segunda-feira, 19 de março de 2012

Em volta da fogueira...

Tumblr_m0y5bpbyrw1qghfooo1_500_large 
Um certo dia, em alguma praia entre tantas que existem por aí, na baixa temporada, quando o clima não é mais tão quente, e não há tantos turistas ou pessoas "intrometidas" na praia, um grupo de amigos resolveu se reunir em volta de uma fogueira, na beira do mar, com um violão, algumas bebidas, e várias histórias para contar. 
Eles traziam em si a esperança de um mundo melhor, e unidos ali juraram que enquanto o mundo não melhorasse eles não parariam de lutar. Prometeram que não deixariam de acreditar no amor, e que por mais que doesse lutariam por seus sonhos e aquilo que desejassem, mas que se aquilo não lhes fizesse bem, se aquilo só os prejudicasse e não os levasse a nada, eles parariam e seguiriam outro rumo, mas sempre pensando em conquistar seus objetivos. 
Os amigos ficaram rindo, cantando e fazendo planos até o amanhecer, vários por ali já dormiam, mas dois jovens permaneciam acordados, uma garota e um garoto. 
-Você realmente em tudo o que falamos hoje? - a garota perguntou para o garoto, que passou o braço em volta dela. 
-De que podemos melhorar esse mundo? 
-É, você acha mesmo que nós temos esse poder? 
-Claro que temos, só precisamos acreditar nele, e não desistir. Todas as pessoas do mundo tem o poder da escolha, mas preferem ficar quietas e ignorarem que o mundo em que vivem precisa de ajuda, não só na questão meio ambiente, mas na questão de sociedade e crenças. Claro que não é fácil o que falamos, que não vamos resolver tudo num passe de mágica, mas  não é impossível - o garoto falava com tanta clareza e tanta certeza que a garota não teve dúvidas - Basta acreditar. 
-E lutar. 
-É, mas não lutar com violência, e sim com inteligência, pois é a única arma contra a ignorância. 
-Se vamos lutar sem termos força usando apenas a inteligência, como as pessoas vão acreditar em nós?
-A maioria não vai acreditar no começo, mas as pessoas certas virão ao nosso encontro, e unidos mostraremos o que é necessário mudar, e aprenderemos, o importante é sempre ter a mente aberta, mas não se deixar manipular. 
-Isso parece difícil - a garota falou olhando para o horizonte - Mas incrivelmente divertido. 
-Vai fazer com que nossa vida valha a pena. 
-Não só com que nossa vida valha a pena, mas de todos os outros que virão e continuarão o que iremos começar - ele sorriu para ela que mordeu o lábio e deu uma risada. 
-Você fala tão bonito, até parece real. 
-E é real, somos jovens, mas somos o futuro, nós podemos mudar isso, eu sei que parece loucura, mas é o certo. 
-Não acho que seja loucura, um pouco impossível talvez, mas todas as coisas ditas impossíveis até hoje, foram provadas possíveis algum tempo depois - o garoto sorriu, a garota começara a entender o que ele queria dizer. 
Cada um de nós pode mudar o mundo a nossa volta, basta acreditar. Não será com um passe de mágica que a corrupção, a violência, o preconceito, ou tudo que não respeita o ser humano, vá desaparecer, mas com o tempo, e ensinando as pessoas calmamente uma maneira diferente de ver o mundo, não a correta, pois todos temos maneiras diferentes de ver o mundo, mas uma maneira que mostre que todos devemos ter respeito com o nosso semelhante e respeito a nós mesmos. 
Quando o ser humano aprender a respeitar, e amar o seu mundo, e o seu povo, tudo começará a melhorar, mas até lá, todos que tentarem isso serão chamado de loucos sonhadores. E sinceramente, prefiro que me chamem de louca, do que ser igual e aceitar o mundo falho em que vivemos e que pode e precisa melhorar, não para ser perfeito, mas para ser sempre o que tratá felicidade e paz a humanidade. 

sábado, 10 de março de 2012

Resenha: O Trono de Fogo.

Sinopse: Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo - refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico.
Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o Deus Sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o Deus. 

Eu estava desde o natal querendo ler esse livro, só que outros livros apareceram e aí no fim eu demorei alguns meses para conseguir comprar (tecnicamente eu ganhei o livro da minha mãe, mas isso não vem ao caso), como o livro é do Rick Riordan eu não podia esperar nada além de que seria um livro fantástico.
Eu achei esse livro muito bom, uma continuação perfeita, e que com certeza vai ir se encaixando nos próximos volumes e fazer com que pensemos "Como não notei isso antes?". Esse livro já tive algumas perguntas dessas, porque é incrível o jeito como Riordan consegue tecer suas histórias de uma maneira que tudo, mas tudo mesmo vá se ligando e fazendo sentindo.
A narrativa do livro é alternada entre Sadie e Carter, eu particularmente acho a Sadie mais divertida que o Carter, digamos que Sadie é mais rebelde, se mete em muita confusão, mas normalmente consegue fazer o que precisa fazer, sem contar que como ela segue O Caminho de Ísis, a deusa da magia, quando ela faz os encantamentos é super legal.
Eu acho que os Kane tem uma facilidade incrível em explodir coisas e se meter em confusão, mas isso é típico de personagens de livros, só que Sadie e Carter se metem em confusões do tipo "Cara, o mundo vai acabar amanhã e é bem capaz de não conseguirmos deter nada". 
Tem outros personagens como Anúbis, a Sadie tem tipo uma quedinha pelo deus chacal que perto dela sempre é um garoto super lindo. E Set, que apesar de ter sido o grande vilão, e não ser bonzinho, as partes que aparece me fizeram rir muito, e me conquistar, quer dizer, vilões engraçados não são tão fáceis de se encontrar, ainda mais os que consigam irritar Sadie Kane, ou serem irritados por ela.
Eu achei a aventura desse livro super bem bolada, inclusive como ela começa e como ela termina. A narrativa das lutas é emocionante e cômica, e os momentos das pequenas discussões de Carter e Sadie são as melhores partes. Na verdade tem várias partes legais, a parte que o Bes aparece, Anúbis e Sadie no cemitério... E não vou falar muito, se quiserem saber mais leiam o livro!
Ah! Mais um detalhe Rick Riordan fez uma personagem que é brasileira, e cita o nosso país no começo, e isso fez que o livro me conquistasse ainda mais! Ou seja, esse livro é perfeito, e hilário.


Resenha: Vidas Secas

Vidas Secas me surpreendeu. Apesar da linguagem ser difícil (como todos os livros clássicos) a narrativa não é chata, um pouco confusa se não prestar atenção no que está lendo, mas interessante, e até simples, não muito descritiva ao seu redor, e sim centrada no sentimento dos personagens. 
O livro conta a história de Fabiano, Vitória, seus dois filhos e uma cadelinha chamada Baleia. O livro começa com a família saindo de um lugar, que aparentemente foram despejados após a morte do antigo patrão de Fabiano. Eles estão fugindo da seca, e quase morrendo, e então acham uma fazenda, onde Fabiano começa a trabalhar e a família consegue sobreviver. 
Isso não torna a vida da família mais fácil, o autor descreve os sofrimentos que eles passam e a dificuldade de se morar no sertão. Os personagens são brutos, não tem estudo, facilmente enganados e explorados. O autor mostra a revolta de Fabiano, que não pode fazer nada. Mostra que Sinhá Vitória é esperta, e deseja uma cama, mas mesmo assim não se pode fazer nada. Aos dois filhos não se dizem os nomes, o mais novo deseja ser como o pai, e o mais velho mostra-se curioso e carente de afeto. A cadela, Baleia é esperta, salva a família no começo do livro, mas infelizmente contraí uma doença e Fabiano a deve matar. 
O livro faz uma crítica clara aos costumes da época, todos queriam mostrar um Brasil perfeito e maravilhoso, rico e onde havia qualidade de vida, e o autor mostrou exatamente o contrário, mostrou como realmente era o povo, e como as coisas funcionavam. 
O final é quase que como o começo, eles fogem da fazenda, onde acabam criando dívidas com o patrão, mas fogem da seca, e pelo menos o que eu entendi foi que a família iria andar, e andar e ir para as cidades, trabalhar novamente para alguém e serem explorados, mas sempre procurando uma vida melhor. 
Achei o livro bem interessante.

Resenha: A Moreninha.


Sinopse: Augusto é um namorador incorrigível. Até que conhece Carolina, a Moreninha. A partir daí, o rapaz é seduzido pelo encanto da moça e, pela primeira vez, descobre o real significado da palavra amor. É assim, sem conflitos e com final feliz, que se desenvolve a obra de Joaquim Manuel de Macedo. A história é singela e divertida, com os elementos característicos de folhetim, que o escritor ajudou a popularizar no século XIX.


Eu ganhei esse livro de uma amiga da minha mãe quando eu tinha uns dez anos, mas nunca me interessei em lê-lo porque na época a linguagem do livro era difícil de ser compreendida, pelo menos para uma garotinha de dez anos com um bom vocabulário, mas não o suficiente para entender o livro. 
Então hoje decidi ler, o livro não é muito grande e é bem legal. É um clássico da literatura, e eu me impressionei, confesso que achei que o livro ia ser chato como o livro Inocência. Mas me impressionei.
O livro começa com uma aposta entre Filipe e Augusto. Filipe aposta que Augusto irá se apaixonar por uma garota, e Augusto diz que isso é impossível, já que o inconstante rapaz se apaixonava mais de uma vez ao dia. Eles vão para uma ilha, a ilha é onde a avó de  e lá ele é apresentado a Carolina, ou como é chamada A Moreninha, irmã de Filipe.
No começo Augusto não gosta muito de Carolina, ele a acha travessa e a julga "feia", mas a garota apenas lhe dá respostas e recusa todos os cortejos dos rapazes. Apesar de tudo tem apenas 14 anos. 
E então como todo bom romance, lentamente Augusto sem perceber se apaixona por A Moreninha, que também se apaixona pelo rapaz, mesmo não demonstrando nisso. E aí tem um pequeno problema para os dois ficarem juntos que é facilmente resolvido. 
E sobre o final, só posso dizer uma coisa, Augusto perde feio a aposta, e chega a ser engraçado e bonito como termina, é um livro super legal, e não é tão difícil assim de se entender, apesar da linguagem ser antiquada, mas esperar o que, o livro é um clássico da literatura brasileira. 


sexta-feira, 9 de março de 2012

Resenha: O poeta do exílio.

e

Sinopse: Pedro e Júlia estavam animados. Sua banda era finalista do festival estudantil Vozes de Classe. O regulamento exigia que as músicas se inspirassem em poetas brasileiros. Cada banda interpretou essa exigência à sua maneira. Precisavam agora animar a torcida. Os jovens criam cartazes, lançam torpedos, folhetos etc. E precisam também reunir informações sobre Gonçalves Dias, o autor do poema que deu origem à música classificada. Então, Pedro teve a ideia de criar um blog especial. Nasceu assim o BlogDoDias. Ali cabia tudo o que se relacionasse a Gonçalves Dias: poemas, cartas, artigos de jornal, documentos da época do poeta... Enfim, o blog agitou a galera e acabou se transformando em um completo dossiê sobre o poeta. No meio de todo esse agito, Pedro e Júlia parece que estão...Ah, os poemas de amor de Gonçalves Dias...

Certo, hoje de manhã a linda da coordenadora do colégio apareceu com os livros que iremos ler esse trimestre, eu nem um pouco metida, já li o meu livro, primeiro porque fiquei curiosa com o título, e segundo essa sinopse me deixou bem intrigada, e até interessada no livro. 
O livro é bem legal, principalmente porque ele mostra a história de um dos grandes poetas brasileiros de uma maneira mais jovem, uma maneira que não fica difícil de entender, e faz com que seja interessante aprender um pouco mais sobre a literatura brasileira. A leitura flui  rápido, porque a linguagem, mesmo nos poemas de Dias, é uma linguagem mais fácil, e normalmente a autora explica o poema, e isso torna bem interessante. 
A história do livro passa meio que em volta da vida de Antônio Gonçalves Dias, deixando a história de Júlia e Pedro mais como se eles fossem coadjuvantes. Mas é interessante a parte que aparece eles, e é mais legal ainda porque os trechos que vão aparecendo sobre o Gonçalves Dias fecha com a história, e isso é uma parte bem legal. 
O livro é ótimo, eu não tinha dado muito crédito para ele, achei que a professora de Literatura tinha errado e feio na escolha, mas aí eu comecei a ler e adorei, bem bom, melhor do que alguns que eu já li. Então eu recomendo a leitura se alguém se interessar por livros que sejam quase como biografias, mas tenham uma linguagem mais jovem.
Ah detalhe, o livro tem algumas ilustrações e o jeito que ele foi impresso, é super legal, as páginas, e ilustrações, e inclusive a capa, ficaram ótimos, ainda mais com a própria história, muito bom mesmo. 

Por B. 







quarta-feira, 7 de março de 2012

Guerreira ou Princesa?

Curand11_large
Sempre me contaram histórias de princesas. E sinceramente, quando eu era criança eu fingia querer ser uma. Mas no fundo, não queria ser princesa e sim uma guerreira. Sabe, lutar minhas próprias batalhas, defender o que eu pensava, não obedecer a ninguém sem ideais, ou honra. Ficar sentada e esperar as coisas acontecerem, assim como princesas fazem nunca me agradou.
Poder fazer o que eu quisesse fazer era uma ideia mais agradável do que esperar as coisas acontecerem, ou obedecer sempre. Quando abandonei meu "lado princesa", descobri o porque algumas mulheres nunca deixam de ser "princesinhas".
É muito mais fácil ficar sem fazer nada, esperando ordens e fingindo que o mundo é perfeito, do que levantar, lutar, cair, levantar novamente, sorris e enfrentar todos os problemas, vencendo não só as batalhas exteriores, mas as interiores também.
Aprender a ser forte, e escalar a montanha que chamamos de vida não é fácil, e nem todas as pessoas escolhem isso, como eu já falei é mais fácil parar em um ponto e ficar esperando o falso "príncipe encantando" vir te salvar e te levar até o topo. Princesas são assim. Guerreiras encontram seus "príncipes ", que na verdade são tão guerreiros como elas, que não as iludem fingindo que vão as levar até o lugar que devem estar, e sim se unem as batalhas, as aventuras e 
as felicidades das guerreiras. 
As princesas esperam o felizes para sempre que nunca chega, e nem irá chegar, pois a felicidade está em todo momento em que vivemos e a guerreira sabe disso, exatamente por isso sua vida é cheia de histórias, aventuras, e risadas. Nem sempre ela estará feliz, mas no fim da vida, poderá dizer que a vida valeu a pena. 
Princesas normalmente são esquecidas, não deixam sua marca no mundo, e guerreiras, bem, elas fazem a história, e ninguém nunca esquece de seus nomes. Eu aprendi a ser uma guerreira, e você?  É a princesa submissa e esquecível, ou a guerreira livre e inesquecível?

Por BMPC.