segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

12 livros que eu vou ler em 2014

Olá gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim.
Vim aqui desejar um feliz ano novo e deixar o vídeo que eu fiz, com a listinha (e os livros) que eu com certeza vou ler em 2014.
Um feliz ano novo, e muitos livros e leituras para vocês no ano que vem.
Beijinhos ;3
B.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Resenha do livro: A Arma Escarlate

             Eu não lembro se primeiro entrei no grupo do facebook ou se li um comentário de algum post meu sobre Harry Potter em algum lugar falando da Renata, porém foi de uma dessas duas maneiras que eu conheci A Arma Escarlate. Um dos melhores livros nacionais que eu já li (eu sei, eu falo isso de praticamente todos os livros, mas cara, para quem é fã de Harry Potter esse livro é bom pra caramba!).
                Então, eu demorei algum tempo para adquirir meu exemplar, mas via o pessoal comentando no grupo sobre os personagens, e todo parecia amar tanto aquilo que eu fiquei: “Cara, eu preciso ler esse livro”. E aí veio a Black Friday. E aí eu comprei o livro. Ele chegou e quando eu fui ler... Bem, foram duas noites em claro e eu teria lido em uma só se eu não tivesse praticamente desmaiado de sono em cima do livro na primeira.
                Ok, mas afinal do que se trata o livro? Bem, a Renata Ventura (linda, maravilhosa, querida, ótimo exemplo, diva, querida, simpática, já falei querida?) ouviu em uma entrevista com a (linda, maravilhosa, diva, rainha) J.K Rowling, onde uma garota pedia se ela escreveria sobre uma escola de magia que passasse nos E.U.A, a autora respondeu que não, mas a garota poderia sentir-se a vontade para escrever um livro. E então a Rê, aderiu a ideia e resolveu escrever sobre as escolas no Brasil.
                Claro que como o nosso país é enorme, aqui tem cinco escolas (uma para cada região), e não são todas bem organizadinhas, bonitinhas e perfeitinhas como na Europa, porque bem, é o Brasil né gente, as coisas aqui não são bem assim. E o resultado foi A Arma Escarlate.
                Nesse livro nós conhecemos Hugo Escarlate (ou melhor Ida, mas ele detesta o nome) um garoto pobre que mora no Morro Santa Marta, e que tem a língua mais afiada, o senso de moral mais estranho, e o talento de se meter no maior número de confusões possíveis, e é o herói mais não herói que você vai conhecer. E vai aprender a amá-lo e até se identificar (eu me identifiquei em algumas partes, ok?). Ele descobre que é bruxo, o que pare ele pode ser uma salvação, já que um cara do tráfico chamado Caiçara implica com ele e meio que o ameaça de morte.
                Vendo seus poderes como uma vantagem, Hugo vai para a Escola Nossa Senhora do Korkovado (tem um nome meio em francês, mas ele é nhé e o Viny o desaprova. Leia para saber quem é o Viny), onde vê que apesar de tudo, a escola de lá é tão bagunçada quanto a sua, com professores que faltam, politicagem chata e tal. Na escola ainda existe uma rivalidade entre um grupo chamado Anjos e outro chamado Pixies. Os Anjos são a favor de uma cultura mais Europeizada, ou como alguns personagens chamariam: Uma visão Colonizadora. E os Pixies são nacionalistas, defendendo a cultura Brasileira.
                O livro, apesar de tratar de um universo de magia como o de Harry Potter, não tem muito a ver com a série da J.K Rowling. Primeiro porque A Arma Escarlate é uma denúncia social, onde a realidade é tratada de uma maneira diferente e sem máscaras pela autora. Ela coloca coisas como drogas, preconceito em um universo incrivelmente cativante.

                A linguagem do livro é simples, algumas falas tem a escrita com o sotaque (não se fala assim, mas dane-se, deu para entender não é?), e é incrível. A leitura flui (muito, muito, muito) rápida. E mesmo tendo partes tristes, tem partes engraçadas.
                A Arma Escarlate tem tudo o que um livro bom precisa ter e muito mais. A Renata tem uma magia na hora de escrever, porque é impossível não sentir-se imerso no livro, como se você realmente fosse um personagem e convivesse com aqueles personagens.
                Outra coisa legal, é que o universo do livro também está presente no mundo online. E a autora interage muito com os fãs, o que é algo muito, muito legal (e eu estou escrevendo muito a palavra “muito).
                Bem, uma cosia diferente que talvez você possa estranhar no começo, é que não é escrito com travessões para as falas, e sim com aspas. Mas isso não influencia em nada a leitura (informação para aqueles que gostam de saber como é o formato do livro).
                O livro vai ter continuação, e vai ser uma série com cinco livros, mais um sexto com a história do vilão que ainda não apareceu no primeiro. O segundo livro saí em 2014 (se eu não me engano) e tem o título de A Comissão Chapeleira.
 Livro muitíssimo recomendado, eu dei cinco estrelas e favoritei no Skoob. O que você está esperando para ir comprar? Hein?

Mais informações do livro e da autora aqui:
Skoob
Grupo do face
Face da Renata

             

sábado, 14 de dezembro de 2013

Resenha do livro Feérica

                
A primeira coisa que eu gostaria de comentar sobre esse livro, e olha que tenho umas mil coisas para comentar (estou sendo dramática), é que pela primeira vez na vida uma autora conseguiu me fazer ficar com fome e vontade de comer alguma coisa enquanto lia um livro. Obrigada Carolina Munhóz por ter me feito bicha (expressão que usamos aqui no sul para expressar: vontade) com Frango Frito. Sério, aquela cena ficou sensacional, e me deu fome.
                Em fim, acabei de terminar Feérica (eu deveria estar dormindo, eu tenho vestibular da UFSC hoje, é, é três da manhã, mas tudo bem é só a tarde e a manhã é uma criança feita para dormir) e estou sentindo o meu mundo rodopiar e girar, porque essa história é muito mais do que parece ser.
                Quer dizer, a premissa de realit show e todas aquelas futilidades de Hogwarts, para uma garota tipo eu, parece algo: Tá, vai ser divertido, mas não vai ter nada demais no livro. E caramba, como eu estava engana em pensar assim.
                Mas deixe me explicar, é que quando vi os livros da Carol, eu queria muito O Inverno das Fadas (que chegou hoje, eba!!) porque a premissa dele parece tão encantadora, entende? E como eu não assisto realits shows e sou tipo um zero pra lá da esquerda em questões do mundo pop, eu não estava tão animada. Mas aí comecei a ler e me apaixonei pela Violet e suas trapalhadas.
                Sério, nunca vi talento para se meter em tantas confusões e mesmo assim continuar sendo uma personagem legal. Quer dizer, normalmente as meninas de livros ficam todas mimi quando fazem alguma bobagem, e a Violet pode tanto ficar com mimi ou sair explodindo tudo (não tão dramaticamente, mas algo assim).
                Primeiro, eu adorei a ideia da nossa linda fadinha violeta ser excluída no mundo dela, e de como ela veio parar aqui (e isso eu não posso falar porque é spoiler! Se quiserem saber, leiam o livro). E adorei o personagem que primeiramente a ajudou o Senhor Antônio. Aliás é um dos meus personagens preferidos.
                Aliás, além das confusões da Violet, e das cenas super bem construídas e dinâmicas que a Munhóz fez, os personagens dela são os melhores. Todos são divertidos, e alguns extremamente chatos. Mas do tipo que a Violet não percebe que são chatos (cof, cof Sabrina). E de certa forma isso é legal.
                Lembrando a Violet é uma fada, toda pura, colorida e de cabelo roxo, o que é um drama para ela pelo que o pessoal diz que significa em seu mundo, que por um monte de confusões acaba sendo obrigada a vir para a Terra. E quando ela chega é tipo uma daquelas criancinhas que não vê malícia em nada, que não entende nada. E fica totalmente fascinada, porque caramba ela simplesmente sempre admirou os humanos e de repente estava aqui no nosso mundo maluco e cheio de meio-termos.
                E ainda por cima ela vira famosa. Como? Revelando-se em um realit show, tem coisa mais chamativa do que isso? A cena que ela se revela é muito boa, de verdade.
                Violet acaba se envolvendo no nosso mundo maluquinho, e acaba vendo que nem tudo são flores, e de certa forma vai se corrompendo pela fama, pelo dinheiro e tudo mais .E toda sua vida se transforma durante cinco meses de altos e baixos.
                Onde ela passa por humilhações, conquistas, corações partidos. Particularmente falando eu acho que ela é um poço de azar em questão de amor, mas no fim... Bem, no fim ela vai notar o quanto ela é ceguinha. E certo camarada de olhos claros também... (Isso foi meio que um spoiler, não me matem).
                Ahh, mas o mais legal é que ela é uma criatura fantástica que acaba entrando em contato com o nosso universo nerd (lê-se Senhor dos Anéis, Star Wars...) e que cita vários trechos disso. O que é bem legal, uma fada toda interessada em moda e maquiagem, que também é nerd (não que isso seja anormal, mas em livros esse tipo de personagem não sabe nem quem é a Princesa Leia).
                Em fim, o livro é engraçado, tendo cenas hilárias, algumas cenas que te fazem ter raiva de alguns personagens, outras que você fica com raiva da própria futilidade humana (impossível negar que as coisas mostradas ali não acontecem na realidade), algumas cenas que fazem pensar e um fim surpreendente e fofo. Muito fofo.
                O livro é super bem estruturado, a capa é linda, e a autora que é a Carolina Munhóz conduz a história com maestria, e deixo aqui o comentário que ela é muito atenciosa com os fãs e que sua história (caso não conheçam, procurem conhecer) é inspiradora, e que ela merece todas as coisas boas do mundo. Porque o talento dela é uma benção das fadas, e sua simpatia é algo admirável e que espero que não se perca nunca!
                Eu recomendo muito o livro, eu li ele em pouco tempo (o livro chegou aqui quinta, eu li ele até a metade durante a madrugada, aí durante o dia de sexta não li, e fui ler agora era uma da manhã, e terminei agora que é exatamente três e meia), a leitura é rápida, divertida e tudo o que há de bom.

                É um ótimo presente de natal, aliás, já que é época e algumas pessoas podem estar pensando em livros para parentes que gostam de ler. É muito bom. Em fim leiam o livro e se divirtam com a Violet. Uma fada que de certa forma, trouxe um pouquinho de magia a nossa humanidade.  

Mais informações no Skoob

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Resenha do livro: Coisas Frágeis.



                Eu devo confessar que só me interessei em ler esse autor porque o Raphael Draccon (Meu Deus, Carneiro, esse cara de novo? É, ele de novo) fez referência a ele em Fios de Prata- Reconstruindo Sandman (é por causa dos quadrinhos, do Sandman que são do autor que vou falar) e falou dele em alguma entrevista que eu assisti. Então, como eu me apaixonei pela narrativa do Draccon e ele falou que uma das suas influências eram o Neil Gaiman, eu fui atrás dos livros.
                Aí eu descobri que Coraline é um livro, e como amei aquele filme (que não deveria ser recomendado para crianças), acabei me exaltando e comprando alguns livros dele na Black Friday. Porém só chegou um, que é a coletânea de contos: Coisas Frágeis.
                E eu comecei a ler. E não parei até terminar, e aqui estou fazendo a resenha.
                O livro é publicado pela editora Conrad, tem 205 páginas, e é uma coletânea de nove contos de diferentes temáticas, que na verdade são histórias diferentes, mas parecidas entre si, digo, parecidas na bizarrice e genialidade.
                Na introdução Neil Gaiman fala um pouco sobre como fez cada um dos nove contos, o que é algo bem legal, e faz com que você fique curioso em ler alguns contos, e outros não. Porém todos eles têm um ritmo parecido de leitura, tendo toda uma mistura de fantasia e realidade impressionantes que te jogam em um universo onde o que é insano é normal. Tenso não? Mas muito legal, acreditem.
                O livro tem referências a bandas de rock, alienígenas, deuses, imortais, criaturas nórdicas, Sherlock Holmes, as Crônicas de Nárnia, problemas e corrupções do mundo e o que acontece quando essas coisas encontram a fantasia. Os contos não são leves, e em sua maioria tem uma temática meio sombria, porém tem algo cativante neles.
                Não sei se é o modo como Gaiman os conduz, ou as inúmeras referências de coisas que eu gosto (provavelmente é, o cara é um gênio, apesar dos contos serem diferentes, em cada voz que ele usa e em cada personagem tem uma assinatura característica dele) ou talvez o modo casual e quase reais que são apresentados, porém por mais sombrios e bizarros que possam parecer não tem como não se apaixonar.
                Eu chamo atenção para dois personagens que aparecerem e que eu gostei muito deles que são: o Smith e o Senhor Alice. Eles são aquele tipo de personagens cruéis e vilões que de alguma maneira, apesar de conseguirem nosso espanto também chamam nossa atenção e nos fazem até tentar entende-los para achar algo que justifique tudo aquilo. Eu acho que o Smith me chamou atenção pela sua ironia e por ser sincero, e o Senhor Alice por simplesmente ser misterioso demais.
                Em fim, teve outros personagens que gostei como o Enn e o Nanico, que não são do mesmo conto, mas são personagens cativantes. Aliás, adorei muito o conto “A Vez de Outubro”, e não conseguiria explicar o porquê.
                É uma leitura simples, que se você for fã de fantasia e rock você simplesmente vai se apaixonar. Neil Gaiman escreve muito bem e eu recomendo demais que vocês leiam esses contos, eles são estonteantes (e estou aliviada porque não vou me arrepender de ter comprado tantos livros dele)!

Mais informações do livro aqui no Skoob.
Espero que tenham gostado, deixe seu comentário =) 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Minha experiência no NaNoWriMo


Oi gente, tudo bem com vocês?
Eu estou ótima, ontem terminei meu romance no NaNoWriMo e ganhei essas imagens legais de vencedora (aêee palmas para a Bibi), e aqui estou, falando um pouquinho da experiência. Eu fiz um vídeo, espero que gostem, e  convido todos vocês a conhecerem melhor o projeto e participarem ano que vem!
Espero que gostem, deixe seus comentários e segue o blog!
Beijinhos!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Resenha: A Batalha do Apocalipse

                                             
                A Batalha do Apocalipse é um livro incrível (que clichê começar a falar de um livro assim, mas o que eu posso fazer se amo clichês?), porque sim, oras... Não, não é porque sim, é porque pelas suas lindas e maravilhosas 586 páginas (a minha edição tem exatamente esse número de páginas, apesar de eu não ter lido todo o glossário) você fica tão vidrado na história, que não consegue parar de pensar nos personagens.
                Eduardo Spohr tem uma narrativa épica, do tipo que te faz ter a sensação de estar lendo histórias de heróis (e tecnicamente você está lendo), pois Ablon, que é o personagem principal, também conhecido como o Anjo Renegado, é o nosso herói, e ele tem tudo o que precisa para ser um. Toda aquela história de honra, preocupação com a humanidade, porém só usa seu poder em último caso, nega sua espada, é apaixonado pela (linda, poderosa, diva) feiticeira Shamira e não pode ficar com ela devido todas as intrigas que está envolvido.
                Peraí, mas que intrigas Bibiana? Leia o livro se quiser saber (eu sei, que grosseria mais clichê).
                Mas do que fala o livro? Fala da Batalha do Apocalipse, porém não só da batalha, mas do que leva até ela. Tendo cenas do presente e do passado, com personagens marcantes e cativantes o autor faz com que você queira saber mais e mais até chegar ao fim do livro.
                Eu fiquei tão presa à história que me enrolei um monte para terminar de ler, não porque o livro não é bom, mas sim porque ele é ótimo e eu não queria que a história acabasse (e fazia um tempo considerável que eu fazia isso, se bem que a falta de tempo de ler ajudou um pouquinho).
                O que eu mais gostei no livro é o jeito que ele é narrado, e como o autor trabalha em cima dos personagens. A escolha de palavras, adjetivos e todas essas coisas que se usa para escrever uma boa história, Eduardo Spohr sabe usar perfeitamente. E a teoria que ele se embasa e constrói sua própria história (ficcional é claro) dentro de uma história que todos nós conhecemos é fantástica (a não ser que você seja alguém muito religioso, então você nãovai gostar do livro, achando-o um pouquinho herege, mas, whatever, é um livro fantástico).
                A literatura fantástica nacional está me cativando cada vez mais, e A Batalha do Apocalipse tem algumas partes que provocam uma reflexão um pouco maior sobre nós seres humanos e o que nós somos. Eu simplesmente adorei e recomendo.

                

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Entrevista com a autora Renata Penka

                Olá gente, estou dando sinal de vida (eba!!). Na verdade, eu já deveria ter feito esse post, porém essa semana foi bem corrida e acabei ficando sem tempo. Porém aqui estou. E hoje trago uma novidade muito legal.
                Na sexta-feira (8 de Novembro) teve o lançamento na Livrolar News, aqui em Caçador-SC, o lançamento do livro Entre Trovões, da autora Renata Penka e publicado pela editora InVerso.
                Estive presente no evento e conversei com a escritora, que é muito querida e ama História (assim como eu). E fiz uma entrevista (primeira de toda a minha vida), espero que gostem e conheçam melhor o novo livro dessa nova escritora, que está de parabéns pela obra e pela publicação. 

Conversa com a autora....

Como veio a ideia de escrever o livro Entre Trovões?
          Eu gosto muito de assistir filmes, ler, sempre desde pequena, mas nunca tive aquela coragem para colocar no papel as ideias. Aí eu pensei “tem que tentar para ver o que acontece, aí comecei, na época estava no Ensino Médio, e quando vi estava com uma quantidade boa de páginas e quanto mais eu escrevia mais eu me motivava a continuar.
Quanto tempo demorou para ser publicado?
           Ele ficou uns três anos parado, por conta dos estudos, e quando eu retornei a escrever foi uns dois meses para terminar e entrar em contato com a editora e conseguir a publicação
Como foi receber a notícia que seu livro seria publicado?
Foi incrível, eu lembro que até hoje, a hora que eu abri o e-mail e tinha um da editora eu fiquei “E agora? É a hora da verdade?”, eu fiquei muito feliz, porque era uma coisa que eu não havia mostrado para ninguém, eu tinha vergonha porque sempre tem aquela coisa de não acreditar que algo que você fez é tão bom para ser publicado.

Quando você tem ideias, o que te inspira?
Eu não tenho exatamente um método, as vezes estou trabalhando e surge um nome, uma imagem, fico com as ideias e passo para o papel.
Qual foi seu personagem preferido de escrever em Entre Trovões?
Ah, foi a Ágata, protagonista da história. Eu vejo nela algumas características minhas, porque na época do colégio, na época de colégio e de primeiro amor, eu me baseei em coisas minhas, das minhas amigas, histórias que tinha na época, que eu acabei adaptando para criar a personagem.
Você tem alguma mania, como escutar música enquanto está escrevendo?
Escutar música ajuda bastante, eu acho que o estilo da música acaba influenciando na cena que você está escrevendo, se for uma melodia mais romântica a cena fica mais assim, e se for algo mais séria, o personagem está em um momento tenso, você coloca um rock e ajuda bastante na cena.
Alguma banda ou canto de preferência?
Eu escuto de tudo, sou bem eclética, mas não escuto sertanejo e nem aqueles rock muito pesados, mas o que eu mais escuto é Maroon 5, John Meyer e Cobie Caillat
Dos personagens masculinos qual foi teu preferido de escrever?
         Na verdade, são três personagens masculinos e três femininos, e eu tentei fazer todos eles com características bem próprias, por exemplo, o Murilo é aquele ideal de protagonista americano, o jogador de futebol, aquele tipo que toda menina, por mais que negue, acaba achando legal. O Leo, bem amigo da Ágata, é bonito, mas é um perfil de homem mais companheiro, que faz de tudo para agradar a menina que gosta. Já o Vinicius, é o irmão da Carol, é outro tipo, é o tipo de cara que gosta de ficar com várias ao mesmo tempo para se falar o bonzão, e não quer nada muito sério com ninguém.
Você costumar criar uma estrutura pro seu livro, ou vai escrevendo como vem a inspiração?
               Eu vou escrevendo normalmente como vem a inspiração. Ás vezes eu estou escrevendo uma cena, e vem alguma ideia, um objeto especifico que eu não sei como usar, deixo anotado para depois encaixar.
Você tem algum projeto novo, alguma continuação?
             Eu comecei uma continuação do Entre Trovões, mas surgiram novas ideias, outras histórias, alguma coisa mais adulta.
Na história você fala sobre o Egito e dramas adolescentes e você fala que se baseou em coisas que você viveu, você acha que o livro pode ajudar os adolescentes em algumas questões dessa fase?
Eu acho que sim, porque tem muito daquela coisa de identificação, porque todo mundo passa por essa faze de primeiro amor, das dúvidas que isso trás e da escola, que é algo que todo mundo passa, onde tem amigos e professores que marcam.
Você se baseou em algum professor real seu do Ensino Médio par algum dos professores do livro?
Especificamente não, mas eu fiz a professora, a Mônica, eu tentei fazer ela, não aquele estereotipo de professor, eu tentei colocar uma professora mais amiga, mais humana, mais próxima dos alunos, já que história não é uma matéria que todo mundo goste.
Quais são suas séries preferidas?
                Friends, How I met your mother e The Walking Dead.
Como é trabalhar com uma editora?
                Bom para mim foi muito tranquilo, cheguei com o texto pronto, e fiquei naquela espera se tinha futuro ou não, aí recebi a resposta que tinha, com algumas coisinhas para modificar, que eu concordei, e no resto foi realmente tranquilo.
Você gostou da capa, ajudou na escolha?
Sim, eu ajudei a escolher a imagem. E eu acho que ficou muito a ver com a história.
Você tem alguma dica para os novos escritores?
Você não pode dizer, tem que colocar na sua cabeça que tem gente que vai ler e que vai gostar, tem gente que vai ler e não vai gostar, mas você não pode desistir, tem que continuar, porque é muito difícil começar e logo deslanchar, tem que continuar e não é um não que pode te parar.

Algumas fotos do evento:

Minha foto com a autora (não podia faltar, né!)






Um pouco mais sobre o livro...

Entre TrovõesSinopse:Início do ano letivo no colégio Lacerda. O segundo ano do ensino médio começava com um misto de alegria e saudade para os melhores amigos Ágata, Tina e Leo. A volta de Ágata ao colégio depois de um ano no Rio Grande do Sul, despertava nela lembranças doloridas que a morte de alguém muito especial causou. Mas, isso será amenizado com a felicidade de estar entre seus amigos e retomar o estágio em enfermagem que ela tanto gostava.Outro trio, Murilo e os irmãos Vinícios e Carol estavam animados com a união da equipe de futebol estudando na mesma sala. Depois de apresentados os seis, o capitão Murilo percebeu em Ágata, a menina não popular mais interessante do colégio, o que significava o sentimento que se chama amor.Se de um lado o amor florescia, do outro, o ciúme crescia. O famoso e encrenqueiro André, capitão da equipe de handebol tentará de todo jeito se envolver com Ágata. Usando o ponto fraco dela.Entre conversas, festas, aulas de dança e muitos machucados, uma viagem ao Egito pode mudar o destino de todos eles. Criando laços e memórias para toda uma vida.Este é o ensino médio que você gostaria de viver!
Sobre a autora:Pós-graduada em Jornalismo, atualmente trabalha como web writer em empresas gráficas. Redatora que possui muita Criatividade Plus, que faz Somente Coisas Legais e que adora um bom Café Com Galo. Nas horas livres, não resiste aos seus cachorros, filmes, acessórios e esmaltes. Acredita que a inspiração aparece em qualquer situação e qualquer pessoa pode sim realizar seus sonhos, basta ter paciência.
Onde comprar online: http://www.editorainverso.com.br/livro_dentro.php?id=93

Espero que tenham gostado, deixem o comentário, e sigam o blog. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Tag Literária: Combina com Qual Livro?

                A Tag foi criada pelo blog http://meninoironia.blogspot.com.br .
                Bem essa tag consiste em você escolher uma música e escolher três livros que para você tenham tudo a ver com a música. Como sou viciada em Rock vocês sabem que eu iria escolher uma música de rock, não é mesmo?
                Mas admito, a escolha foi difícil porque me passou na cabeça todas as músicas do Legião, do Capital, do Nirvana e do Foo Fightesr na cabeça (ok, nem todas que passaram foram deles e não eram todas as dessas bandas e tal.).
                Mas acabei escolhendo, uma música do Foo Fighters.

            Eu particularmente amo essa música, pela letra dela. Ela fala sobre um herói, no caso heróis, e apesar de ter que relacionar com a história do livro eu também relacionei aos autores.
Vamos aos livros.
O Primeiro livro que eu escolhi, pensei imediatamente escutando a música foi em Harry Potter e as Relíquias da Morte, primeiro por ser o último livro de uma saga que marcou a minha vida, segundo por ser o livro em que o Harry vira para sempre o herói.




O segundo livro que eu escolhi foi A Herança, que é o último do Ciclo a Herança (a série do Eragon), porque é nesse livro que eu acho que Eragon, o “herói” da saga realmente vira herói, e um personagem que eu amo muito (e olhem que clichê ambulante eu sou, acho que é spoiler o resto) e que parece ser o vilão o tempo inteiro e para mim ele vira um herói.

                                            






















E o terceiro livro que eu escolhi (e último) foi o livro Círculos de Chuva(sim da Trilogia Dragões de Éter), não por ser o último e surgirem muitos heróis, mas especialmente por um personagem (spoiler) que é o Snail, pelo que ele se torna e pelas mudanças que ele faz na vida de algumas crianças. Para mim ele é um herói (mesmo não sendo o estereotipo de herói). Acho que no fundo há “vilões” que nascem para ser heróis (e são esses que me conquistam).
Bem, essa foi a minha tag literária, espero que tenham gostado, sintam-se a vontade para fazer, mas lembrem-se de falar do criador da Tag e de onde a viram.
Comentem, soltem foguete, divulguem vocês já sabem, não é? 

Mentiras que machucam, verdades que assombram

             Tantan   
        Existem mentiras que machucam. Machucam mesmo. E verdades que assombram. E existem bocas que contam mentiras que machucam, verdades que assombram e segredos que deveriam ser levados junto ao túmulo, ou ao menos guardados no fundo de uma gaveta que se perca a chave.
          Existem amigos que vão sempre estar lá, e contar as verdades de uma maneira menos dolorosa, e que mentiras, só sairão da boca deles quando extremamente necessário. Porém existem aqueles que não merecem o título de amigos, que mentem descaradamente, que espalham verdades que são segredos e que não sabem ser amigos.
       E no baile da vida, passando por salões escuros, ou por salões animados e cheios de gente, haverá amigos, haverá falsos amigos, existirão mentiras, existirão verdades. Existirá medo e insegurança. Existirão pedras no caminho e monstros disfarçados de pessoas tentando te impedir de passar para o próximo salão, ou para a próxima escada, ou até mesmo para fora de castelos de areia.
          Haverá aprendizado. Seu aprendizado. Aprenderá com a mentira que machuca, com o amigo que traí e que é falso, e com a verdade que machuca. Aprenderá que nem toda escolha certa é boa, que nem todo caminho que leve aos seus sonhos é limpo e sem obstáculos. Você terá que aprender a lutar, com unhas e dentes, para enfrentar dragões e lobos maus.
          Nessa história não existirá um herói para te salvar. Porque você é o herói dela. Você é o personagem principal. E só você tem o poder de muda-la, de torna-la melhor e acima das expectativas. Apenas você tem o poder de mandar embora falsos amigos, escolher acreditar nas mentiras que machucam, e aceitar as verdades que assombram.

       Você é o único que pode mudar a sua História. Conquistar os seus sonhos. E evoluir, para que o mundo evolua com você. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Internet Ruim e Nescafé

  A internet ruim é algo irritante. Só cai e mal funciona, causando um mau humor danado para quem usa, e digo mau humor para os controlados, porque para os impacientes explosivos (como eu) passam raiva e acabam por se irritar e descontar em quem estiver por perto.
                O problema da internet que não funciona como deveria, é que ela nos engana, nos ilude e nos usa, deixando-nos ainda mais na frente do computador, para que por algum motivo continuemos a passar nosso tempo passando raiva e o gastando em algo que por não funcionar como deveria, é quase como não fazer nada.
                E também é assim o nescafé, ele deveria ser café, mas não é. Não tem o mesmo gosto, e deveria ter, ou assim, você é iludido a pensar. Mas o gosto é diferente, e para alguém que aprecia o bom café, entende o que estou tentando falar (ou não, minha mãe ama café e também ama nescafé... Acho que a culpa disso é por ela ser de gêmeos... Não que eu acredite em signos...).
                E por que escrevo sobre isso? Em uma tarde bonitinha como a de hoje (todas as tardes parecem bonitas quando o nosso humor não está tão ruim), estou aqui, em um lugar com a pior internet do mundo (observação: minha prima sofre demais com a internet dela, sério) e  com nescafé, morrendo de vontade de uma boa conexão e de um café de verdade.
                Mas como nem tudo são flores, e ás vezes precisamos ser iludidos, aqui estou perdendo meu tempo com coisas que deveriam ser uma coisa, mas não são. E isso me leva a pensar que ando cercada por pessoas que deveriam ser uma coisa, ou aparentam ser uma coisa, e no final não possuem o mesmo gosto, ou desperdiçam seu tempo sendo sem sentido, sem ser o que deveriam, mas aparentando ser outra coisa.
                E cansada de pessoas nescafés e de conexões ruins, resolvi escrever sobre algo aleatório, pois o escrever me encanta. E aproveito para reclamar das coisas que me incomodam, pois já que nasci com a arte de escrever, vou colocar na minha inspiração um pouco da minha revolta.
 E sim, já comecei a enrolar. Porque não estou pronta para parar de escrever sobre conexões perdidas e nescafés abandonados. E nem de pessoas que me deixam chocada com o mundo que nos cerca. Mas assim como existem boas conexões, café de verdade, ainda existem pessoas que ao invés de me deixar chocada de uma maneira ruim, deixam-me chocada pelo talento e pela bondade. E essa esperança que me faz sorrir, e estar com um bom humor hoje.

Pois é a esperança de um mundo bom, com conexões perfeitas, cafés quentinhos e pessoas boas que me lembra de que todas as flores um dia florescem, que toda rosa um dia desabrocha, que toda árvore um dia cresce, e que toda alma um dia evolui, que me mantém certa de que nem tudo está perdido.
Obs: Imagens do Google, donos dela sintam-se creditados.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Feliz dia (nacional) do livro *-*




Feliz dia do livro (sendo postado quase no dia 30, mas tudo bem).
                Hoje é o dia nacional do livro e em comemoração eu resolvi (de última hora) fazer alguma coisa em homenagem, eu pensei: Eu devia postar uma resenha. Então lembrei que ainda não terminei A Batalha do Apocalipse do Eduardo Spohr (e que eu não aguento mais não ter tempo de ler, porque eu preciso terminar essa história e fazer uma resenha). E aí minhas ideias se foram e aqui estou divagando sobre algo que ainda não sei o que é. Mas como sou ótima em escrever bobagens, cá estou.
                O que eu poderia falar sobre livros? De como sou grata por eles e os mundos traduzidos em letras e em papel (ou até na tela do computador, para quem lê os livros em PDF) e que estão lá quando eu mais preciso sair da realidade por algum tempo. De como sou grata por existirem autores tão maravilhosos que escrevem histórias, que além de fantasia, tornam-se realidade, não pelos personagens, mas pela mensagem que traz, pela profundidade do sentimento e da inspiração que tocam cada cantinho do meu coração.
                Eu também poderia ficar horas descrevendo como cada personagem me encanta (e me ilude por não serem reais, mas mesmo assim posso senti-los, como se assim o fosse), como cada cenário e lugar mágico, ou não, tomam uma forma em minha mente e formam algo encantador.
                Poderia ainda dizer em como o livro é a prova que os seres humanos são capazes de fazer magia (a frase não é minha, mas é importante ela estar aqui), pois é uma magia fazer um mundo, um universo onde as pessoas acreditem que o mundo é bom, ou que algo diferente do comum pode existir. Onde os leitores comecem a pensar de maneiras diferentes.
                Eu poderia também comentar dos prazeres que os livros trazem, e em como nada. NADA, supera uma tarde chuvosa, com uma xícara de café (ou chá, para os não viciados em cafeína), uma música suave (ou um rock um pouquinho nada suave, no meu caso, mas em um volume baixo, claro), e um mundo inteiro para explorar, ali na ponta dos dedos, tátil e em que a única coisa necessária a se fazer para entrar ainda mais naquele universo é os dedos e o virar de cada página.
                Eu não poderia deixar de dizer das lágrimas derramadas, após histórias terminadas, ou da maldade de um autor em separar seu casal preferido, matar aquele personagem amado ou simplesmente escrever algo tão triste e ao mesmo tempo tocante que não tem como não chorar. Chorar de alegria, de tristeza, da mais pura emoção.
                Eu poderia falar muito mais e continuar enrolando e tentando descrever o que um livro traz, emociona e todas aquelas coisas. Mas não posso, primeiro porque preciso realmente dormir, e segundo porque a emoção não pode ser transcrita em uma página de word, mas sim em várias que se juntam e formam uma expressão de arte, amor e inspiração, que são os amados livros dos leitores.

                Feliz dia do livro. Feliz dia dos universos de cada página. E meu muito obrigado aos escritores que tornam esse dia possível, e a emoção de cada livro inesquecível. 

(Obs: Imagens tiradas as pressas do facebook, pessoas que sejam donas dela, sintam-se creditadas).

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Tag Literária: Hambúrguer literário (book Burguer)

Oi leitores e leitoras,
Hoje eu tentei algo diferente. Procrastinando pra não estudar pra prova de matemática, resolvi gravar um vídeo com uma tag literária. algo que eu nunca tinha feito. Então espero que tenha ficado legal. Assistam, comentem, curtam soltem foguetes, façam fogueirs (?), tá já parei de alucinar aqui.
Espero mesmo que gostem.


Beijinhos ;3

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Resenha (Comentário) Sobre Dragões de Éter

Oi pessoal, eu sei que andei sumida, mas voltei. Ainda estou viva!
Espero que gostem da resenha. Eu fiz ela ontem de madrugada. Então ignorem erros de português ou concordância ou repetições.
Espero que gostem :3
             
           Estou aqui em uma madrugada quente do dia 15 de Outubro (dia dos professores, parabéns professores), para falar de uma Trilogia que acabou de me colocar em depressão pós-término de livro. Ainda estou digerindo o final e decidindo se esgano o autor ou dou um abraço daqueles fortes e agradeço do fundo do coração por ter escrito a série de livros.
                Bem, (como vocês já sabem por culpa do título) eu estou falando da Trilogia Dragões de Éter, escrita por Raphael Draccon e publicada pela editora Leya. Sem dúvida alguma uma das melhores (se não a melhor) Trilogia que já li.
                Antes de eu começar a dar piti e falar de quanto o Raphael Draccon é um escritor maravilhoso, divo e essas coisas que garotas costumam falar, e mesmo que eu seja uma daquelas garotas meio duronas quando eu realmente AMO alguma coisa eu ajo que nem uma daquelas tietes ridículas de boybands. Mas em fim, como sou uma pessoa controlada. Juro que vou me controlar, ou melhor vou tentar.
                Bem, estava lá eu, certo dia, olhando os livros no Submarino. Só para deixar claro eu NUNCA tinha comprado livro pela internet, porque sou uma amante de livrarias, acontece que um rapaz me chamou no facebook e falou de uma promoção de uma série de livros que eu queria muito. Então verifiquei o site. Convenci meu pai a comprar a tal série. O problema é que quando ele foi comprar, o produto tinha esgotado. Aí eu olhei outros livros e convenci meu pai a me dar o box da Trilogia. Eu já havia lido um livro do Draccon e me apaixonado (no caso, o livro foi Fios de Prata – Reconstruindo Sandman, emprestado por um amigo que se arrepende até hoje por ter me apresentado o autor. Ele ainda está me escutando dar piti como uma maldita pré-adolescente tiete fã de boyband).
                OK. Beleza. O pai comprou os livros e eu fiquei na expectativa. Confesso que não esperava tanto. Aí depois de uma aula de educação física onde passei o horário inteiro conversando sobre livros e sobre o box com um ótimo amigo meu, minha mãe foi me buscar na escola e lá estava ele. Cheguei em casa, abri e fiz toda aquela cerimonia com os livros. Porém, confesso que não esperava tanto da história. Esperava que fosse boa, mas não tanto capaz de me fazer me apaixonar.
               
   
 Até abrir Caçadores de Bruxas (o primeiro volume da série), durante as malditas 438 páginas (contando com Posfácio e um conto extra) eu não consegui parar de ler. Eu simplesmente amei cada personagem e cada cantinho de Nova Ether.
                Além de Draccon ter o jeito mais cativante e divertido de narrar uma história, a estrutura do livro é perfeita. Sério, os capítulos acabam com aquelas frases maravilhosamente épicas, durante o livro há frases marcantes, reflexões mais épicas ainda (não estou conseguindo achar muitas palavras diferentes que possam descrever a magia do livro). E eu juro que se um dia conseguir escrever como ele eu vou morrer feliz. Porque, cara, é sensacional.
                Aí, beleza. Ele faz aquelas releituras simplesmente incríveis dos continhos infantis que todo mundo conhece. Inclusive transforma alguns em algo bem “macabro”. Faz menção a uma das minhas bandas de rock preferida (lê-se Nirvana). Eu creio que já citei os personagens perfeitos e tudo o mais. Mas detalhe, os personagens são perfeitos não por serem idealizados nem nada disso, é porque eles parecem incrivelmente reais, como se fossem pessoas que você conhece. Dá até para pensar “Cara, aquele personagem é igual a fulano”. E aí, óbvio você simplesmente começa a amar alguns personagens ou odiá-los. Normal em qualquer livro.
                Bem, notem que não estou falando muito sobre os personagens em si, porque tem até que “bastante”, mas é porque quero me ater ao jeito que o autor escreve e as sensações maravilhosas dos livros. Tá esclarecido isso (um pouco tarde demais) vamos ao segundo volume.
               
  Aqui vou falar um pouco da história. Em Corações de Neve, já conhecemos quase todos os personagens. E os que nos são apresentados aposto as minhas fichas que você já ouviu falar de pelo menos um deles. Mas não vou falar o nome, não porque eu considere spoiler, mas só porque causar curiosidade nos outros é algo muito bom.
                Voltando ao livro. Eu juro que foi nesse volume que eu decidi que iria esganar o autor. Ele separou o meu casal preferido e ainda fez com que isso fosse ter um bom sentido. E o pior me fez ficar uma semana ouvindo Lithium, e inclusive escrever um conto com essa maldita música (que de maldita não tem nada, só estou praguejando porque é legal. E a música é a do Nirvana tá, não vão me confundir com a do Evanescence) e se querem saber o porquê da música leiam a porcaria do livro (que de porcaria não tem nada).
                Bem foi nesse volume também que eu pirei com a parte que ele fala de arte marcial. Sério foi algo perfeito, e o sentindo que ele dá, é... Bem, é perfeito. E sério, eu só não esganei ele mentalmente por culpa dessa parte (e os casos que eu comentei aqui não estão em ordem linear dos acontecimentos do livro).
               
 Chegamos ao terceiro e último volume (eu chorei no final dele, julguem-me), Círculos de chuva. E eu demorei um dia a mais para terminar de ler porque eu não queria que acabasse. Sério, eu nunca tenho dessa sabe, de querer que algo não acabe. Normalmente eu quero terminar de ler para saber o que vai acontecer e tudo o mais. Mas por algum motivo eu não queria que acabasse.
                Então, comecei a ler. E juro que meu coração nunca mais vai ser o mesmo depois desse livro. Primeiro porque as frases épicas, os momentos legais e todas aquelas coisas que precisam ter em um ótimo livro tem (em todos volumes também) nesse livro.
                A trama que foi se construindo durante os dois primeiros livros tem um “desfecho” incrível que encaixa direitinho e de uma maneira super. perfeita em direção ao final. E inclusive, as cenas de batalha são ótimas. Um pouquinho cruéis, admito, mas tão reais, brutais e um pouquinho cativantes.
                E ah... Eu estou evitando falar muito da história em si porque se não vou acabar contando tudo e eu sei que spoiler não é legal. Mas sério. O final é um pouquinho surpreendente, apesar de já esperarmos a vitória de uma certa parte e tudo mais. Mas o último capítulo e o que eu defini como Epílogo. Caramba, o último capítulo me fez querer arrancar a cabeça do autor fora por ter deixado daquele jeito. E o “Epílogo”, fez eu chorar e ler em voz alta para o meu amigo no Skype. Porque, foi perfeito.
                Então como vocês devem ter notado e eu acho que devo ter usado umas mil vezes a palavra “perfeito”, é o que descreve essa Trilogia. Porque sim.
                Bem, e aí pros preconceituosos que falam que o Brasil não tem escritor que faça história decente, ou que não sabe escrever e aquele blá-blá que me irrita e tudo o mais. Raphael Draccon é brasileiro. E eu juro que nunca havia lido livros tão bons do gênero épico, sabe, que não enrolem e tudo o mais. Porque George R.R Martin e Tolkien são ótimos, mas cara, quem aguenta seis páginas para descrever a porcaria de uma refeição?
                Bem, aqui está a minha resenha, que não é bem uma resenha, da Trilogia Dragões de Éter. Eu recomendo. E espero não ter falado que nem uma obcecada. E se eu fui desculpem, mas leiam os livros que vocês vão entender. E agora, eu acho que vou parar de encher o saco dos meus amigos falando como a história é perfeita, ou não.



Obs: Os livros tem uma edição com outra capa, mas estou com preguiça de procurar. E particularmente falando achei essas capas mais perfeitas ainda.