saber que ela não estaria na escola esperando por mim, e que ela nunca mais ligaria desesperada pedindo ajuda para escolher uma roupa. E nem para me contar que ela brigou com o namorado.
-Temos que seguir em frente, e guardar os bons momentos no coração - eu falei, e Nate concordou, e me olhou, eu olhei para o túmulo de Diana e já comecei a chorar.
Nate, secou minhas lágrimas, e de surpresa, ele me beijou, assim como no dia do "racha", meu coração quase explodiu, e meu corpo estava em fogo. E eu estava feliz.
Eu sabia que Nate sentia o mesmo, e sabia que nós dois deveríamos seguir em frente. Não esquecendo os nossos amigos, mas vivendo pela memória deles. Isso não significava, juntos, mas se o destino assim quisesse, eu estava de acordo.
E eu não sabia, mas aquele beijo significava que eu e ele estávamos seguindo em frente, e começando a viver a nossa vida, e aprendendo o significado da felicidade novamente.
Nós tínhamos que seguir em frente, mesmo que isso fosse a coisa mais dificíl do mundo.
Por B. 


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Realizar sonhos...

   -Os sonhos de uma pessoa são o que definem quem ela será, uma pessoa sem sonhos não consegue viver, ela pode estar viva, mas estará morta e desperdiçará o tempo que estará entre os vivos - e era mais uma daquelas palestras de incentivo que o colégio era obrigado a dar para seus alunos, e que davam sono, apesar das palavras do palestrante serem certas, e profundas, sua voz era monótona e era visível que cada palavra que pronunciava, eram decoradas de algum livro de algum autor famoso.
    Eu não entendia como uma pessoa conseguia decorar algo e não usar para si mesma, o palestrante, era frio e apagado, e era alguém sem sonhos, algo que muitos dos meus amigos não tinham também, mas a superficilidade da vida perfeita deles não me agradava, e me deixava indignada.
   Pessoas que fingem ter sonhos para fingirem que estão fazendo alguma coisa de útil com as vidas dele, era pior do que não ter sonhos, entre fingir ter sonhos, e ser uma pessoa que viva o presente, a segunda pessoa vive mais que a primeira, pelo menos a vida dela segue um ritmo diferente a cada dia, e do jeito que ela quer, enquanto a primeira, pega o sonho de outra pessoa, e o toma para si, só para fingir ser alguém "sonhador".
  E os verdadeiros sonhadores, chamados de lunáticos, ou idiotas, são aqueles que vivem o presente, para fazerem o seu futuro do jeito que almejam, mas os reais sonhadores não são, e nem nunca fora, pessoas bem vistas pelos outros. 
  A sociedade fala que precisa de sonhos, mas seus sonhos, são sonhos pré-determinados, pré-definidos por padrões intolerantes de uma sociedade que não sabe mais o que é certo ou errado.
  Os sonhos de perdem junto com os verdadeiros sonhadores, que lutam pelo que pensam, e não baixam a cabeça para aqueles que dizem ser uma completa perda de tempo o sonho deles, e que sonham alto demais, mas essas pessoas incrédulas esquecem, que quando pessoas que realmente estão dispostas lutar pelo que querem, elas conseguem. O céu é o limite, e isso provou Santos Dumont, quando construiu o avião, enquanto todos os chamavam de LOUCO.
   Um louco não é diferente de alguém normal, só que ele vive em um universo diferente do nosso, mas ele está lá, e as vezes esse "louco", consegue acreditar em coisas impossíveis, mas que são possíveis, pois nada é impossível até que seja tentando se fazer,e provado se é possível ou não.
   Por isso eu sei muito bem que palavras de um livro não definem a sociedade, as pessoas definem ela, e é por isso que as pessoas têm que perseguir seus próprios sonhos, pois só assim seremos indivíduos únicos, convivendo em paz, com pessoas diferentes, mas ao mesmo tempo iguais, pois serão então todos realizadores de sonhos, realizadores de seus próprios sonhos.




Por B.