sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Conversas...


         

   O vento batia em seus cabelos, fazendo com que os cachos que davam a ele um ar de anjo ficassem perfeitos, de uma maneira estranha ver aquela cena comum fez meu coração bater mais rápido, eu estava sendo boba é claro, eu só estava indo atrás dele para consola-lo, a garota que ele estava namorando tinha o traído e pelo seu rosto tinha chorado e talvez até bebido. E como amiga, conselheira e praticamente uma “mãe” de todos os meus amigos era meu dever ajudá-lo.
            -Oi – eu sussurrei chegando do seu lado, todos riam no restaurante, enquanto ele tinha ido para a varanda olhar o mar e a lua cheia. Tiago não estava nada bem, ele amava os jantares da turma e normalmente quem ia pegar um ar era eu, não ele. Tiago me olhou, e deu um leve sorriso.
            -Tava demorando pra vir – ele disse e voltou a olhar para o mar, se apoiando na encosta da varanda, eu sorri, ajeitando meu casaquinho, apesar de tudo a brisa do mar estava gelada – Achei até que tinha desistido, ou estava bolando um jeito de falar que não peguei a Tina com outro cara.
            -Eu não desisto de saber o que se passa com o meus amigos, e eu vi o que ela fez, não poderia tentar defende-la, não nisso. E você sabe muito bem que eu só a defenderia se ela fosse inocente – falei calmamente e me apoiei do seu lado, olhando para o horizonte e vendo que o céu estava estrelado – Ainda mais sendo que ela traiu você.
            -Eu sei, essa seria a oportunidade perfeita de crucificá-la e mostrar como você estava certa dizendo que eu ia me ferrar com ela. Mas o mais estranho nisso é que só estou me preocupando com a minha reputação, fiquei com a Tina só pra te irritar, na real é um alívio ter me livrado dela – eu revirei os olhos com o comentário dele, a cabeça de Tiago era confusa, de todos os garotos eram na verdade, mas suspirei, eu sempre conheci a fama de Tina, aumentei um pouquinho porque eu sempre tive um sentimento estranho de posse sobre Tiago, e tinha ciúme de todas as garotas que ele ficava, porém nunca me imaginava do seu lado. Ficamos algumas vezes, mas eu que nunca quis algo sério, acho que eu sempre tive medo de me machucar.
            -Se você não gostava dela poderia ter deixado-a livre, ela não teria te traído, e acho que por estar com a garota só por diversão você mereceu o título de corno, isso é crueldade, sabia? – eu resmunguei, e notei que Tiago me olhou.
            -Por que é crueldade, Alice? – minha pele se arrepiou quando ele disse meu nome, a voz dele pareceu mudar, e o sorriso no rosto dele indicava que ele queria me irritar. Era um sorriso irônico adorável.
            -Porque é crueldade enganar os sentimentos de uma garota quando você só quer se divertir – retruquei e o encarei com raiva, Tiago tinha a péssima mania de namorar garotas vadias, que ele não gostava, e que normalmente implicavam comigo, daí eles terminavam (por minha causa, que era apenas uma amiga).
            -Não queria só me divertir, só achei que iria esquecer outra que me trata com indiferença – ele respondeu dando de ombros e não desviando o nosso olhar.
            -Aposto que a garota não era indiferente, e só por você viver agarrado com outras desistiu de correr atrás, ou nunca pensou na hipótese por pensar que não tinha chance! Aposto até que eu conheço a garota – retruquei pensando na maioria das meninas que eu conhecia e amavam Tiago.
            -Conhece e muito bem, e aposto que está errada, nós até ficamos e ela sempre agia como se não tivesse importado.
            -Depende de quem era, podia ter medo, ou simplesmente na época não pensou que estivesse interessado.
            -Ter medo do que? E eu sempre demonstrei interesse...
            -De ser mais uma que você iria namorar por diversão?  Sendo que sua sensibilidade é menor do que uma pedra, penso em como você demonstrou interesse...
            -Escrevi músicas pra ela...
            -E disse que era pra ela?
            -Ela iria me bater!
            -Isso não é demonstrar seu medroso!
            -Mas que droga Alice, como eu ia demonstrar que eu sempre gostei de você se você também estava sempre rodeados de garotos, sempre tinha uma resposta, nunca parecia perceber as coisas, sempre tão distante e tão fechada, sempre me empurrando para outras garotas, e sempre parecendo me tratar como todo mundo? – eu abri a boca para responder, mas quando a realidade das palavras me chocou, senti minhas pernas ficarem bambas, o que ele havia dito? Ele gostava de mim? Mesmo?
            -Ah... Você andou bebendo né?
            -Viu, mesmo eu falando que gosto de você, que preciso de você, que só você é a garota que eu quero, você não consegue acreditar nisso, ou é por que não gosta de mim? – a voz dele quase tremeu na segunda parte, eu senti meu rosto corar, e meu coração pular. Sim, eu gostava dele, sempre gostei, mas nunca admiti. Mordi o lábio e então o olhei.
            -Eu também gosto de você, Tiago – eu sussurrei, e então o garoto deu o sorriso mais bonito do mundo, e seus olhos brilharam tão belos, que senti que realmente ele me amava.
            -Então por que sempre fugiu de mim?
            -Eu tinha medo.
            -Medo do quê?
            -De amar e me machucar.
            -Mas eu não vou machucar você, eu prometo – e então ele me puxou para perto de si, e mais uma vez me beijou, envolvendo cada centímetro do meu corpo com a melhor sensação do mundo: a de amar e ser amada.

domingo, 23 de setembro de 2012

Uma "história" qualquer...

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Ele caminhava pelas ruas, a noite estava alta, e tudo parecia silencioso, tirando alguns latidos de cachorro e risadas vindas das casas. O garoto era alto, estava com um moletom preto, com o capuz na cabeça, andava rapidamente e silenciosamente, como se já fosse acostumado a andar pelas ruas durante a noite, sem ser visto. Talvez porque realmente fosse.
            A garota baixinha de cabelos ruivos saiu de casa, era noite, seus pais dormiam, mas não fazia mal, não era fora do comum ela dar uma escapulida durante as madrugadas de sexta feira. Também estava com um moletom preto, ele ficava largo em seu corpo, mas a calça jeans colocada, também preta, chamava atenção para o belo corpo dela.
            Chegando no segundo cruzamento após seu prédio, o garoto viu a ruiva o esperando, ela estava batendo os pés no chão nervosa, como se contasse os segundos para ele chegar, e com certeza ela falaria algo sobre como pontualidade era importante, ou talvez não.
            -Qual é Bill, o que falamos sobre horários? – ela fala assim que ele chega, cumprimentando-o com um abraço. Ele a abraça sentindo o cheiro de rosas que ela possui e ri.
            -Já falei que não nasci pra seguir um relógio Haley – ela ri e revira os olhos – Mas vamos de uma vez? – ela dá de ombros e concorda.
            -Vamos que o Brian e o Chad devem estar esperando – os dois seguem a passos rápidos até um galpão que parece abandonado, mas na verdade só está sem uso para a empresa do pai de Chad, que empresta para eles.
            -Chegaram os pontuais – berra irônico Brian, que leva um tapa no pescoço, dado por Haley.
            -Cala a boca, idiota, você não tem moral pra falar – ela diz e vai até as guitarras, prende o cabelo e pega uma, começando a afinar. Bill pega outra, e espera ela terminar para afinar a dele. Chad já montou a bateria, e Brian está com o baixo pronto para tocar.
            -Pronto aí Bill? – Haley pede levantando e indo até o microfone que tem ali.
            -De fé – ele diz sorrindo e pisca para a garota, que cora, mas olha para guitarra, fingindo ver algo nela de diferente. Os outros dois garotos reviram os olhos, e Chad se segura pra não berrar que é pros dois se beijarem de uma vez e pararem de enrolar no que sentiam.
            -No quatro! Um, dois, três, quatro– Chad berra. Haley começa o solo da música que eles mesmos compuseram, e então a música começa, os quatro em perfeita sincronia tocando uma música diferente, que mostrava que a juventude ainda tinha esperança e que apesar daquele mundo louco.
            -Ei caras, que música irada – eles escutam alguém entrar e falar assim que eles terminam, é um grupo de jovens que estavam na rua, provavelmente indo para alguma festa – Tem problema se a gente ficar vendo o ensaio de vocês?
            -Só não quebrem nada – Haley falou dando um sorriso, e continuando a tocar, e os garotos que chegaram foram chamando mais pessoas para ouvi-los tocar. E o que era para ser um ensaio qualquer em uma madrugada de sexta feira, virou o primeiro show de uma banda sem nome.
            Quando acabaram, todos pediam por mais, eles tocaram mais duas músicas, e o pessoal começou a dispersar. A garota já estava suada, assim como os outros caras da banda, tanto que Haley tinha tirado o moletom, revelando estar só com uma regata preta, que deixava seu corpo bem definido a mostra.
            -Ei, antes de irem, posso falar com vocês? – um senhor vestido de uma maneira mais formal se aproximou deles. Haley ergueu uma sobrancelha, mas deu de ombros. Chad e Brian acenaram que sim e Bill estava ocupado demais olhando para a ruiva que não respondeu nada – Eu sou produtor, e vocês são muito bons, deveriam se inscrever nesse festival, vocês tem grande potencial – ele dá um bilhete para Haley, que aparentava ser a líder.
            -Ah... Tá – ela fala dando um sorriso ainda em duvida.
            -Agradeça ao meu filho, que entrou aqui, estava indo pra um show aqui perto e parou, pois como ele descreveu “O som é irado pai, tu tem que vir aqui ver eles”. Eu vim, e não me arrependi – ele sorriu – Espero vocês lá – e dizendo isso ele saiu, sem ao menos falar seu nome, ou pedir o nome da banda deles.
            -Hum... O que vocês acham? – Haley pergunta, olhando para o papel meio confusa, nunca pensou em tocar como profissional, a banda deles era mais que algo para se distraírem.
            -Sei lá, parece legal, pelo menos pelo fato de tocar pra uma plateia – Chad responde – Acho que depois que o Bill limpar a baba ele vai concordar comigo – todos riem, ainda mais quando Bill passa a mão na boca, fingindo limpar uma baba, e olha com raiva para o amigo, mas cai logo em seguida na risada.
            -Precisamos de um nome pra banda, se vocês quiserem mesmo ir, só uma coisa, isso aqui pode mudar nosso futuro, acho que ninguém tava levando a banda a sério, tipo se der certo, podemos virar famosos e vivermos disso – ele aponta pros instrumentos musicais – É isso que a gente quer, será?
            -Nossos pais podem não querer – Brian fala, mas dá de ombros – Eu acho que vale a pena tentar, qual é, mal não vai fazer, é capaz de nem ganharmos.
            -E se der certo?
            -Ai a gente vê – Haley responde – Temos muito tempo pela frente, qual é, é só um show.
            -Tá então, falamos com os nossos pais, e nos escrevemos, pode ser assim? – Chad fala, e todos concordam – Certo, agora to indo galera, que eu tenho que estar lindo pra sair com a minha garota amanhã – algumas piadinhas surgem e ele ri, piscando, mas saindo do galpão, e eles ouvem a moto de Chad arrancar, levando ele para casa.
            -Fui também, tenho que ir na igreja amanhã – Brian falou dando um sorriso maroto.
            -Igreja? Tem certeza que é na igreja Brian? – fala Bill com um sorriso irônico.
            -É pra ver a Faby, mas foda-se – ele dá de ombros e saí, deixando só Haley e Bill ali. A ruiva pega seu moletom, que estava jogado e as chaves do galpão para fechá-lo.
            -Vamos? – ela pede, ainda sem o moletom, e sorri para Bill, que sorri, e a ajuda a fechar tudo. Os dois saem, e veem que o sol já está nascendo.
            -Ei, já que demoramos mesmo, vem num lugar comigo?
            -É muito longe?
            -Não, logo ali, é bonito ver o sol nascer dali – ele a leva para uma praça, que fica bem no alto do morro, que fica apenas há alguns metros do lugar onde estavam. Ele sobe em uma árvore e senta em um galho que parecia um banco, ela sobe também e senta do lado – Viu, é bonito – ele sussurra mostrando a vista maravilhosa do lugar, ela sorri.
            -Pode crer – ela encosta a cabeça no ombro dele, que passa o braço em volta da cintura dela e a segura perto de si.
            -Promete uma coisa?
            -O que?
            -Se der certo isso daí, esse show aí da banda der certo, você vai continuar sendo você?
            -E por que eu mudaria? – ela dá um sorriso bobo para ele, que sorri ficando envergonhado.
            -Não sei, iria ter mil caras em volta de você, sabe, eu ia me torar inútil – ela revira os olhos e aperta uma das bochechas dele.
          -Eu ia continuar me importando só com um seu idiota – ela responde, e ele ri, parando e raciocinando o que ela disse.
            -Quem seria esse idiota?
            -Você – ela responde corando, e então, o garoto toma coragem e a puxa para um beijo, um beijo que mudaria as coisas. A banda daria certo, eles virariam famosos, só que com uma vantagem, Haley e Bill estariam juntos como namorados e depois como marido e mulher.
            E essa, foi só uma história qualquer que poderia estar acontecendo em uma madrugada fria como essa, com os jovens que posso ver se beijando daqui em cima daquela árvore, fecho minha janela, apago as luzes e adormeço ouvindo uma música qualquer do Green Day.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Encontros....

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"Por quanto tempo você acha que pode continuar fugindo e fingindo que tudo está bem?" Essa pergunta com certeza cercava a mente de Alice por onde quer que ela fosse. Agora que seus pés a levavam para algum lugar que ela não conhecia, perguntas e mais perguntas rodeavam sua mente. 
Ela nunca foi uma garota que fugia das coisas, mas sabe, ás vezes algumas perguntas fogem do nosso controle, e quando a única certeza que temos é o nosso nome e idade, você pode ter certeza que você começou a pensar um pouquinho mais do que os outros, só que claro, isso também é um problema, por que como vamos entender um mundo tão hipócrita quanto esse, que gosta de apelar a hipocrisia dizendo que ela é uma ótima maneira de evitar conflitos? 
Ser sincero sempre não dá? Talvez não, mas ficar sendo hipócrita sempre com essa desculpa é falta de vergonha na cara. E Alice estava pensando nisso e dando um nó na sua cabeça quando achou um rapaz de terno encostado em um poste, ele fumava, e estava com os pensamentos tão longe quanto o dela. 
A garota parou apenas por achar curioso ele estar de terno, ás seis e meia da tarde, e por supor que ele era jovem, gostaria muito de saber porque diabos ele estava fumando e ferrando com os pulmões, mas Alice sabia que todos nós temos demônios, e todos lidam de formas diferentes com eles. 
-Você deve estar pensando, por que ele está fumando, será que não vê que vai acabar com os pulmões? Deve se perguntar também o porquê eu estou de terno, e deve achar que sou um rapaz de uns 16 anos - o rapaz olhou para ela, que não tinha se apercebido, mas estava parada o olhando.
-Um pouco das duas primeiras, agora da terceira eu não sei, não julgo idade por aparência - ela deu de ombros, e por um momento achou que conhecia o rapaz de algum lugar. 
-Eu também me fiz perguntas sobre você, parece que te conheço de algum lugar, mas isso não importa. Você tá fugindo do que? - a pergunta foi direta, e Alice deu de ombros, ele era um bom observador. 
-De perguntas, apesar de querer a resposta delas. 
-Você tem medo do que pode ser a resposta de algumas delas, certo?
 -Na verdade, tenho medo de todas as respostas. 
-Já pensou que se temer as respostas, talvez evite as perguntas certas? - ele deu um sorriso enigmático - Ignore o medo, e aprenda com as respostas, não as julgue como boas ou ruins, apenas as compreenda e decida se concorda com elas ou não. 
-Mas e se eu não concordar com elas? 
-Nenhum grande cientista concordou com as explicações religiosas, o que eles fizeram?
-Foram procurar suas próprias respostas? 
-É. Tem medo disso?
-De achar as minhas próprias respostas? Não. 
-Então pare de fazer só perguntas e comece a tirar conclusões - ele apagou o cigarro e ajeitou o terno. 
-E você pare de fumar - ela falou dando dois passos e parando para ouvir a resposta dele. 
-Quando você achar as suas respostas, eu paro - ele sorriu e atravessou a rua. Alice continuou o seu caminho, pensando no que o estranho lhe falara, e tentando descobrir de onde o conhecia. Foi quando lembrou que tinha o noivado de sua madrinha, ela saiu correndo para casa, terminou de se arrumar, e adivinhem quem ela encontrou sentando em uma mesa brincando com as flores da decoração?
-Olha, olha, quem diria, o estranho é ninguém mais e ninguém menos que o Vini - Alice falou sorrindo e sentando do lado dele, o garoto sorriu. 
-A última vez que eu te vi você ainda era mais alta, apesar de eu ser mais velho.
-A última vez que nos vimos você estava comendo terra no parquinho, não fumava e eu não tinha milhares de perguntas na cabeça. 
-Já achou a resposta delas? - ele a fitou prendendo seu olhar ao dela. 
-Estou a caminho - os dois sorriram, e nem perceberam o que estava prestes a acontecer. Talvez porque não importava o que fosse acontecer no futuro, importava o presente, as perguntas que eles ainda não tinham respondido, e naquele momento em especial, colocar a conversa em dia e quem sabe antes de ir pra casa um beijo roubado? 




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Você tem medo de avião?

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Eu respiro fundo e fecho os olhos, o avião está decolando e não acho muito legal a ideia dos meus pés estarem saindo do chão, e que eu estou dentro de uma coisa que pode cair. Na verdade a ideia de estar em um lugar a mais de dois metros do chão é algo totalmente perturbadora. 
-Está tudo bem? - uma aeromoça me pergunta, eu abro os olhos e dou um sorriso falto, tenho certeza que mais pareceu uma careta, mas a aeromoça engoliu ele. 
-Tá sim - respondo ainda com meu sorriso estranho, ela sorri como um robô e saí dali para atender ao pedido de uma velinha que está sentada algumas poltronas a frente na outra fila.
O avião é grande, é um daqueles voos internacionais, eu ainda não acredito que estou aqui, primeiro porque é um avião, e segundo pelos motivos que me levaram a estar aqui. Eu finalmente estou indo para Londres para passar algum tempo na Europa. Um pouco para me afastar de tudo que andava me sufocando, e outro tanto porque eu tenho uma oportunidade única lá. A oportunidade de finalmente escrever outro livro de sucesso.
-Você tem medo? - o rapaz que está do meu lado pergunta, interrompendo totalmente meus pensamentos e dando um sorriso bonito, ele está falando em português, mas tem um leve sotaque que eu diria ser italiano. 
-Do quê?  - levanto uma sobrancelha e ele sorri. 
-De avião - eu suspiro e faço uma careta. 
-Não é do avião que eu tenho medo, é da altura. 
-Da altura ou de cair dela?
-Um pouco dos dois - eu confesso  e ele sorri - Eu sei que estou super segura aqui e tudo o mais, mas  é.... é ... 
-Eu tenho medo também - ele confessa interrompendo o que seria um monologo cabuloso.
-Mas não parece! - não consigo não mostrar a minha surpresa, ele sorri  e dá de ombros . 
-Eu consigo controlar meu medo, simplesmente paro de pensar nele, sabe? 
-Eu costumo fazer isso, mas não dentro de aviões, dentro de elevadores, morro de medo deles - ele ri. 
-Normal, você já ficou presa em algum? 
-Quando eu era criança e ele quase caiu, por isso eu tenho medo de lugares altos ou fechados, sabe? - ele assente e começamos a conversar, conversamos sobre o tempo e como céu noturno está estrelado, ele conta que é brasileiro, mas viveu tempo demais na Itália e agora está indo morar em Londres. Ele não acredita quando conto que sou autora do livro que está no seu colo. 
-Claro que não pode ser, quer dizer pelo que parece você tá fugindo do Brasil, e duvido que essa autora faria isso!  - eu tiro minha carteira de identidade e mostro para ele. 
-Eu não estou fugindo, só estou querendo novos ares - sorrio, e ele dá uma risada um tanto quanto bonita. 
-Novos ares... Eu também disse isso quando  decidi voltar para a Europa, mas na verdade foi porque minha família estava me sufocando.Acho que não sou tudo aquilo que eles pensam, então comprei esse livro - ele aponta para a edição final do meu livro, que está linda, mas eu não presto atenção nela, fico vidrada em nos olhos sedutores dele - E  "fugi". 
-Você só não precisa de pessoas cobrando sua perfeição 24 horas por dia, não considere isso como uma fuga, e sim como... - eu perco minha linha de raciocínio ao ver que ele presta atenção em cada palavra minha e parece admirar meu rosto. 
-Como?
-Como... uma nova experiência, um jeito deles se tocarem do que estão fazendo e de você aproveitar um pouco mais, quer dizer você está indo para Londres! Tem alguma coisa mais legal que isso?
-Tem - ele sorri, mas não diz o que é - Mas concordo com seu argumento, apesar dele não mudar os fatos. 
-Dane-se, é um argumento bom  - ele ri e voltamos a conversar. O avião pousa suavemente e descemos juntos, acho que os dois estamos sem rumo e sem lugar para morar... Tenho certeza disso quando ele pede se conheço algum hotel por aqui.
-Minha    madrinha disse que esse aqui é bom - falo o nome do hotel que eu vou ficar - E ele sempre tem vagas. 
-Vai ficar lá também?
-Até comprar alguma coisa por aqui ou percorrer a Europa inteira, sim - eu dou de ombros e ele me ajuda a pegar as malas. Dividimos o táxi, e apesar de estarmos em silêncio sei que nossos olhos estão admirando a mesma coisa. O belo cenário que é Londres e um ao outro.
Eu desço do táxi e teno pegar minha mala, mas tropeço e teria caído se ele não tivesse me segurado, eu fico rindo disso até entrarmos no hotel e aguardarmos liberarem quartos. E quando dizem que já podemos subir, a moça da recepção diz que nosso quarto é um na frente do outro, uma coincidência enorme. 
Não sei o que esperar de um garoto com sotaque italiano,  então não espero nada, como sempre faço só observo, viro a narradora de meus movimentos e dos seus esquecendo de pensar em algo. E é quando chegamos na frente de nossos quartos, trocamos telefones e e-mail  na recepção, então quando ele vira para  me falar algo penso que é para pedir que eu autografe seu livro.  Mas não é isso que ele faz. 
-Já que estamos aqui pelo mesmo motivo , poderíamos conhecer Londres juntos o que acha? - ele sorri, e eu dou um sorriso enorme e verdadeiro com a proposta sentindo meu coração dar um salto. 
-Claro - ele sorri com a resposta e se aproxima lentamente de mim, paro de prestar atenção em tudo a minha volta e apenas olho para ele . 
-Não me bata por isso - ele sussurra  puxando-me gentilmente para um beijo ao qual eu correspondi.
Era o beijo do meu futuro marido, mesmo eu não sabendo daquilo ainda, e o beijo que me faria começar a escrever  a melhor história de amor de todos os tempo, ou talvez só meu segundo livro que seria um grande sucesso. 


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que você quer de aniversário?

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Com meu aniversário perto, é comum que eu escute :
-O que você quer de aniversário? - alguém pergunta e então eu lembro que não tem nada de material que eu queira, talvez tenha, mas são coisas que eu sei que são passageiras, que um dia se vão, o que eu quero eles não podem me dar. 
O que eu quero? Eu quero um pouquinho de compreensão no mundo, quero respeito entre as raças, quero que os jovens voltem a se interessar pelo mundo a sua volta, que a música volte a falar de amores, sonhos e causas impossíveis que podem virar realidade, quero que as pessoas parem de achar natural existir corrupção e se unam para dar um basta na situação. 
Quero um povo menos burro, quero  mais escolas, mais cultura, menos futebol, menos estádios e mais escolas, mais incentivo a cinema e teatro. Quero um governo mais preocupado no povo do que no dinheiro dele, quero um governo honesto, quero ao menos menos corrupção, não só do governo, mas da nação também. 
Quero de volta aquele velho ar de sonho que invadia o peito de todos, acreditando que era junto que se fazia o certo, que sozinho não se chega a lugar nenhum, quero mais união e menos egoísmo. Quero mais gente se importando com o próximo, e menos egocentrismo da parte das pessoas, quero que as escolas voltem a ensinar que é unido que se faz mais e não que o seu colega é o adversário. 
Quero esperança, esperança de que a fome acabe, de que as guerras idiotas sejam encerradas com tratados de paz, quero certeza de que ao acordar todas as pessoas do mundo possam ao menos sentir que tudo pode melhorar, quero que os países parem de se matar antes de conversar. 
Quero harmonia com a natureza, quero sustentabilidade, quero que se importem com o planeta, não só na área verde, mas na área de caráter e moral de cada um, quero respeito com o diferente, mas quero que o diferente também respeite a liberdade do outro. 
Quero paz, quero que em cada coração não tenha mais desejos de vingança, que entendam que ás vezes o que foi dito na hora de defender seu ponto de vista não foi para ofender, mas defender assim como você queria, o que o outro acreditava. 
Quero amor, quero que as pessoas aprendam a amar de novo, que aprendam que o amor não é só deles, que quando se cativa alguém você vira eternamente responsável por ele, quero que esse amo preencha cada coração, quero que esse amo conte que o segredo de um mundo melhor é você estar em harmonia, é você sorrir e abrir o coração sem medo. É ter honestidade, e ensinar que esse é o caminho da verdade é sempre o melhor. 
Quero tantas coisas impossíveis que seriam possíveis se cada um trabalhasse nisso, pena que o mundo não pode ouvir e nem atender o meu pedido de aniversário, ou será que pode? 
-Não sei - é o que respondo, guardando meus desejos para mim e dando um sorriso que quem faz a pergunta não consegue entender. 

domingo, 22 de julho de 2012

Resenha do livro: O Filho de Netuno.

O Filho de NetunoSinopse: Em O Filho de Netuno, Percy está confuso após acordar de um longo sono e não sabe muito mais que o próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus sua, mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de meios-sangues, mas surpreendentemente o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth.










Primeiras palavras, finalmente eu consegui achar esse livro nas livrarias, que eu vou te contar hein! Fiquei uns dois meses tentando comprar, e parecia que ele estava me trollando, porque eu chegava, e a moça falava "Já acabou!". Em fim, eu comprei e aqui vai as minhas impressões... 
Eu amo o Tio Rick, amo mesmo, mesmo ele tendo o talento de terminar livros e deixar os leitores mais curiosos ainda! Não, eu não estou reclamando, não mesmo, porque a história do livro é perfeita. 
Bem, nesse livro, como você já conhece o personagem dá uma raivinha básica da Hera/Juno, ter tirado a memória do Percy. Mas tudo bem, como no primeiro livro, eu já sabia que ele ia estar sem memória e tal. 
Certo, como precisa explicar como funciona o acampamento Júpiter, que é o acampamento dos semideuses filhos dos deuses em forma Romana, o livro no começo fica um pouco monótono, e talvez por isso eu tenha gostado mais do primeiro, mas eu preferir o primeiro não quer dizer que esse não tenha sido maravilhoso!
O acampamento Júpiter é bem mais organizado que o acampamento Meio Sangue, e um tantinho mais cruel, não sei como os semideuses de lá ainda não enlouqueceram, mas a parte de ter uma cidade e garantir um futuro até que seguro para os semideuses e proteger as outras gerações, ou seja os filhos desses semideuses, também é legal. 
Em fim, eu amei a Hazel e o Frank, amei mesmo, sério, eles são personagens bem elaborados, e a história deles são muito, muito, muito fantásticas, para não falar um palavrão e queimar o meu filme como "escritora" de bom vocabulário.
Em fim, outra vez, Rick Riordan arrasou com a história, o livro é fantástico e o fim tem aquele gostinho de "EU PRECISO DO OUTRO LIVRO URGENTEMENTE!". Em fim, recomendo, não só o livro, mas como todos os livros do Senhor Rick Riordan!

Resenha: Férias e Encantos.

Férias e EncantosSinopse: Os poderes de Rachel finalmente despertam e ela vira, oficialmente, uma bruxa com direito a vassoura e tudo! E não poderia ter sido em hora melhor: esse verão está prometendo. Nada de Manhattan nesta temporada! Rachel vai passar as férias em um acampamento com a irmã mais nova, Miri, e sua grande paixão, Raf. Mas fogueiras, lições de natação e passeios sob o encantador céu estrelado vão ter de esperar. A mais nova bruxa do pedaço está cheia de problemas para resolver.












Certo, fazia tipo uns dois anos que eu queria esse livro, não porque eu era apaixonada pela série, mas porque o primeiro livro dele marcou uma parte da minha infância, em fim, os dois primeiros livros, principalmente o primeiro são meio infantis, pelo menos quando eu li eu achei. Mas esse, que já é o terceiro livro da série... Ah eu amei! Ri muito!
Como faz tempo que li os outros dois livros, não posso comparar a maneira que foram escritos, mas uma coisa eu digo, a autora sabe te envolver na história, e claro, como é a Rachel que narra, ela dá um ponto de vista bem legal, e as divagações dela são hilárias. 
Ah, e as coisas que acontecem com ela no acampamento são muito legais, ainda mais quando é a magia dela, que está ainda descontrolada faz ela se boicotar, ou é isso que ela pensa, porque no final de tudo ela vai descobrir que talvez uma bola de futebol americano, abelhas assassinas e luzes acendendo quando você está quase beijando alguém, pode estar sendo provocada por alguém que você não gosta, e que é uma bruxa bem mais experiente que você.
E Rachel, que está sempre reclamando de tudo, vai aprender que apesar de tudo, a vida dela é ótima. Aliás, o que eu amei nesse livro, é que Rachel vira quase que popular no acampamento, e tudo é muito legal, ela se diverte, e ao mesmo tempo se mete em encrencas, uma certa briguinha com uma companheira de chalé chata chamada Liana. 
Mas no fim, o talento para matemática é que salva ela!!! Ou talvez a irmã... Mas eu vou calar a boca (ou parar de digitar no caso) porque eu já contei demais do livro. Eu super recomendo, e é o melhor dos três livros da série, que eu já li pelo menos!!!


Os dois primeiros livros da série são:
Feitiços e Sutiãs
Sapos e Beijos

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Roma.... Amor...

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-Bom dia - ela cumprimenta a todos com um sorriso simpático no rosto - Eu sou sua guia no museu, não toquem em nada e fiquem em silêncio durante a explicação - o seu discurso é tão bem treinado que eu já sei o que vem, então coloco os fones de ouvido e apenas sigo o fluxo. 
-É feio ficar com esses fones e só fingir estar presente - eu ouvi a voz dele falar ao meu ouvido, eu me virei, sorri e revirei os olhos. 
-E o que isso tem a ver com você? O problema é de quem mesmo? - pergunto sarcástica e ele sorri bagunçando meu cabelo. 
-Quero você presente pra gozar da tiazinha que tá guiando isso, sabe, do jeito que a gente sempre faz, então tira isso aí - ele sequestra meu Ipod com um sorriso maroto e eu reviro os olhos, mas sorrio. 
-Eu quero meu Ipod de volta - eu falo, e ele pisca. 
-Um dia eu te devolvo... Agora vem cá - ele me puxa para longe do grupo, levando-me até um lugar onde tem estátuas romanas de cera, representando uma cena comum na antiga Roma, exceto que tem um trono e um cara que representa Zeus de cera, como se governasse eles. Eu sorriso com o cenário. 
-Você sabe que eu amo a Roma antiga, não é mesmo? - eu pergunto para ele, que sorri e pisca. 
-Eu sei - ele tira uma rosa vermelha de algum lugar confuso e me entrega - Sabe o que eu mais gosto na Roma? 
-Não faço a menor ideia... - eu falo olhando para a rosa e depois para ele que sorri. 
-Lida de trás para frente vira Amor - eu sorrio, óbvio que eu já sabia disso, mas quero ver o que ele vai falar - E bem, Amor é um sentimento lindo, e por isso Roma durou séculos - eu deixo meus olhos se prenderem ao dele - E bem... Eu amo você, e por isso eu gosto da palavra Roma lida de trás pra frente. 
-Quê? - eu pedi não acreditando no que meus ouvidos estavam ouvindo. 
-Eu. Amo. Você - ele falou pausadamente, e eu sorri, mordendo o lábio e cheirando a rosa que ele me entregara. E então em um segundo, ele me puxou para perto de si e me beijou - Agora eu posso receber um fora e um tapa seu - ele ri assim que nos separamos e eu rio junto. 
-Não vou fazer isso - eu dei de ombros, e foi a vez dele me fitar. 
-Por quê? 
-Porque eu também amo você seu bobinho - ele deu um sorriso enorme, e me rodou em volta de si, terminando com outro beijo. 
-Então Roma nos conquistou? 
-Se for como se lê de trás pra frente eu diria que o Amor nos conquistou - ele sorri e me dá outro beijo, o terceiro de muitos outros que teremos. E quem diria que um passeio no museu no cenário da Roma antiga se revelaria um lugar cheio de Amor? 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tudo a declarar.

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Como cegos que podem ver, eles andam pelas ruas, cumprindo seu papel, totalmente alienados a uma sociedade perdida em uma falsa realidade de glória e grandeza, que não passa de um disfarce para a verdadeira situação da humanidade. 
Eles que andam, trabalham, cumprem seu dever, veem a fome, a pobreza e a miséria, sentem pena, alguns fazem doações, mas não entendem de verdade o que fez aqueles que estão em situações deploráveis ficassem daquele jeito. 
Alguns bobos diriam carma, outros falariam que era azar do destino. Eu responderia que foi pela cobiça do homem, que conquistou, conquistou, roubou riquezas de povos que eram os verdadeiros donos dela, e deram para poucos, que cobiçavam mais e mais, e não estavam nem aí para o povo que conquistou. 
Eles não queriam saber dos humanos, da capacidade deles, e sim do que tinha nas terras, das falsas riquezas, e na sua cobiça e hipocrisia tentaram obrigar aquelas pessoas a serem como eles, mas as tratando como bichos. 
Quando poucos acordaram e entenderam que eram seres humanos iguais, e até por terem mais desejos e desse modo pecados, eram piores do que aqueles que já sofriam e morriam de fome, tratados como lixo, como bichos, como seres desprezíveis que na verdade não eram, e não são, e sim aqueles que os fizeram serem tratados e vistos assim. 
A humanidade chegou ao cúmulo, libertou aquelas pessoas, mas não deu condições para elas se recuperarem, pense um pouco, como é que eles iriam se adaptar a um mundo capitalista, se todas as riquezas que tinham já tinha sido esgotada pelos antigos dominadores?
Como um velho senhor que viveu a vida inteira compartilhando seu conhecimento como o essencial, agora entenderia que tinha que trabalhar para conseguir dinheiro para viver? E que talvez seu conhecimento para sobreviver não valesse mais nada?
Porque nunca vale, a sociedade valoriza os gênios, os que descobrem algo que lhes trará dinheiro, ou oportunidade de dinheiro, mas nunca valorizam o que cada um vivenciou, o que cada um aprendeu com seus  próprios olhos, e a sociedade também não valoriza a cultura de outros povos. Fingem que respeitam, conhecem como funciona, mas nunca tentaram entender ao todo o que aquela crença, ou aquela cultura em si significa para cada pessoa que está nela. 
A sociedade, salvo poucas mentes que aprenderam a usar os olhos e o cérebro que possuem, sempre e deixou levar pelo governo que queria que elas não respeitassem, não entendessem e nem buscassem totalmente o conhecimento. 
As pessoas se acostumaram a viver sem enxergar, elas se acostumaram a não usar mais a mente, a não pensar sozinhas, a serem induzidas pela mídia, sem tentar ver o que há por trás do que é colocado para ela, e o ponto de alienação chegou a tanto, que discutem com aqueles que já abriram os olhos e tentam ás vezes em vão colocar o que pensam em vista. 
Mas não há o que fazer, há? Sair gritando não vai acabar com a alienação que vem de milênios, palavras não acabam com políticas de "pão e circo", e por isso continuo aqui apenas escrevendo palavras de revolta contra a alienação. 
Também me revolto contra o meu silêncio, ou o silêncio dos outros que já viram, mas a revolução de poucos não é a resposta. Gritar, impor, querer mudar a sociedade de uma hora para outra, segundo minha mãe, não dá certo. É óbvio que eu não acredito plenamente nisso, mas mesmo assim, notei que quando eu brigo pelo que penso nunca dá certo, ás pessoas resolvem discutir e aí fingem que tem ideais, ou ideias próprias, mas quando apenas falo o que penso e me calo a discussões, ás pessoas param e começam a pensar. Talvez seja o começo. 
Não se calar, mas não discutir. Apenas falar e esperar. 
Esperar que as pessoas vejam por si só como está o mundo, como elas deixaram ficar e que todos comecem a mudar, e aí, aí sim o mundo vai começar a virar um mundo melhor, não só para mim, ou para você, mas para todos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

E...

E esqueceram de avisar que não era para se apaixonar. 
Esqueceram de avisar que era perigoso  essa coisa chamada de amor.
Esqueceram de avisar para não me envolver.
Esqueceram de avisar que poderia partir meu coração.
Esqueceram de avisar que a partir do momento que eu amasse eu teria mais preocupações.
Mas se tivessem avisado, será que eu teria confiado?
Será que eu teria deixado meu coração se levar?
É claro que não, eu tentaria não ser boba, mas aí teria sido, porque não entenderia e nem sentiria essa coisa maravilhosa e perigosa que é o amor.

Confiar...


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ei moço...


Ei moço, sorri pra mim vai, isso bem assim, desse jeitinho que só você tem de sorrir, desse jeitinho que me conquistou e que eu achei que nunca seria por mim o sorriso. Quer dizer, depois de ter me acostumado com a ideia de que meninas como eu não acham pessoas que se interessem por ela, você apareceu, e mostrou de um jeito só teu, que eu estava errada. Meninas como eu podem sim achar meninos bons como você.
Ei moço, eu sei é estranho, sou complicada, inteligente demais, deslocada demais, e ainda estou tentando descobrir como você foi gostar de mim, porque gostar de você é fácil, muito fácil, quer dizer, você tem talento, é engraçado, poderia estar com outras mil garotas e nem saber que eu existo, mas o destino decidiu assim, ou será que foi o acaso que fez isso tudo acontecer?
Ei moço, eu não sei não, mas estou feliz, muito feliz, porque bem, você fez a garota aqui que estava quase deixando de acreditar no amor, acreditar nele novamente, ver que talvez o jeitinho irritante dela não seja tão irritante assim, e que o que já me disseram está realmente errado, não que eu acredite no que me digam, mas nunca duvido de nada, nesse mundo não dá pra acreditar, mas nem pra duvidar. 
Ei moço, você sabia que o seu sorriso é o meu preferido? Que nos meus sonhos não há um que você não esteja neles? Você sabia que quando eu olho pro nada e penso em tudo, o tudo que estou pensando é você? Sabia que quando preciso de calma eu lembro do seu sorriso? Fecho os olhos e lembro de você, e que tudo pode melhorar contigo do meu lado. Você sabia que não há um dia que eu não fique pensando em um futuro onde esteja nós dois juntos? Você sabia que o amor pode dar certo apesar de tudo?
Ei moço, você me conquistou e roubou o meu coração, agora cuida, porque ele é teu, e tenta não quebrar, tá? Gosto dele inteiro. 
Ei moço, só mais uma coisinha você cuida bem do meu coração que eu cuido do seu, tá? Pode confiar, seu coração está em ótimas mãos, espero que o meu esteja também.
Ah! E ei moço, não esquece que eu te amo, tá?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A melodia do silêncio.

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Uma fazenda está abandonada em algum lugar no meio desse nada pequeno mundo em que vivemos, o lugar está vazio, velho, apodrecendo, os animais dali já foram roubados, ou fugiram, assim como os donos foram embora dali, pelo mesmo motivo ou por outros alheios a vontade natural deles. Os antigos donos levado no silêncio da noite, jazem adormecidos sob a terra, onde duas cruzes feita as pressas por alguém que já não queria ficar mais tempo ali mostram onde descansam. 
Tudo parece estar silencioso, não há vento, não há som de animal algum, seja pássaros ou inseto, tudo parece vazio e meio morto, como se o lugar estivesse de luto. Luto pelo que? Pediriam os curiosos, e eu lhes responderia apenas que ele sente falta. Falta do que? Tornariam a repetir, eu apenas sorriria, não responderia é claro, mandaria os olhar novamente a paisagem. 
De repente um vento suave começa a soprar movimentando um sino antigo que está pendurado em uma das portas, o sino começa a soar levemente, é quando começa a se ouvir o primeiro passarinhos voltar a cantar, avivando todas as aves por perto que refazem toda uma melodia, quebrando o silêncio, e enchendo o lugar de lembrança e nostalgia de quem sabia que os antigos donos nunca deixavam aquele lugar em completo silêncio. É quando os pássaros param de cantar, que o sino para de bater, o vento não sopra mais e tudo volta a estar em silêncio. 
É quando uma pessoa chega, sabe-se lá vinda de onde, para e contempla o aparente silêncio, e fecha os olhos, como se pudesse no silêncio ouvir a melodia que acabara de ser reproduzida pelos pássaros. Alguns minutos depois alguém chega do seu lado. 
-Que terreno mais assustador e perturbador - o outro lhe fala com receio - É silencioso demais. 
-Não há silencio aqui, isso eu lhe garanto - e com um sorriso no rosto a pessoa continua a falar - Vou ficar com o terreno. 
-Mas porque? Isso aqui parece um cemitério!
-É só preciso alguém trazer novamente vida a esse lugar, é preciso quebrar o silêncio, trazendo a melodia da vida novamente, e você verá como escolhi bem - e deixando o outro ainda sem entender, vira as costas para o terreno e volta a andar para fechar negócio com o filho dos antigos donos. 
-Não sei o que esse louco viu neste lugar - resmunga o segundo que parte sem ver que o vento voltava a soprar, e sem ouvir a melodia do silêncio, a melodia que o outro abrira a alma e fora capaz de ouvir. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

É preciso mudar...


Uma jovem que está com fones de ouvido, e um violão que está pendurado em suas costas, ela parece tranquila, e um sorriso bobo e até um pouco intrigante brinca em seus lábios. Seus passos são firmes, e um pouco apressados, mas ela parece totalmente despreocupada se está atrasada. 

Seus passos não ecoam nas ruas movimentadas, mas muitos param, ou passam e olham a garota, que anda pelas avenidas da cidade como se estivesse sozinha, ou em um belo e agradável parque, que aliás, é para onde parece estar se dirigindo. Talvez um parque não defina exatamente para onde ela está indo, ela está indo em direção a uma praça pequena e simpática, que parece ser a única que não foi depredada naquela cidade, talvez porque apesar de se encontrar em uma avenida esteja escondida no meio de prédios comerciais. 

Ela chega a praça, que está bela, as folhas amarelas estão caindo no chão, é Outono e a brisa fria sopra bagunçando os cabelos dela, e as folhas das árvores e as do chão, mas mesmo assim a visão da praça e confortadora. 
A garota para olhando para o coreto simpático e até um pouco grande e avista os amigos que até um tempo atrás imaginou que tinha os perdido para falsas amigas, e abre um pequeno sorriso. Sobe quase correndo com o violão até eles e os cumprimenta, e então sente uma mão firme segurar a sua e a puxar delicadamente para perto do jovem que chama sua atenção. O sorriso da jovem abre mais, o jovem que está a sua frente é aquele que cativou seu coração, e aquele que ela nunca pensou que teria perto de si, talvez porque não pudesse ter acreditado em si. 
-Está atrasada - ele sussurra para ela, que dá uma risada. Ela está sempre atrasada para compromissos, sua mente é distraída, mas sabe que não importa, ele só comenta isso para vê-la sorrir. 
-Você também não pode falar muito - é a vez do garoto sorrir com a resposta da jovem, mas antes que os dois se beijem, os outros jovens ali presentes mandam eles sentarem, apesar de tudo, eles tem um trabalho importante para fazer ali. 
A garota tira o violão da capa e começa tocar como o combinado, as vozes dos jovens começam a cantar cantigas de esperança, e algumas de amor, mas cantigas que mostram que eles se importam com o seu mundo, e aos poucos uma platéia se reúne para vê-los cantar.
É uma cena incrível, eles procuram trazer não só a esperança nas músicas que cantam, mas também o que cada um aprendeu com o pouco que viveram, o que almejam viver, e talvez até que querem ajudar a humanidade, querem mudar a situação deprimente que nos encontramos em alguns aspectos. 
A música, foi proposta pela professora de artes deles, mas o real significado por trás daquele encontro era muito maior. A música que eles cantavam trazia a esperança e a força de lutar contra toda essa impunidade, contra toda essa aceitação pelos males que nos cercam, pela injustiça, corrupção, violência e destruição que há muito tentamos mudar, tentamos extinguir, mas esquecemos que essa mudança começa por nós mesmos. 
A música daqueles jovens tenta de algum modo lembrar a quem escuta, que não é esperar que o governo mude, que a burguesia mude, porque eles podem até mudar, mas se o mundo, se nós, que fazemos parte desse mundo, não mudarmos, continuarmos agindo como egoístas que só procuram as coisas boas, as coisas facilitadas, as coisas que não se precisa pensar ou ter esforço para se conseguir, o mundo não irá para frente, ele não mudará. 
E eu, que observo aqui de longe, a música destes jovens que são talvez um pouco mais jovens, entendo o que eles querem dizer por trás dessa prece a humanidade por mudanças dentro de seus próprios espíritos, dentro de sua alma, pois se não mudarmos o mundo irá se destruído pela própria espécie humana, que se diz tão inteligente, mas nunca vi inteligência que investe o dinheiro que poderia alimentar milhões de pessoas, em armas que tem capacidade de todo o planeta em menos de um segundo, nunca vi inteligencia que acha bonito não pensar, acha lindo as coisas que a mídia mostra, mas não procura saber o que é real ou não  no que é mostrado, nunca vi inteligência que destrói o que os mantem vivos e se matam por coisas que podem ser substituídas. Eu nunca vi inteligência tão burra. 
É preciso mudar, não esperar a mudança, é preciso cada um mudar, é preciso eu  mudar, você mudar, todos mudarmos, é preciso buscarmos a paz, e não lutarmos por algo que não quer luta, é preciso acabar com guerras e intrigas, é preciso acabar com a destruição. Eu sei, parece impossível, não é mesmo? Para os jovens do coreto, era impossível conseguir plateia apenas para uma coisa de artes que eles precisavam fazer, mas conseguiram, porque quiseram isso e fizeram acontecer. É só nós querermos que aconteça, é só mudarmos e exigirmos mudança dos outros que vai acontecer, e então o nosso mundo poderá viver em paz, e sem o perigo de se auto destruir. 






Por B. 


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Navegando por aí olha o que eu achei...

Desde que li o primeiro livro de Jogos Vorazes, e por mais incrível que pareça não foi porque iria sair o filme, foi porque alguém comentou sobre que um personagem que eu criei tinha o mesmo nome que o Gale, de Jogos Vorazes, e lá fui eu procurar o livro. Não descansei até achar, e ler a triologia inteira, que, aliás, é ótima!
Mas como todos sabem, ou a maioria deve saber, o filme de Jogos Vorazes já está passando e eu ainda não assisti, e algumas músicas foram feitas para o filme. 
E bem, eu de metida escutei primeiro as duas músicas que a Taylor Swift fez, Safe and Sound, e Eyes Open, e depois,hoje, eu fui escutando as outras músicas, e bem vou deixar aqui as que eu escutei e achei tudo a ver com a série.

1-Girl On Fire - Arshad
Eu achei essa música uma das mais perfeitas. 2- Rules - Jayme Dee
   
3-Eyes Open - Taylor Swift      4-Safe and Sound - Taylor Swift ft The Civil Wars 
É linda, e eu tenho certeza que a Taylor Swift conseguiu captar o espírito de Jogos Vorazes a a transformar em música.

sábado, 21 de abril de 2012

Resenha do livro: A Esperança.

A Esperança

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. 

A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. 
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? 
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.












Finalmente o último livro da série "Jogos Vorazes", que eu já tinha encomendado chegou. Nem preciso falar que eu li ele em pouquíssimo tempo, e aqui estou tentando contar o que senti pelo livro. 
Bem, os primeiros dois livros da série me deixavam com gostinho de quero mais, e me fizeram simpatizar muito com a personagem principal, ela é forte, mas nesse último livro ficou claro que ela é péssima com coisas emocionais, se bem que por tudo o que ela passa nessa triologia era de se esperar que ela ficasse traumatizada para sempre. 
E é mais ou menos isso que esse livro retrata, ele mostra como a guerra que está acontecendo abala a Katniss, e como ela está tentando driblar isso. Ela obviamente vira o tordo, pois acha que é a única maneira de salvar a família. 
O distrito 13 dá seu jeitinho de entrar na programação da TV, e fazendo "marketing", ele consegue manter os rebeldes lutando, e óbvio quem estampa o que eles chamam de "pototrops", é Katniss, ou como também é chamada o Tordo. Só que a cada vez que ela faz isso, Peeta que está preso sofre mais nas mãos da capital. 
Bem, uma coisa a falar desse livro é que quando você pensa que vai começar a ser chato, cenas de luta e de morte vem, com certeza dos três livros esse é o que tem mais mortes e que meche com você, porque a autora não esconde como tudo aquilo, toda aquela violência e crueldade abalam os personagens. Ela deixa bem claro que aquilo vai ficar com eles para todo sempre. 
Você fica boquiaberto com o fim, e fica pensando na crítica do livro, fica pensando em Katniss, e se o mundo realmente chegasse aquele ponto, o que você faria? E no fim se tudo desse certo, como tudo aquilo continuaria com você? 
A autora é muito realista nesse ponto, e por isso o livro fica intrigante, mas incrível e quase perfeito. Sem contar que a frase final é tipo perfeita:"Mas há jogos muito piores do que esse".
Recomendo toda a série de Jogos Vorazes, e só digo uma coisa, não há como não amar essa série.

sábado, 7 de abril de 2012

Resenha do livro: Em Chamas

Sinopse:Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado.
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle.
















 Depois que eu terminei de ler Jogos Vorazes, obviamente eu estava louca pra ir ler os outros dois livros, então eu encomendei na minha livraria preferida, encomendei Em Chamas e Esperança, mas só chegou o Em Chamas, mas tudo bem, enquanto espero o livro Esperança chegar, eu faço a resenha do segundo livro Em Chamas, que eu li em menos de um dia. 
Este livro superou todas as minhas expectativas, primeiro porque eu pensei que a escritora nunca ia conseguir superar o primeiro livro, sabe, ás vezes uma coisa é boa demais, não tem como fazer algo melhor, mas acreditem, ela conseguiu. 
A ideia de uma revolução e as brigas internas que Katniss tem que enfrentar nesse livro fazem que o enredo tenha uma magia estranha, que te prende e faz sentir revolta junto com a Katniss, faz você ter vontade de socar a capital e salvar a todos.
O cenário criado nesse livro, é bem interessante, e como ele termina é tipo "Caramba, eu preciso saber o que vai acontecer". A autora conseguiu trabalhar bem as cenas de luta novamente, e vou te falar que a arena que ela idealizou nesse livro é bem mais legal que o do primeiro. 
Ah! Nesse livro a autora deixa ainda mais claro o triângulo amoroso entre Peeta, Katniss e Gale. E eu fiquei confusa em com quem ela deve ficar... E pelo jeito a personagem também! E é por isso que eu preciso muito ir ler Esperança, e por isso que eu recomendo esse livro maravilhoso que é uma continuação perfeita dos Jogos Vorazes.
Porque nesse livro  a mocinha não precisa estar sendo salva a todo momento, ela é uma guerreira, e acho que não tem muitos livros de aventura que consigam retratar ao mesmo tempo um cenário de guerra e romance tão bem. Eu juro que se você ler Jogos Vorazes, e depois ler Em Chamas, não vai se arrepender, essa saga é perfeita! 



segunda-feira, 19 de março de 2012

Em volta da fogueira...

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Um certo dia, em alguma praia entre tantas que existem por aí, na baixa temporada, quando o clima não é mais tão quente, e não há tantos turistas ou pessoas "intrometidas" na praia, um grupo de amigos resolveu se reunir em volta de uma fogueira, na beira do mar, com um violão, algumas bebidas, e várias histórias para contar. 
Eles traziam em si a esperança de um mundo melhor, e unidos ali juraram que enquanto o mundo não melhorasse eles não parariam de lutar. Prometeram que não deixariam de acreditar no amor, e que por mais que doesse lutariam por seus sonhos e aquilo que desejassem, mas que se aquilo não lhes fizesse bem, se aquilo só os prejudicasse e não os levasse a nada, eles parariam e seguiriam outro rumo, mas sempre pensando em conquistar seus objetivos. 
Os amigos ficaram rindo, cantando e fazendo planos até o amanhecer, vários por ali já dormiam, mas dois jovens permaneciam acordados, uma garota e um garoto. 
-Você realmente em tudo o que falamos hoje? - a garota perguntou para o garoto, que passou o braço em volta dela. 
-De que podemos melhorar esse mundo? 
-É, você acha mesmo que nós temos esse poder? 
-Claro que temos, só precisamos acreditar nele, e não desistir. Todas as pessoas do mundo tem o poder da escolha, mas preferem ficar quietas e ignorarem que o mundo em que vivem precisa de ajuda, não só na questão meio ambiente, mas na questão de sociedade e crenças. Claro que não é fácil o que falamos, que não vamos resolver tudo num passe de mágica, mas  não é impossível - o garoto falava com tanta clareza e tanta certeza que a garota não teve dúvidas - Basta acreditar. 
-E lutar. 
-É, mas não lutar com violência, e sim com inteligência, pois é a única arma contra a ignorância. 
-Se vamos lutar sem termos força usando apenas a inteligência, como as pessoas vão acreditar em nós?
-A maioria não vai acreditar no começo, mas as pessoas certas virão ao nosso encontro, e unidos mostraremos o que é necessário mudar, e aprenderemos, o importante é sempre ter a mente aberta, mas não se deixar manipular. 
-Isso parece difícil - a garota falou olhando para o horizonte - Mas incrivelmente divertido. 
-Vai fazer com que nossa vida valha a pena. 
-Não só com que nossa vida valha a pena, mas de todos os outros que virão e continuarão o que iremos começar - ele sorriu para ela que mordeu o lábio e deu uma risada. 
-Você fala tão bonito, até parece real. 
-E é real, somos jovens, mas somos o futuro, nós podemos mudar isso, eu sei que parece loucura, mas é o certo. 
-Não acho que seja loucura, um pouco impossível talvez, mas todas as coisas ditas impossíveis até hoje, foram provadas possíveis algum tempo depois - o garoto sorriu, a garota começara a entender o que ele queria dizer. 
Cada um de nós pode mudar o mundo a nossa volta, basta acreditar. Não será com um passe de mágica que a corrupção, a violência, o preconceito, ou tudo que não respeita o ser humano, vá desaparecer, mas com o tempo, e ensinando as pessoas calmamente uma maneira diferente de ver o mundo, não a correta, pois todos temos maneiras diferentes de ver o mundo, mas uma maneira que mostre que todos devemos ter respeito com o nosso semelhante e respeito a nós mesmos. 
Quando o ser humano aprender a respeitar, e amar o seu mundo, e o seu povo, tudo começará a melhorar, mas até lá, todos que tentarem isso serão chamado de loucos sonhadores. E sinceramente, prefiro que me chamem de louca, do que ser igual e aceitar o mundo falho em que vivemos e que pode e precisa melhorar, não para ser perfeito, mas para ser sempre o que tratá felicidade e paz a humanidade. 

sábado, 10 de março de 2012

Resenha: O Trono de Fogo.

Sinopse: Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo - refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico.
Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o Deus Sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o Deus. 

Eu estava desde o natal querendo ler esse livro, só que outros livros apareceram e aí no fim eu demorei alguns meses para conseguir comprar (tecnicamente eu ganhei o livro da minha mãe, mas isso não vem ao caso), como o livro é do Rick Riordan eu não podia esperar nada além de que seria um livro fantástico.
Eu achei esse livro muito bom, uma continuação perfeita, e que com certeza vai ir se encaixando nos próximos volumes e fazer com que pensemos "Como não notei isso antes?". Esse livro já tive algumas perguntas dessas, porque é incrível o jeito como Riordan consegue tecer suas histórias de uma maneira que tudo, mas tudo mesmo vá se ligando e fazendo sentindo.
A narrativa do livro é alternada entre Sadie e Carter, eu particularmente acho a Sadie mais divertida que o Carter, digamos que Sadie é mais rebelde, se mete em muita confusão, mas normalmente consegue fazer o que precisa fazer, sem contar que como ela segue O Caminho de Ísis, a deusa da magia, quando ela faz os encantamentos é super legal.
Eu acho que os Kane tem uma facilidade incrível em explodir coisas e se meter em confusão, mas isso é típico de personagens de livros, só que Sadie e Carter se metem em confusões do tipo "Cara, o mundo vai acabar amanhã e é bem capaz de não conseguirmos deter nada". 
Tem outros personagens como Anúbis, a Sadie tem tipo uma quedinha pelo deus chacal que perto dela sempre é um garoto super lindo. E Set, que apesar de ter sido o grande vilão, e não ser bonzinho, as partes que aparece me fizeram rir muito, e me conquistar, quer dizer, vilões engraçados não são tão fáceis de se encontrar, ainda mais os que consigam irritar Sadie Kane, ou serem irritados por ela.
Eu achei a aventura desse livro super bem bolada, inclusive como ela começa e como ela termina. A narrativa das lutas é emocionante e cômica, e os momentos das pequenas discussões de Carter e Sadie são as melhores partes. Na verdade tem várias partes legais, a parte que o Bes aparece, Anúbis e Sadie no cemitério... E não vou falar muito, se quiserem saber mais leiam o livro!
Ah! Mais um detalhe Rick Riordan fez uma personagem que é brasileira, e cita o nosso país no começo, e isso fez que o livro me conquistasse ainda mais! Ou seja, esse livro é perfeito, e hilário.


Resenha: Vidas Secas

Vidas Secas me surpreendeu. Apesar da linguagem ser difícil (como todos os livros clássicos) a narrativa não é chata, um pouco confusa se não prestar atenção no que está lendo, mas interessante, e até simples, não muito descritiva ao seu redor, e sim centrada no sentimento dos personagens. 
O livro conta a história de Fabiano, Vitória, seus dois filhos e uma cadelinha chamada Baleia. O livro começa com a família saindo de um lugar, que aparentemente foram despejados após a morte do antigo patrão de Fabiano. Eles estão fugindo da seca, e quase morrendo, e então acham uma fazenda, onde Fabiano começa a trabalhar e a família consegue sobreviver. 
Isso não torna a vida da família mais fácil, o autor descreve os sofrimentos que eles passam e a dificuldade de se morar no sertão. Os personagens são brutos, não tem estudo, facilmente enganados e explorados. O autor mostra a revolta de Fabiano, que não pode fazer nada. Mostra que Sinhá Vitória é esperta, e deseja uma cama, mas mesmo assim não se pode fazer nada. Aos dois filhos não se dizem os nomes, o mais novo deseja ser como o pai, e o mais velho mostra-se curioso e carente de afeto. A cadela, Baleia é esperta, salva a família no começo do livro, mas infelizmente contraí uma doença e Fabiano a deve matar. 
O livro faz uma crítica clara aos costumes da época, todos queriam mostrar um Brasil perfeito e maravilhoso, rico e onde havia qualidade de vida, e o autor mostrou exatamente o contrário, mostrou como realmente era o povo, e como as coisas funcionavam. 
O final é quase que como o começo, eles fogem da fazenda, onde acabam criando dívidas com o patrão, mas fogem da seca, e pelo menos o que eu entendi foi que a família iria andar, e andar e ir para as cidades, trabalhar novamente para alguém e serem explorados, mas sempre procurando uma vida melhor. 
Achei o livro bem interessante.

Resenha: A Moreninha.


Sinopse: Augusto é um namorador incorrigível. Até que conhece Carolina, a Moreninha. A partir daí, o rapaz é seduzido pelo encanto da moça e, pela primeira vez, descobre o real significado da palavra amor. É assim, sem conflitos e com final feliz, que se desenvolve a obra de Joaquim Manuel de Macedo. A história é singela e divertida, com os elementos característicos de folhetim, que o escritor ajudou a popularizar no século XIX.


Eu ganhei esse livro de uma amiga da minha mãe quando eu tinha uns dez anos, mas nunca me interessei em lê-lo porque na época a linguagem do livro era difícil de ser compreendida, pelo menos para uma garotinha de dez anos com um bom vocabulário, mas não o suficiente para entender o livro. 
Então hoje decidi ler, o livro não é muito grande e é bem legal. É um clássico da literatura, e eu me impressionei, confesso que achei que o livro ia ser chato como o livro Inocência. Mas me impressionei.
O livro começa com uma aposta entre Filipe e Augusto. Filipe aposta que Augusto irá se apaixonar por uma garota, e Augusto diz que isso é impossível, já que o inconstante rapaz se apaixonava mais de uma vez ao dia. Eles vão para uma ilha, a ilha é onde a avó de  e lá ele é apresentado a Carolina, ou como é chamada A Moreninha, irmã de Filipe.
No começo Augusto não gosta muito de Carolina, ele a acha travessa e a julga "feia", mas a garota apenas lhe dá respostas e recusa todos os cortejos dos rapazes. Apesar de tudo tem apenas 14 anos. 
E então como todo bom romance, lentamente Augusto sem perceber se apaixona por A Moreninha, que também se apaixona pelo rapaz, mesmo não demonstrando nisso. E aí tem um pequeno problema para os dois ficarem juntos que é facilmente resolvido. 
E sobre o final, só posso dizer uma coisa, Augusto perde feio a aposta, e chega a ser engraçado e bonito como termina, é um livro super legal, e não é tão difícil assim de se entender, apesar da linguagem ser antiquada, mas esperar o que, o livro é um clássico da literatura brasileira.