quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Internet Ruim e Nescafé

  A internet ruim é algo irritante. Só cai e mal funciona, causando um mau humor danado para quem usa, e digo mau humor para os controlados, porque para os impacientes explosivos (como eu) passam raiva e acabam por se irritar e descontar em quem estiver por perto.
                O problema da internet que não funciona como deveria, é que ela nos engana, nos ilude e nos usa, deixando-nos ainda mais na frente do computador, para que por algum motivo continuemos a passar nosso tempo passando raiva e o gastando em algo que por não funcionar como deveria, é quase como não fazer nada.
                E também é assim o nescafé, ele deveria ser café, mas não é. Não tem o mesmo gosto, e deveria ter, ou assim, você é iludido a pensar. Mas o gosto é diferente, e para alguém que aprecia o bom café, entende o que estou tentando falar (ou não, minha mãe ama café e também ama nescafé... Acho que a culpa disso é por ela ser de gêmeos... Não que eu acredite em signos...).
                E por que escrevo sobre isso? Em uma tarde bonitinha como a de hoje (todas as tardes parecem bonitas quando o nosso humor não está tão ruim), estou aqui, em um lugar com a pior internet do mundo (observação: minha prima sofre demais com a internet dela, sério) e  com nescafé, morrendo de vontade de uma boa conexão e de um café de verdade.
                Mas como nem tudo são flores, e ás vezes precisamos ser iludidos, aqui estou perdendo meu tempo com coisas que deveriam ser uma coisa, mas não são. E isso me leva a pensar que ando cercada por pessoas que deveriam ser uma coisa, ou aparentam ser uma coisa, e no final não possuem o mesmo gosto, ou desperdiçam seu tempo sendo sem sentido, sem ser o que deveriam, mas aparentando ser outra coisa.
                E cansada de pessoas nescafés e de conexões ruins, resolvi escrever sobre algo aleatório, pois o escrever me encanta. E aproveito para reclamar das coisas que me incomodam, pois já que nasci com a arte de escrever, vou colocar na minha inspiração um pouco da minha revolta.
 E sim, já comecei a enrolar. Porque não estou pronta para parar de escrever sobre conexões perdidas e nescafés abandonados. E nem de pessoas que me deixam chocada com o mundo que nos cerca. Mas assim como existem boas conexões, café de verdade, ainda existem pessoas que ao invés de me deixar chocada de uma maneira ruim, deixam-me chocada pelo talento e pela bondade. E essa esperança que me faz sorrir, e estar com um bom humor hoje.

Pois é a esperança de um mundo bom, com conexões perfeitas, cafés quentinhos e pessoas boas que me lembra de que todas as flores um dia florescem, que toda rosa um dia desabrocha, que toda árvore um dia cresce, e que toda alma um dia evolui, que me mantém certa de que nem tudo está perdido.
Obs: Imagens do Google, donos dela sintam-se creditados.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Feliz dia (nacional) do livro *-*




Feliz dia do livro (sendo postado quase no dia 30, mas tudo bem).
                Hoje é o dia nacional do livro e em comemoração eu resolvi (de última hora) fazer alguma coisa em homenagem, eu pensei: Eu devia postar uma resenha. Então lembrei que ainda não terminei A Batalha do Apocalipse do Eduardo Spohr (e que eu não aguento mais não ter tempo de ler, porque eu preciso terminar essa história e fazer uma resenha). E aí minhas ideias se foram e aqui estou divagando sobre algo que ainda não sei o que é. Mas como sou ótima em escrever bobagens, cá estou.
                O que eu poderia falar sobre livros? De como sou grata por eles e os mundos traduzidos em letras e em papel (ou até na tela do computador, para quem lê os livros em PDF) e que estão lá quando eu mais preciso sair da realidade por algum tempo. De como sou grata por existirem autores tão maravilhosos que escrevem histórias, que além de fantasia, tornam-se realidade, não pelos personagens, mas pela mensagem que traz, pela profundidade do sentimento e da inspiração que tocam cada cantinho do meu coração.
                Eu também poderia ficar horas descrevendo como cada personagem me encanta (e me ilude por não serem reais, mas mesmo assim posso senti-los, como se assim o fosse), como cada cenário e lugar mágico, ou não, tomam uma forma em minha mente e formam algo encantador.
                Poderia ainda dizer em como o livro é a prova que os seres humanos são capazes de fazer magia (a frase não é minha, mas é importante ela estar aqui), pois é uma magia fazer um mundo, um universo onde as pessoas acreditem que o mundo é bom, ou que algo diferente do comum pode existir. Onde os leitores comecem a pensar de maneiras diferentes.
                Eu poderia também comentar dos prazeres que os livros trazem, e em como nada. NADA, supera uma tarde chuvosa, com uma xícara de café (ou chá, para os não viciados em cafeína), uma música suave (ou um rock um pouquinho nada suave, no meu caso, mas em um volume baixo, claro), e um mundo inteiro para explorar, ali na ponta dos dedos, tátil e em que a única coisa necessária a se fazer para entrar ainda mais naquele universo é os dedos e o virar de cada página.
                Eu não poderia deixar de dizer das lágrimas derramadas, após histórias terminadas, ou da maldade de um autor em separar seu casal preferido, matar aquele personagem amado ou simplesmente escrever algo tão triste e ao mesmo tempo tocante que não tem como não chorar. Chorar de alegria, de tristeza, da mais pura emoção.
                Eu poderia falar muito mais e continuar enrolando e tentando descrever o que um livro traz, emociona e todas aquelas coisas. Mas não posso, primeiro porque preciso realmente dormir, e segundo porque a emoção não pode ser transcrita em uma página de word, mas sim em várias que se juntam e formam uma expressão de arte, amor e inspiração, que são os amados livros dos leitores.

                Feliz dia do livro. Feliz dia dos universos de cada página. E meu muito obrigado aos escritores que tornam esse dia possível, e a emoção de cada livro inesquecível. 

(Obs: Imagens tiradas as pressas do facebook, pessoas que sejam donas dela, sintam-se creditadas).

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Tag Literária: Hambúrguer literário (book Burguer)

Oi leitores e leitoras,
Hoje eu tentei algo diferente. Procrastinando pra não estudar pra prova de matemática, resolvi gravar um vídeo com uma tag literária. algo que eu nunca tinha feito. Então espero que tenha ficado legal. Assistam, comentem, curtam soltem foguetes, façam fogueirs (?), tá já parei de alucinar aqui.
Espero mesmo que gostem.


Beijinhos ;3

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Resenha (Comentário) Sobre Dragões de Éter

Oi pessoal, eu sei que andei sumida, mas voltei. Ainda estou viva!
Espero que gostem da resenha. Eu fiz ela ontem de madrugada. Então ignorem erros de português ou concordância ou repetições.
Espero que gostem :3
             
           Estou aqui em uma madrugada quente do dia 15 de Outubro (dia dos professores, parabéns professores), para falar de uma Trilogia que acabou de me colocar em depressão pós-término de livro. Ainda estou digerindo o final e decidindo se esgano o autor ou dou um abraço daqueles fortes e agradeço do fundo do coração por ter escrito a série de livros.
                Bem, (como vocês já sabem por culpa do título) eu estou falando da Trilogia Dragões de Éter, escrita por Raphael Draccon e publicada pela editora Leya. Sem dúvida alguma uma das melhores (se não a melhor) Trilogia que já li.
                Antes de eu começar a dar piti e falar de quanto o Raphael Draccon é um escritor maravilhoso, divo e essas coisas que garotas costumam falar, e mesmo que eu seja uma daquelas garotas meio duronas quando eu realmente AMO alguma coisa eu ajo que nem uma daquelas tietes ridículas de boybands. Mas em fim, como sou uma pessoa controlada. Juro que vou me controlar, ou melhor vou tentar.
                Bem, estava lá eu, certo dia, olhando os livros no Submarino. Só para deixar claro eu NUNCA tinha comprado livro pela internet, porque sou uma amante de livrarias, acontece que um rapaz me chamou no facebook e falou de uma promoção de uma série de livros que eu queria muito. Então verifiquei o site. Convenci meu pai a comprar a tal série. O problema é que quando ele foi comprar, o produto tinha esgotado. Aí eu olhei outros livros e convenci meu pai a me dar o box da Trilogia. Eu já havia lido um livro do Draccon e me apaixonado (no caso, o livro foi Fios de Prata – Reconstruindo Sandman, emprestado por um amigo que se arrepende até hoje por ter me apresentado o autor. Ele ainda está me escutando dar piti como uma maldita pré-adolescente tiete fã de boyband).
                OK. Beleza. O pai comprou os livros e eu fiquei na expectativa. Confesso que não esperava tanto. Aí depois de uma aula de educação física onde passei o horário inteiro conversando sobre livros e sobre o box com um ótimo amigo meu, minha mãe foi me buscar na escola e lá estava ele. Cheguei em casa, abri e fiz toda aquela cerimonia com os livros. Porém, confesso que não esperava tanto da história. Esperava que fosse boa, mas não tanto capaz de me fazer me apaixonar.
               
   
 Até abrir Caçadores de Bruxas (o primeiro volume da série), durante as malditas 438 páginas (contando com Posfácio e um conto extra) eu não consegui parar de ler. Eu simplesmente amei cada personagem e cada cantinho de Nova Ether.
                Além de Draccon ter o jeito mais cativante e divertido de narrar uma história, a estrutura do livro é perfeita. Sério, os capítulos acabam com aquelas frases maravilhosamente épicas, durante o livro há frases marcantes, reflexões mais épicas ainda (não estou conseguindo achar muitas palavras diferentes que possam descrever a magia do livro). E eu juro que se um dia conseguir escrever como ele eu vou morrer feliz. Porque, cara, é sensacional.
                Aí, beleza. Ele faz aquelas releituras simplesmente incríveis dos continhos infantis que todo mundo conhece. Inclusive transforma alguns em algo bem “macabro”. Faz menção a uma das minhas bandas de rock preferida (lê-se Nirvana). Eu creio que já citei os personagens perfeitos e tudo o mais. Mas detalhe, os personagens são perfeitos não por serem idealizados nem nada disso, é porque eles parecem incrivelmente reais, como se fossem pessoas que você conhece. Dá até para pensar “Cara, aquele personagem é igual a fulano”. E aí, óbvio você simplesmente começa a amar alguns personagens ou odiá-los. Normal em qualquer livro.
                Bem, notem que não estou falando muito sobre os personagens em si, porque tem até que “bastante”, mas é porque quero me ater ao jeito que o autor escreve e as sensações maravilhosas dos livros. Tá esclarecido isso (um pouco tarde demais) vamos ao segundo volume.
               
  Aqui vou falar um pouco da história. Em Corações de Neve, já conhecemos quase todos os personagens. E os que nos são apresentados aposto as minhas fichas que você já ouviu falar de pelo menos um deles. Mas não vou falar o nome, não porque eu considere spoiler, mas só porque causar curiosidade nos outros é algo muito bom.
                Voltando ao livro. Eu juro que foi nesse volume que eu decidi que iria esganar o autor. Ele separou o meu casal preferido e ainda fez com que isso fosse ter um bom sentido. E o pior me fez ficar uma semana ouvindo Lithium, e inclusive escrever um conto com essa maldita música (que de maldita não tem nada, só estou praguejando porque é legal. E a música é a do Nirvana tá, não vão me confundir com a do Evanescence) e se querem saber o porquê da música leiam a porcaria do livro (que de porcaria não tem nada).
                Bem foi nesse volume também que eu pirei com a parte que ele fala de arte marcial. Sério foi algo perfeito, e o sentindo que ele dá, é... Bem, é perfeito. E sério, eu só não esganei ele mentalmente por culpa dessa parte (e os casos que eu comentei aqui não estão em ordem linear dos acontecimentos do livro).
               
 Chegamos ao terceiro e último volume (eu chorei no final dele, julguem-me), Círculos de chuva. E eu demorei um dia a mais para terminar de ler porque eu não queria que acabasse. Sério, eu nunca tenho dessa sabe, de querer que algo não acabe. Normalmente eu quero terminar de ler para saber o que vai acontecer e tudo o mais. Mas por algum motivo eu não queria que acabasse.
                Então, comecei a ler. E juro que meu coração nunca mais vai ser o mesmo depois desse livro. Primeiro porque as frases épicas, os momentos legais e todas aquelas coisas que precisam ter em um ótimo livro tem (em todos volumes também) nesse livro.
                A trama que foi se construindo durante os dois primeiros livros tem um “desfecho” incrível que encaixa direitinho e de uma maneira super. perfeita em direção ao final. E inclusive, as cenas de batalha são ótimas. Um pouquinho cruéis, admito, mas tão reais, brutais e um pouquinho cativantes.
                E ah... Eu estou evitando falar muito da história em si porque se não vou acabar contando tudo e eu sei que spoiler não é legal. Mas sério. O final é um pouquinho surpreendente, apesar de já esperarmos a vitória de uma certa parte e tudo mais. Mas o último capítulo e o que eu defini como Epílogo. Caramba, o último capítulo me fez querer arrancar a cabeça do autor fora por ter deixado daquele jeito. E o “Epílogo”, fez eu chorar e ler em voz alta para o meu amigo no Skype. Porque, foi perfeito.
                Então como vocês devem ter notado e eu acho que devo ter usado umas mil vezes a palavra “perfeito”, é o que descreve essa Trilogia. Porque sim.
                Bem, e aí pros preconceituosos que falam que o Brasil não tem escritor que faça história decente, ou que não sabe escrever e aquele blá-blá que me irrita e tudo o mais. Raphael Draccon é brasileiro. E eu juro que nunca havia lido livros tão bons do gênero épico, sabe, que não enrolem e tudo o mais. Porque George R.R Martin e Tolkien são ótimos, mas cara, quem aguenta seis páginas para descrever a porcaria de uma refeição?
                Bem, aqui está a minha resenha, que não é bem uma resenha, da Trilogia Dragões de Éter. Eu recomendo. E espero não ter falado que nem uma obcecada. E se eu fui desculpem, mas leiam os livros que vocês vão entender. E agora, eu acho que vou parar de encher o saco dos meus amigos falando como a história é perfeita, ou não.



Obs: Os livros tem uma edição com outra capa, mas estou com preguiça de procurar. E particularmente falando achei essas capas mais perfeitas ainda.