domingo, 26 de junho de 2011

É, a razão é você.

Sabe qual é a razão de que em um dia normal, tudo comece a parecer mágico, e eu fique vermelha que nem um pimentão?
Sabe qual é a maldita razão de eu perder o fôlego, e as palavras fugirem da minha mente?
Sabe qual é a maldita razão para que todo dia eu só peço que pelo menos um dia, essa razão perceba que eu existo?
É a razão é você, e agora que sabe disso, não quebre o meu coração, porque ele é precioso, e vingativo.


Por B.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

...



Aquele sorriso que lhe dei hoje de manhã, foi um sorriso falso, eu não tinha pelo que sorrir, e não sentia felicidade dentro de mim. Tristezas, e confusões, passavam pela minha mente, mas ninguém pareceu perceber. Todos se contentavam com a sua hipocrisia barata, de fingir que acha que estou bem, e que eu não preciso de ninguém, que sou forte, e um abraço para mim é indiferente.
Mas quantas vezes eu precisei de um abraço que me acalmasse? De um ombro amigo que me escutasse? Quantas vezes eu precisei, das pessoas que eu não hesitaria em ajudar, mas elas nunca estavam lá. 
Cansei de esperar, que as pessoas tomem jeito, e que se importem com o meu sentimento, cansei de esperar que alguém venha me ajudar. Eu só podia mudar por mim mesma, mas eu precisava de vocês.
Quantas vezes, no escuro da noite, abafei meu choro, e escondi os olhos inchados com maquiagem de manhã? Quantas vezes eu vi aquelas risadas falsas de pessoas que eu não podia nem contar? Quantas vezes esperei que meus amigos pudessem me ajudar?
Eu queria contar, o meu segredo à vocês, mas nunca consegui contar, e foi melhor assim. Resolvi problemas sozinhas, mas acabei me sufocando. Tanta falsidade, quase me mataram, tive que me afastar. 
Naquele dia que resolvi mudar, saí correndo, e não sabia onde me encontrar, foi quando entrei na minha mente, e consegui sorrir, queria que vocês soubessem o quanto eu sou grata por terem duvidado, por terem dito que era impossível, e que eu não prestava.
Agora é a hora de voltar por cima, mostrar que meus sorrisos eram lágrimas, e eu sei quem me ajudou. Eu sei quem as me fez derramas cada gota do que chorei, e sei também, quem tentou limpar as lágrimas, e tirar as marcas que elas deixavam no meu rosto. 
Hoje me encontrei, e posso sorrir, mas a minha falsidade com vocês, é a mesma que tinham há tanto tempo, só que agora eu não conto mais com vocês, eu sei que nesse mundo hostil, de falsos amigos, e belos inimigos, só posso confiar em pessoas que tenham o mesmo sentimento por mim.
Quanto tempo sofri? Não importa mais, agora eu vou sorrir sem dor, chamar todos os olhares e dizer para todos que não acreditaram "Eu estou aqui, eu cheguei onde você nunca acreditou que eu chegaria, e que nunca chegará pela sua falsidade e hipocrisia".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Perdão na tempestade...



























Eles estavam abraçados, tentavam se proteger da chuva e se esquentar, a caverna estava molhada, e de lá, se ouvia o som do mar que estava em fúria.
-Você está com medo? - ela perguntou o olhando com um pouco de receio, ele era o cara mais popular do colégio, ele nunca tinha medo, eles nem deveriam estar ali, só estavam abraçados para que o frio fosse embora. Ela era a menina maluca, a menina que nunca deveria falar com pessoas como ele, não os odiava, simplesmente fingia que eles não existiam, assim como eles faziam isso com ela, porque ambos os dois lados sabiam que se falassem alguma coisa, eles brigariam feio. Eles já tinham sido amigos, mas isso tinha sido há muito tempo.
-Sim... - ele murmurou sendo sincero não só com ela, mas consigo mesmo. Ela estava com a perna cortada, e ele sentia ela tremendo de frio em seus braços, ela estava com febre. E pela primeira vez em muito tempo, ele estava se importando com alguém além de si mesmo.
-Mas você nunca tem medo - ela falou o olhando um pouco assustada, e começando a sentir medo, e de um modo irônico ele sorriu. O destino realmente queria alguma coisa deles, era improvável as chances dos dois acabarem presos em uma caverna, e dele estar se importando com ela, agindo de um modo que ele nunca havia agido com nenhuma outra garota. Apenas com ela, mas isso tinha sido antes dele se tornar popular.
-Mas eu estou com medo - ele falou em resposta, virando o rosto dela para perto do seu.
-Medo do que? - ela perguntou, olhando para ele em seus olhos, ele a segurou mais firme, e tentou passar segurança.
-De não conseguir salvar você - ele murmurou no ouvido dela, fazendo com que uma segurança vinda de algum lugar distante, retornasse a garota. Ele havia esquecido de como os olhos dela, eram brilhantes, e seu sorriso especial. Ele havia esquecido que era ela que ele amava até estar naquele perigo. Ela não sabia o que sentir, seu coração batia acelerado, e suas pernas bambas sempre que o via, mas sabia que nunca teria futuro, e que ele era um idiota. Mas ali, ela via nos olhos dele, que ele era bom, corajoso, e que merecia amor, e confiança. E ela via, tudo o que eles tinham passado juntos há tanto tempo atrás.
- Mas não precisa ter medo, você não vai me perder - ela sussurrou fraca pra ele, mas com um sorriso intenso, que o fez sorrir sem pensar duas vezes, ele precisava dela acordada, e precisava que alguém viesse os salvar.
-Você promete que vai ficar bem? - ele pediu em um sussurro preocupado, ela suspirou e assentiu. Os dois começaram a conversar sobre algumas coisas irrelevantes, o tempo ia passando, e o frio ia aumentando, a garota estava cada vez mais fraca, o garoto podia sentir, ela cada vez mais fria, em seus braços.
-Eu prometi ficar bem, mas eu não estou mais aguentando - ela sussurrou fraquinho, ele a puxou para mais perto de si, ele não podia perder aquela garota, só ela conseguira fazer com que ele fosse, quem ele era, e que ele se sentisse muito bem, em muito tempo. Ele precisava dela, e agora ele sabia disso.
-Calma, vai dar tudo certo, aguenta firme meu amor, e tenha fé - ele sussurrou, ela piscou forte e o olhou um pouco confusa, ele havia realmente a chamado de "amor"? Ele sorriu, vendo que pensaram alto demais, mas não adiantava mais mentir, em menos de duas horas, naquela situação a beira da morte, ele havia se apaixonado por aquela garota.
-Do que você me chamou? - a garota perguntou com um sorriso tímido nos lábios, o garoto sorriu e aproximou o rosto dos dois, fazendo que tanto o coração dela, quanto o dele, aumentassem o ritmo de seu batimento.
-De meu amor - ele respondeu - Eu preciso de você, por favor, não me deixe, eu descobri que te amo, e descobri que por ser um idiota, eu abandonei uma pessoa maravilhosa - as palavras que ela nunca imaginava que pudessem sair daqueles lábios haviam agora sido pronunciadas, ela arfou, e sorriu - Você me desculpa por tudo o que eu fiz? Por te ignorar e nunca te defender?
-Eu queria entender, antes de tudo porque você fez tudo aquilo? Porque me abandonou sozinha, sem amigos, naquele colégio novo? - o que ele responderia? Tinha motivos? Não, ele nunca teve, mas ela foi corajosa e superou tudo, fez novos amigos, e enfrentou os que achavam que mandavam no colégio. Ele queria ser popular, e queria entrar em um universo que não combinava com a sua personalidade, ele não queria pisar nos outros e nem nada disso, mas havia se iludido, e tinha abandonado a unica garota que ele amou.
-Eu fiz, porque sou um idiota, eu só quero me redimir e ser uma pessoa melhor. Eu te amo, e só agora eu sei disso, é tarde demais, eu sei - ele murmurou, e ouviu um riso melodioso vindo de sua destemida, apesar de fraco, era o mesmo riso que ele se lembrava.
-Eu te perdoo se você prometer, nunca mais fazer de novo, e nunca mais esquecer de quem realmente você é - o que ela disse foi uma nova luz no coração do garoto, que sorriu, e a abraçou mais ainda, ela retribuiu.
-Eu te amo - ele sussurrou verdadeiramente, a garota ouviu novamente as três palavras que sempre quis ouvir, e sentiu seu coração bater em um compasso diferente, totalmente ritmado, e rápido.
-Eu te amo, também - ela respondeu, e o garoto a puxou para um beijo, que ela tanto esperara, e que ele estava desejando desde que se tocou que nunca amou nenhuma garota, porque a sua garota, sempre esteve ao seu lado, e ele a abandonou, mas agora, eles estavam juntos.
Os dois mal notaram, que naquele momento as equipes de resgate estavam chegando, e em poucos minutos, eles estariam socorridos e em casa. Eles ficariam bem, e mal sabiam eles, sobre tudo o que iria acontecer, mas de uma coisa, durante aquele beijo eles sabiam, que o amor, supera o tempo, e barreiras, que um verdadeiro amor, não se perde, ou se some, ele permanece lá guardado por toda a eternidade.

Por B.