quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Resenha do livro: A Arma Escarlate

             Eu não lembro se primeiro entrei no grupo do facebook ou se li um comentário de algum post meu sobre Harry Potter em algum lugar falando da Renata, porém foi de uma dessas duas maneiras que eu conheci A Arma Escarlate. Um dos melhores livros nacionais que eu já li (eu sei, eu falo isso de praticamente todos os livros, mas cara, para quem é fã de Harry Potter esse livro é bom pra caramba!).
                Então, eu demorei algum tempo para adquirir meu exemplar, mas via o pessoal comentando no grupo sobre os personagens, e todo parecia amar tanto aquilo que eu fiquei: “Cara, eu preciso ler esse livro”. E aí veio a Black Friday. E aí eu comprei o livro. Ele chegou e quando eu fui ler... Bem, foram duas noites em claro e eu teria lido em uma só se eu não tivesse praticamente desmaiado de sono em cima do livro na primeira.
                Ok, mas afinal do que se trata o livro? Bem, a Renata Ventura (linda, maravilhosa, querida, ótimo exemplo, diva, querida, simpática, já falei querida?) ouviu em uma entrevista com a (linda, maravilhosa, diva, rainha) J.K Rowling, onde uma garota pedia se ela escreveria sobre uma escola de magia que passasse nos E.U.A, a autora respondeu que não, mas a garota poderia sentir-se a vontade para escrever um livro. E então a Rê, aderiu a ideia e resolveu escrever sobre as escolas no Brasil.
                Claro que como o nosso país é enorme, aqui tem cinco escolas (uma para cada região), e não são todas bem organizadinhas, bonitinhas e perfeitinhas como na Europa, porque bem, é o Brasil né gente, as coisas aqui não são bem assim. E o resultado foi A Arma Escarlate.
                Nesse livro nós conhecemos Hugo Escarlate (ou melhor Ida, mas ele detesta o nome) um garoto pobre que mora no Morro Santa Marta, e que tem a língua mais afiada, o senso de moral mais estranho, e o talento de se meter no maior número de confusões possíveis, e é o herói mais não herói que você vai conhecer. E vai aprender a amá-lo e até se identificar (eu me identifiquei em algumas partes, ok?). Ele descobre que é bruxo, o que pare ele pode ser uma salvação, já que um cara do tráfico chamado Caiçara implica com ele e meio que o ameaça de morte.
                Vendo seus poderes como uma vantagem, Hugo vai para a Escola Nossa Senhora do Korkovado (tem um nome meio em francês, mas ele é nhé e o Viny o desaprova. Leia para saber quem é o Viny), onde vê que apesar de tudo, a escola de lá é tão bagunçada quanto a sua, com professores que faltam, politicagem chata e tal. Na escola ainda existe uma rivalidade entre um grupo chamado Anjos e outro chamado Pixies. Os Anjos são a favor de uma cultura mais Europeizada, ou como alguns personagens chamariam: Uma visão Colonizadora. E os Pixies são nacionalistas, defendendo a cultura Brasileira.
                O livro, apesar de tratar de um universo de magia como o de Harry Potter, não tem muito a ver com a série da J.K Rowling. Primeiro porque A Arma Escarlate é uma denúncia social, onde a realidade é tratada de uma maneira diferente e sem máscaras pela autora. Ela coloca coisas como drogas, preconceito em um universo incrivelmente cativante.

                A linguagem do livro é simples, algumas falas tem a escrita com o sotaque (não se fala assim, mas dane-se, deu para entender não é?), e é incrível. A leitura flui (muito, muito, muito) rápida. E mesmo tendo partes tristes, tem partes engraçadas.
                A Arma Escarlate tem tudo o que um livro bom precisa ter e muito mais. A Renata tem uma magia na hora de escrever, porque é impossível não sentir-se imerso no livro, como se você realmente fosse um personagem e convivesse com aqueles personagens.
                Outra coisa legal, é que o universo do livro também está presente no mundo online. E a autora interage muito com os fãs, o que é algo muito, muito legal (e eu estou escrevendo muito a palavra “muito).
                Bem, uma cosia diferente que talvez você possa estranhar no começo, é que não é escrito com travessões para as falas, e sim com aspas. Mas isso não influencia em nada a leitura (informação para aqueles que gostam de saber como é o formato do livro).
                O livro vai ter continuação, e vai ser uma série com cinco livros, mais um sexto com a história do vilão que ainda não apareceu no primeiro. O segundo livro saí em 2014 (se eu não me engano) e tem o título de A Comissão Chapeleira.
 Livro muitíssimo recomendado, eu dei cinco estrelas e favoritei no Skoob. O que você está esperando para ir comprar? Hein?

Mais informações do livro e da autora aqui:
Skoob
Grupo do face
Face da Renata

             

Nenhum comentário:

Postar um comentário