segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Café e suspiros...


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Pego uma xícara de café e olho o líquido delicioso que está ali dentro, e suspiro, o gosto do café que agora desce pela minha garganta, o gosto é bom, e a bebida forte, mas ao mesmo tempo gostosa e acolhedora, faz-me suspirar mais uma vez, pois me fez lembrar de um sentimento com o qual estou tentando lutar contra. 
Estar apaixonada pode parecer legal, bonitinho, fofo, emocionante, mas no fundo não é algo assim. Certo, dá aquele frio na barriga gostoso, e aquele quase parar do coração que logo depois se acelera e parece que vai explodir. Isso são sensações boas e emocionantes, pelo menos quando a sua paixão está por perto. Lembrar disso me faz dar mais um suspiro. 
A paixão é bela sim, e ainda mais bela quando correspondida. O problema é que normalmente a pessoa por quem estamos apaixonados não está apaixonado por você, ou pelo menos, esse é o caso com essa garota que agora toma esse café, e solta mais um suspiro ao se lembrar de seu caso de paixão que não sabe se é correspondida ou não.
Tomo um gole longo do café, que desce mais uma vez, quente, gostoso e acolhedor. As perguntas mais frequentes que vem a mente de um apaixonado vem a minha agora, porque dentre tantos outros fui escolher ele? Minha mente entende que ele não é alguém tão legal assim, e que não vale a pena estar na dele, mas fala isso para o meu coração teimoso e idiota, e que continua teimando em não entender.
Mais um suspiro escapa de mim, sou uma idiota, essa é a conclusão que eu chego. Estou me iludindo, não posso continuar presa a ele. Mesmo que ele sorria não posso me deixar levar pela esperança de que isso pode significar algo, ou de que podemos ter um futuro. 
Tomo um gole de café. E sei muito bem que presa a um cara que nem liga se estou bem ou não, posso ter perdido quantos outros melhores e que me amariam muito mais do que ele? Eu suspiro. Mas será que eu poderia sentir o mesmo?
Meu café está no fim, eu pouso a xícara na mesa e olho para a porta da cafeteria, ela é de vidro, e ainda está chovendo lá fora, e é quando eu o vejo, os cabelos meio molhados, a cabeça meio abaixada, e assim que entra ele me vê e sorri. 
Eu sinto o frio na barriga, e o coração parar para depois disparar, eu suspiro, e sorrio. Ele vem e senta do meu lado e meu coração se enche de esperança novamente. 
E vejo que aquele café cheio de suspiros e  tentativas de me desapaixonar só com um sorriso dele tudo foi por água abaixo, mas será que eu perderia todo o meu tempo iludida e esperando ele tomar uma atitude? Ou daria um basta, o evitaria, e mesmo que partisse meu coração, fugiria para o esquecer e deixar a minha vida rolar e novas paixões surgirem?
Sei que a segunda opção não vai demorar muito a ser feita se essa paixão não acontecer, mas até o fim desse café eu vou aproveitar e deixar meu coração idiota falar um pouquinho mais alto, mas prometo que essa será a última vez.


Por B.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um pouco de açúcar...

Ela acordou cedo naquele dia, levantou-se da cama com os cabelos bagunçados e os olhos avermelhados, chorara a madrugada pelo rapaz que estivera apaixonada por muito tempo. Por um tempo ela acreditara que ele gostava dela, mas agora sabia que talvez aquilo tivesse sido só tempo perdido. Agora estava longe, estava em outra cidade, começando uma nova fase de sua vida. E prometera a si mesma que iria esquecê-lo. Mas não era fácil, era quase uma doença, parecia que ela precisava dele. A garota sorriu com a ideia besta e revirou os olhos, ela não precisava dele, isso era só uma idiotice de uma garota apaixonada. 
Caminhou bocejando até a cozinha, e começou a preparar uma xícara de café, enquanto o café passava, ela começava a sentir o cheiro gostoso da bebida preencher a cozinha, ela ligou o computador, e verificou os e-mails. E quase deu um pulo ao ouvir a campainha tocar. 
Esquecendo-se que estava de pijama simplesmente foi até a porta, e olhou pelo "olho mágico", e surpresa viu seu antigo melhor amigo ali, um que fazia anos que não via, ela sorriu e abriu a porta, ele estava muito bonito. E a olhou de cima a baixo, ficando boquiaberto. 
-Ah... - a garota corou ao perceber que estava com uma camisa velha e um short curtinho, sem contar que ela deveria estar um caos - Espera aí, Tina?
-É, sou eu, é você mesmo Rafa? - ela perguntou sorrindo, e ele assentiu - Desculpe pelas minhas roupas, eu acabei de acordar...
-Você passou a madrugada chorando por culpa dele, não é mesmo? - a garota corou e suspirou - Ele não te merece Tina.
-Eu sei disso Rafa, mas não mando no coração... Sou uma trouxa, eu sei...
-Não, você só é sentimental demais, e teimosa - ele falou sorrindo e abraçou a garota, que deu uma risada.
-Certo, sou teimosa, mas entra, estou fazendo um café... Aliás, porque você está batendo em plena seis e meia da manhã na minha porta?
-Sou seu vizinho da casa do lado - ele falou sorrindo - Acordei agora pouco e fiz um café, mas percebi que não tinha açúcar, aí vim pedir um pouco.
-Um pouco de açúcar? Bem, vem, toma o café, e aí eu te dou o açúcar - ela falou sorrindo e praticamente puxou o garoto  para dentro. 
-Já que você pediu tão educadamente...
-Rafa, nem tente disfarçar, eu estou mandando, não pedindo -os dois riram com a frase que a garota costumava sempre falar quando praticamente obrigava o amigo a fazer algo por eles dois. 
Enquanto ela pegava as xícaras, Rafa percebeu como a amiga crescera, a última vez que se viram fora na festa de uma amiga, os dois moravam longe, e sempre se falavam por e-mail, ou telefone. Eram quase irmãos, mas agora ele estava vendo Tina com outros olhos. 
Tina serviu o café, e sorriu para Rafa, alguma coisa dentro de si começava a mudar, o garoto que ela chorara a noite estava quase que esquecido, e ela percebeu que talvez tudo o que sentia por aquele garoto estava quase que sumindo, como sempre acontecia quando falava com Rafa. 
-Então, você veio para cá, vai cursar que faculdade? E onde? - Tina perguntou começando a tomar seu café. 
-Medicina, e acho que na mesma que você...
-Tá brincando? Então nós vamos fazer o mesmo curso, na mesma universidade, ou seja, nós vamos estudar juntos?
-É bem provável né Tina - ela sorriu ao ouvir isso dele, por algum motivo era bom saber que eles estariam por perto.
Conversaram por mais algum tempo, até que ela pegou o açúcar, e entregou a ele, assim que ela fechou a porta, sentiu a respiração falhar, e começou a rir, mesmo sem saber, Rafa havia tomado o lugar daquele babaca por quem se apaixonara uma vez, e dessa vez ela podia ter certeza que não iria se decepcionar. 
Rafa sorriu ao entrar em casa, e prometeu que nunca deixaria Tina chorar, só se fosse de alegria, e prometeu a si que ela seria a mãe de seus filhos. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Resenha do Livro: Anna e o Beijo Francês.

Sinopse:

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também,

embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados

Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa,

que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a

Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão

a estes — em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica
do mundo.”
Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor
norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem
um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer.Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece
Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada... Anna
e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris
terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?
Stephanie Perkins escreveu um romance de estreia divertido, com personagens espirituosos que garantem dedos
formigando e corações derretendo.



Trailer:                                                                                 


Bem, como eu posso começar a falar sobre esse livro?
Ele é simplesmente incrível, do começo ao fim, o romance dele, é muito bem trabalhado, não é algo trágico, ou como "Ele é o ar que eu respiro". Na verdade é bem ao contrário disso. É algo que se aproxima do que se pode acontecer na vida, e é emocionante, cativante do início ao fim. 
Sthepanie Perkins, é uma ótima escritora, e os seus personagens são incríveis com características únicas, marcantes, e que você pode até reconhecer algumas das características, boas ou ruins deles, que são suas. E sinceramente o universo de jovens que ela pegou é muito interessante. 
A Scholl Of America in Paris (ou como os personagens chamam: SOAP), é um internato no meio de Paris, a cidade mais romântica do mundo, e é onde Anna vai estudar. No começo ela fica com vergonha, pois não sabe falar francês, e não conhece ninguém. Está no último ano, e isso não é uma situação agradável, sem contar que não fala francês. 
E é nisso que ela conhece Étienne St.Clair, um garoto extremamente atraente, e popular. E eles se tornam melhores amigos. E como já comentei, não é uma paixão instantânea, pelo menos não da parte dela. Anna demora um tempo para descobrir que gosta, ou melhor, ama St.Clair. 
A autora trabalhou muito bem aquele drama "Ele gosta de mim também?", e fez uma história incrível. Não só utilizou o romance como ponto principal, nem os dramas adolescentes da garota, ela fez um enredo surpreendente, e que se faz ter um sentindo em toda a história. 
Depois que você começa a ler não quer mais largar o livro, e simplesmente o final é lindo, não é aquele "E eles viveram felizes para sempre", mas sim algo como... Bem, aí vocês vão ter que ler para descobrir. 
Mas o livro vale muito a pena. Eu que não sou muito chegada em romances. É um livro que vale a pena ser lido, e relido. 
Anna e o Beijo Francês é um livro apaixonante da primeira página a última. Tudo nele é incrível, o ritmo, o jeito que foi escrito, o enrendo, os personagens, e o final, nada vai decepcionar. A autora conseguiu fazer um romance perfeito, e bem, é simplesmente isso. É um livro que vale a pena ser lido.