sábado, 27 de dezembro de 2014

Resenha do Livro Churumela e o Amuleto de Belizar

                Churumela e o Amuleto de Belizar conta a história de... Bem, da Churumela, uma garota de quinze anos que perdeu o pai com treze e desde lá trabalha em uma lanchonete, esquivando-se da baba venenosa do chefe e contando com alguns amigos. Ela tem um nariz de coxinha e olhos violeta.
                A vida dela já não é algo tão normal, mas ao completar 16 anos ela descobre de várias maneiras bem interessantes e que se eu contar vai ser spoiler, que na verdade ela é princesa, ou melhor a Lizka de um mundo chamado Bakía e que precisava voltar para lá e achar o Amuleto de Belizar, um amuleto muito poderoso que sua mãe deixou para ela.
                A história é contada de uma maneira simples pelos olhos da Chu, que é uma personagem super engraçada e simpática, ela fica o tempo todo falando com o leitor e soltado piadinhas nos momentos menos propícios, ela também tem o talento de deixar os poderes de princesa ela falharem no momento que ela mais precisa.
                Temos vários personagens interessantes,  o Xadrez, que é o cachorro da Chu e que vive fazendo xixi em todos os lugares, menos no jornal; a Paulinha, melhor amiga da Chu, o Rafael que digamos assim é um amigo quase colorido, a Dona Margarida, professora de Balé e o Senhor Astróbilo (acho que é assim o nome dele), um senhor simpático que a Chu conhece da biblioteca. Bem, esses são os amigos inicialmente apresentados no livro, os demais não vou contar, porque novamente seria spoiler e você deveria ler o livro para descobrir quem são.
                Pois bem, recebi o livro em parceria com a autora Elaine Souza e demorei um pouco com a resenha, pois demorei com a leitura do livro devido aos livros de vestibular e tudo o mais. Mas hoje terminei de ler e juro que nunca ri tanto lendo um livro quanto esse.
                O livro tem uma linguagem simples, ou seja, se você é um leitor que espera algo tipo Tolkien, você não vai achar. A narrativa é engraçada e as vezes até infantil, porém o livro não é destinado a adultos e sim a pré-adolescentes e jovens, ao menos eu recomendo para esse público, pois a linguagem e a história são perfeitos para essa faixa etária.
                Churumela, é um livro encantador, como falei ele é engraçado, mas por trás de uma história digna de contos de fadas, há várias lições perfeitas dentro dele, por exemplo que a esperança e a fé andam juntas, que devemos saber quem são e confiar sempre nos nossos amigos e em nós mesmos.
                Talvez isso seja spoiler então se você não curte (o que provavelmente não curte, mas é curioso e quer ler) esteja avisado. No livro, os cidadãos de Bakía guardam a alma deles (creio que é isso) em espelhos, e quando eles morrem é como se o espelho deles fosse partido. E eu adorei essa analogia, achei muito legal mesmo.
                Enfim, pronto, spoiler dado, avisos ditos, agora vamos a visão geral do livro. Eu adorei a leitura, é super agradável e flui super rápida, se eu não tivesse parado a leitura, teria lido em uns dois dias, mas como comecei, parei, continuei, parei, demorei um boom tempo. Mas é algo que flui, tem algumas partes que você pode entrar em agonia com a inocência da Chu, mas o livro em si é inocente, com a definição bem clara de quem é do bem e quem e do mal.
                Como já devo ter dito umas quinhentas vezes o livro é super engraçado, sério, a personagem é muito hilária e é um livro muito fofo e bonitinho. Recomendo a leitura e se você estiver pensando em dar um livro para alguém de sete a treze anos para incentivar a leitura, super recomendado como presente. Porque é um livro ótimo para os mais novos e como ele é muito legal vai incentivar muito a leitura.

      Sinopse:

 

    Curiosidades:

    
Mais informações sobre o livro:

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vamos dançar macarena no Senado? Ou na câmara, tanto faz, é tudo uma festa mesmo

Ok, estou me segurando para não dar nenhuma opinião sobre política ou qualquer coisa do gênero, primeiro porque como tenho 17 anos vai ter um monte de gente que vai dizer que é coisa de adolescente sem noção que não sabe nada de leis ou que não dá a mínima para o país. Também vão querer me acusar de inocência, já que não tenho experiência o suficiente para entender dessas coisas, mas não estou nem aí. Minha paciência morreu junto com o decoro parlamentar e uma política bonitinha no Brasil.
Primeiro, sabemos que a sacanagem rola solta no nosso governo, desde que os Portugueses aqui chegaram, acho que em algum momento da criação da Terra, foi decidido pelo acaso (ou por Deus, seja lá no que você acredite) que o Brasil teria tudo para ser um país incrível, mas os políticos daqui seriam péssimos. Não, espera, acho que péssimo chega a ser um eufemismo. 
Se bem que os políticos são reflexo do povo... Só que eu tenho fé no nosso povo, então alimento a ideia que as pessoas só estão acostumadas a não ter um pensamento mais crítico e se levar por ideologias ou propagandas para não causar uma revolução ou alguma espécie de caos.
Aonde eu estava mesmo? Ah é, nos nossos políticos... Eu não estou decepcionada com eles, acho que o que eu sinto é mais uma espécie de vergonha, sabe?
Qual é, eles já roubam dinheiro o suficiente do povo, tanto do rico empresário quanto do seu pobre funcionário, criam leis absurdas para livrarem as próprias caras e todas essas coisas decepcionantes. Mas acho que isso já estamos acostumados. 
Só que até aí tudo bem, eles mantinham as discussões dentro do Senado e da Câmara em um nível aceitável, com algumas alterações de voz, termos bonitinhos para se xingarem. 
Mas aí, a nova geração que tá entrando não conhece o decoro parlamentar e resolveu ignorar que não se deve dançar macarena dentro  da Câmara ou do Senado, que se for pra ser assim então volta pra roma e assassina qualquer um que for contra sua ideologia que você vai estar sendo mais civilizado e educado.
Refiro-me aqui da última polêmica com o Jair Bolsonaro (é assim que escreve o sobrenome dele mesmo?) e a Mária Rosário, para quem não sabe essa é a deputada que recebeu a frase: "Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”. Acho que não foi bem diretamente, mas enfim, ele disse isso com todas as letras e ainda com um pouco mais. 
Eu entendi que o deputado não queria estuprar a deputada, a intenção dele provavelmente era atingi-la dizendo que ela não era bonita, que ela era feia e assim querer descontrola-la, porque aparentemente Jair acha que a única coisa que importa na vida de uma mulher é se ela é bonita ou não. A intenção dele provavelmente era tirar a deputada do sério e causar ainda mais birra e escândalo, talvez não conscientemente, mas porque ele não queria que virassem as costas para ele. 
O fato é que esse cara é um babaca, todo mundo sabe disso, não porque ele disse isso ou aquilo de maneira machista ou não, mas é porque ele é um político que deveria ao menos conhecer e seguir as leis do nosso país,  mas pisa em cima delas como se fosse o dono da verdade, fala o que quer sabendo que não é bem assim que o mundo gira, esquece que a Câmara ou um Comício ou o fato dele ser a porcaria de um político não faz ele ter o direito de dançar e sambar em cima do que sobra da nossa  dignidade parlamentar.
Ele atacar os partidos de esquerda, consequentemente o governo Brasileiro, ele critica que não se cumpre a lei e que tudo está uma bagunça, mas qual é a moral que ele tem se ele faz exatamente a mesma coisa? E o pior, ele ainda causa polêmica. E só deixa todos os posts no facebook ainda mais irritantes.
Ele fica se dizendo de direita, bem, Hitler e Mussolini também eram de direita e isso não significa que o que eles fizeram foi muito melhor do que Stalin na Rússia, né?
Agora, talvez nada daqui esteja em uma organização linear, afinal estou irritada e já é tarde (ou cedo, depende), normalmente quando alguma polêmica dessas, que é vergonhosa e em termos práticos inútil para o andamento do país, é porque o governo e a mídia estão tentando desviar o foco de algo importante. Já parou para pensar nisso?
Então enquanto você fica aí falando do que esse cara disse ou não disse, compartilha vídeos defendendo ou acabando com o cara, você poderia estar se preocupando com algo bem mais importante que pode ferrar com o seu bolso nos próximos dez anos? (Talvez dez anos seja algo um pouco dramático, ou não).
Já pensou que enquanto você fica postando coisas que me tiram a paciência e eu perco meia hora da minha vida postando esse texto mais revoltado do que de cunho político, esse tal Jair e essa tal Mária não estão sentados em alguma sala da Câmara rindo da sua cara enquanto ajudam o governo a continuar no mar de lama? (Não que isso esteja acontecendo, é só uma forma de falar que os políticos riem da sua cara enquanto você presta atenção em picuinha e não em projetos importantes).
Pense nisso. 
A gente deveria estar preocupado com o fato deles terem descido a esse nível na câmara e não com o que significou tudo aquilo. Ah e é claro, revoltados que enquanto eles discutem isso, não estão fazendo o trabalho que é pago com o dinheiro que saí do seu bolso.
Então não estou contra o Bolsonaro nessa coisa, só estou contra o fato de que só falta ele tirar a roupa e dançar macarena na nossa cara para que alguém faça alguma coisa com a zona que virou o governo do país.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Resenha do Livro: Garota de Domingo

                E se o amor da sua vida passasse a te ver apenas aos domingos durante um ano inteiro e você descobrisse uma agenda com o nome de meninas diferentes em cada ia do semana? O que você faria? Expulsaria ele no ato ou lutaria por ele? Pam resolveu lutar por Davi, mesmo sabendo que ele só havia feito burradas naquele ano.
                Garota de Domingo é o segundo romance de Letícia Black, publicado pela Novo Século e com uma as capas mais lindas e fofas da minha estante, conta a história de Pam e Davi. Pam é uma menina com dinheiro, deixada de herança e além disso é compositora, ama Davi e não consegue entender porque ele mudou sua atitude, quer dizer, antes ele raramente se embebedava e agora chegava todo santo Domingo em sua casa bêbado.
                Então, como já falei, ela descobre uma agenda e uma lista. Nessa lista e descreve a característica de cada menina que quer no dia, ela se derrete toda ao ver que no seu dia esta escrito “Uma garota que seja para sempre”, mas mesmo assim ainda fica com raiva. E ela decide mostrar para ele que pode ser todas essas garotas em uma só.
                Bem, aí começa a história e se eu falar mais do que isso estarei dando spoiler, só com isso da uma coceirinha pra ler não é? Quer dizer e se fosse você o que faria? Ah e não se preocupe não é um daqueles romances chatos, é bem divertido e gostoso de ler. Não é uma leitura desgastante e flui super-rápido.
                Às vezes a Pam é uma chorona e bate uma raivinha da insegurança dela, mas se não fosse assim ela não seria a personagem fofa e apaixonante que é. E o Davi então? Ele é o típico cara que é fácil de gostar, sabe ser maroto quando quer e mesmo tendo feito essa safadeza você consegue entender por que... Se bem, que não é muito justificável.
                Ainda tem a Beatriz e o Tom, que são os melhores amigos de Pam e são pais do Caio, uma criança muito fofa e inteligente. Eles aparecem sempre protegendo a Pam e o Tom é muito engraçado, dei muitas risadas com as cenas dele.
                Letícia Black escreve super bem e consegue de uma maneira cativante construir seus personagens e uma história incrível. Sério, eu não fiquei com raiva por nenhum momento da Pam, que é quem narra o livro e isso, considerando que sou eu que estou lendo e sempre me revolto com romances, deve ser considerado.
                A escrita é maravilhosa, não é cansativa e é muito boa, sério me apaixonei pelo jeito que a autora escreve e pela história em si que é criativa e te faz ler entendendo as escolhas da Pam e os sentimentos dela. Acho que esse é um dos motivos pelos quais eu não me irritei com a Pam, porque mesmo não concordando com as escolhas dela eu as entendia e torcia para que tudo desse certo.
                Recomendo a leitura do livro, porque ele é muito bom e muito fofo. Favoritei e dei cinco estrelinhas no skoob, porque merece muito.









sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Aqui

Aqui estou, parada no limite do mundo, vendo a guerra dos deuses, ouvindo o canto das fadas e sendo inspirada por gênios. 
Aqui estou, observando o fogo e a desolação, tentando agarrar os sonhos que se dissipam no universo. 
Aqui estou, na poeira das estrelas, no limite do mundo, dentro dos sonhos. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Resenha do livro: Fangirl

                


                Estou em ressaca literária e das brabas, do tipo: “o livro era bom demais e invés de lê-los aos poucos li em apenas um dia e agora acabou e não sei o que faço da minha lista de leituras”. Então, bem, mas que livro que eu estou falando: Fangirl, da Raibow Rowell (só dizendo que o nome dela significa Arco-Íris e isso é muito mágico... Ok, parei).
                Em fim, porque estou em ressaca literária? Primeiro porque quando eu ganhei o livro (do mesmo amigo que me emprestou Fios de Prata e me viciou no Draccon) eu simplesmente fiquei: Romance? Ele sabe que não curto romances, até achei que não tinha sido ele.
                Daí, tá, peguei o livro pensando: Vai ser outro que vai ficar empacado. Pois é comecei hoje de meio dia e faz uns dez minutos que terminei de lê-lo. Sim, eu subestimei o livro então talvez por isso eu tenha o achado tão bom, mas ele realmente é ótimo.
                Fangirl conta a história de Cather, ou como ela prefere: Cath, que tem uma irmã gêmea: Wren. Cather é viciada em uma série de livros do Simon Snow e escreve fanfics (para quem não sabe o que é isso Mr.google mandou lembranças) sobre ele e é super famosa no site em que escreve.
                Só que Cather é super tímida e está indo para seu primeiro ano na faculdade e logo de cara ela descobre que a irmã não quer dividir o quarto com ela e ela vai ter que encarar morar com uma completa estranho, no caso a Reagan, que é bem mal humorada, mas super engraçada.
                Assim que chega no dormitório encontra Levi, que é tipo o namorado da Reagan, mas um pouquinho mais complicado que isso e como Cather vai cursar inglês consegue uma permissão para frequentar aulas com a professora Piper que leciona Escrita da Ficção, aqui ela conhece o Niki uma espécie de garoto “escritor” (sim entre aspas) babaca, mas que por alguns momentos encanta Cath. Ainda tem o pai da Cath e da Wren que é meio piradinho e a mãe das duas (não esperem muito dela, ela é uma babaca parcialmente irrelevante).
                A história gira praticamente em Cather e tem muitos diálogos engraçados, sério ri muito com o livro, as descrições são legais, não muito demoradas, mas você consegue visualizar o que precisa e ainda assim não deixam de ser engraçadas porque não são exatamente imparciais.
                O livro trás trechos do suposto livro de Simon Snow e de fanfics da Cath o que é bem legal. E durante a leitura tem bastante flashbacks, o que eu adoro, mas sei que tem gente que não curte e se perde então já fica a dica para essas pessoas.
                Mas o que eu mais curti nesse livro o jeito como ele é um romance, mas não é meloso, como ele é engraçado e em como vai construindo os personagens e dando algumas mensagens sutilmente para os leitores, quase como se ele fosse completamente casual e despretensioso.
                É uma leitura leve, agradável, muito engraçada e principalmente divertida. Dei cinco estrelinhas no skoob e favoritei porque sim.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Meu bem...

              Fireflies  
A gente vive em um mundo complicado, meu bem. Em um país que não damos uma boa educação ou estressamos os nossos jovens ao ponto de terem níveis de ansiedade altíssimos, porque passar no vestibular, ganhar dinheiro e ter sucesso é só o que importa. Não é algo poético, não é?
                Quer dizer: cadê todo aquele papo de amor e felicidade? Ah! Meu bem... Ele morreu junto com a dignidade humana.
                Você sabe, odeio Marx, mas é verdade quando ele diz que esse sistema corrompe o ser humano, na verdade acho que ele só nos ajudou a chegar mais rápido a decadência e a corrupção.
                Você sabe meu bem, acredito que a história é em ondas e que estamos na última reta antes do verdadeiro fim, ou do começo de uma nova era. Só que com toda essa ganancia, com todos esses senhores da guerra que querem conflitos armados para vender mais armas e ganhar mais dinheiro, o que nós podemos esperar? O fim, meu bem, o fim...
                Mas mesmo que esse seja o fim, não posso deixar de acreditar em amar e ser feliz, para mim esse é o único sentindo que posso encontrar nesse mundo de loucos.
                Você não?

                Vem ser feliz comigo meu bem, que te prometo todo amor do mundo. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Nova Parceria Com a autora: Elaine Souza

 Eu demorei um pouco para fazer esse post porque demorei para passar as fotos para o computador, então sim, briguem comigo. Mas aqui está ele.
Eu recebi esse pacote lindo da autora Elaine Souza com seu livro: Churumela e o Amuleto de Baltazar, adorei o pacote e os mimos.
Vou deixar maiores informações sobre o livro aqui embaixo. Em breve terá resenha aqui, mas já falo que o livro é super engraçado!! Estou adorando!






 



Sinopse 2: “Churumela é uma adolescente de quinze anos, que trabalha como garçonete desde a morte de seu pai há três anos. A sua mãe a abandonou assim que nasceu, deixando-lhe apenas uma medalha de ouro com a inscrição Bakía, cujo significado ela só irá descobrir dias antes de seu aniversário de dezesseis anos ao ganhar um espelho rachado e uma folha em branco. A partir de então, novas amizades e aventuras invadem a pacata vida da garota de nome esquisito, que 
descobrirá o mistério sobre sua verdadeira identidade e que seus olhos não são violetas por acaso.” 





segunda-feira, 23 de junho de 2014

Resenha Do Livro: A Garota da Casa Grande.




                Estou pensando em como começar essa resenha há um mês, primeiro porque não quero resumir o livro a algo que ele não é, porém não sei como explicar sem tocar no tema polêmico que fará muitas pessoas pensarem exatamente o que eu não quero que pensem. Mas hoje chego a velha conclusão que não posso controlar o pensamento de ninguém e que está na hora de eu parar de enrolar e fazer essa resenha.
                Primeiramente eu achei que o livro era maior. Quer dizer, A Garota da Casa Grande é um romance e normalmente romances costumam ter umas 400 páginas de enrolação melosa e chata, porém não esse. Em 112 páginas a Amanda – autora do livro para os desinformados – consegue escrever uma história perfeita de um amor de verão que vai além de um amor de verão.
                Ela começa o livro de uma maneira quase melancólica que é quebrada pelos comentários sarcásticos e quase azedos da personagem que narra o livro. A Georgia é encantadora, obviamente se encantadora significar: sarcástica, dorminhoca, corajosa, engraçada, um pouco melancólica, escritora e homossexual, sim para mim isso é ser encantadora.
                Ah, espera você agora deve estar tendo um escândalo com “homossexual”  e também provavelmente pensando “Ai meu Deus a B. faz parte da ditadura gayzista e blá blá blá” e a minha resposta para você: “Pelo amor do que é mais sagrado criatura se você pensa assim e sua justificativa é religião, ok, tudo bem eu entendo, só que eu não sou da sua religião então eu não sou obrigada a pensar assim e você é obrigado a respeitar todos, agora se você pensa assim porque é um/uma babaca, então aí vai a dica: Acha um penhasco, ou um prédio bem alto, mire o chão e acerte, mas acerte com a cabeça! E cuidado para não estragar o chão, enfim voltando ao que estávamos falando...
                A Georgia como sempre nos verões vai passar as férias na casa da avó que mora em uma cidade (se é que dá para chamar de cidade, é mais para um vilarejo) e ela está preparada para ser mais um verão tedioso e tudo mais até conhecer a garota que mora na casa na diagonal da casa da vó dela (que é uma casa grande, daí o nome do livro, rá) a Alice.
                Alice é uma garota que está começando a aceitar o fato que sim ela gosta de meninas e que não, não há nada de errado nisso. Porém, quem realmente a ajuda a chegar nessa conclusão é Georgia.
                Só que é claro, a Amanda não foca nessa coisa de romance meloso ou nem de fetiches sexuais, como normalmente os livros que focam nos relacionamentos homossexuais focam, ela pega problemas que nós adolescentes da idade de Alice e de Georgia convivemos todos os dias e joga em uma realidade de uma cidade pequena (que é praticamente o reflexo da sociedade). Então além do livro falar sobre amor, ele fala sobre jovens passando por conflitos dentro de si mesmos e na luta para a aceitação de quem eles realmente são.
                Eu li o livro rápido, primeiro porque é um livro relativamente curto, segundo porque a história flui rápido e é muito boa. Sério, a Amanda escrever muito bem e eu super recomendo a leitura desse livro (e não estou falando isso porque o livro é de parceria, e sim porque estou sendo sincera).
                Ah e uma das coisas que eu realmente gostei é que a história é muito bem desenvolvido mesmo com 112 páginas. Você não se perde no meio e a história vai se encaixando até o fim que... Ah, sério, o fim me deu vontade de chorar, mas tudo bem, eu o adorei de qualquer forma.
                Então, deixe de lado seus preconceitos e se encante com Georgia e Alice nessa história linda de amor e de descobertas.




P.S: (Acho que é Spoiler) :

 A minha cena preferida do livro é quando a Georgia tem uma conversa com a vó sobre a homossexualidade dela, quer dizer, quando a avó dela a encurrala na parede, sério, aquela cena é perfeita. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Canetas e justiça

                Particularmente falando odeio biologia. Não porque realmente odeio, mas não é algo que eu vá trabalhar pelo resto da minha vida, então normalmente quando estou resolvendo os exercícios e procurando aulas no youtube sobre os assuntos, deixo-me entrar em notícias e conversas sobre assuntos que eu gosto.
                Como direito, filosofia, luta feminista, fatos históricos, etc...
                Normalmente navegar nessas coisas me deixa extremamente decepcionada com a humanidade, mas eu ainda acredito em justiça. Ou acreditava até dois fatos incrivelmente estranhos entrarem em uma sincronia e extrapolarem o meu nível de fatos que podem ser ignorados e que não são relevantes para fazer um texto.
                Não que existam fatos irrelevantes para isso, mas quando você está no terceirão tentando estudar para o vestibular e tem uma mente que adora pensar sobre assuntos, você precisa elencar os seus pensamentos e o seu tempo.
                E eu juro que eu não ia elencar falar sobre isso. Mas é algo necessário e precisa ser feito.
                Hoje, vendo as notícias, deparo-me com um post sobre uma menina que foi estuprada e que os estupradores colocaram o vídeo na internet, até aí já é um fato para gerar revolta, um estupro é algo terrível, mas os comentários embaixo da denúncia foi o fato que gerou o estopim da minha decepção. A maioria deles era tirando sarro da situação ou tentando de alguma maneira defender aqueles “caras” ou falando em matar.
                “Ah, mas Bibi se você não concorda com estupro por que não concorda que esses caras devem ser mortos?”, porque primeiro o nosso país tem coisinhas chamadas leis e segundo porque ele tem o poder judiciário que atua junto ao ministério público e a polícia e eles devem tomar as medidas para que sim essas pessoas sejam punidas, mas como prevê a lei, pois justiça com as próprias mãos não leva a lugar nenhum.
                E quanto aos que tentavam defender, pelo amor de Deus, estupro é crime e não preciso nem comentar que tentar achar uma desculpa para um ato desses é tão bizarro e errado quanto tirar sarro da situação.
                Ótimo, mas aí você deve estar se perguntando “Ah, mas no Brasil a justiça não funciona”, e aí... Bem, e aí eu vou ter que concordar, porque sim a nossa justiça entrou em um caos sem fim.
                Por quê?
                Porque a humanidade é uma porcaria? Não, não é por isso, eu ainda acredito na gente. A culpa é das pessoas que estão atuando no direito. A culpa é do ego delas. A culpa é delas acharem que são deuses só porque cuidam das leis do país (que aliás só funcionam para os três P’s – entendedores, entenderão), que por terem a maldita caneta que assina sentenças de quinta e anda por cima mal escritas elas podem abusar desses poderes, cuspirem na nossa constituição e nos nossos códigos, desrespeitarem colegas que mesmo não sendo concursados públicos estão lá batalhando pelo direito de alguém do povo que merece sim ser julgado, mas com justiça e não com tirania e brutalidade para satisfazer a fome de sangue de um povo alienado que fica analisando condenações e não fatos.
                A culpa da nossa justiça estar assim é daqueles que invés de trabalharem em pro da sociedade, como seu cargo bem diz que devem fazer, ficam cuidado de casos que já estão resolvidos, que se deixam assustar pelo dinheiro das elites dominantes, que tem medo, inveja e que disputar contra seus colegas de profissão, que mesmo podendo estar em cargos que parecem opostos tem um único objetivo: fazer que se cumpra a lei.
                A culpa é nossa por deixar que servidores públicos ganhem um salário tão hediondo para assinar documentos, abusar de autoridade, acharem que só por usarem colarinho branco tem direitos a mais daquele que dá seu coro construindo os malditos prédios em que orgulhosamente moram e ostentam o salário que você paga, porque o dinheiros deles vem do seu imposto.
                E ainda descontentes com a impressão de poder e com seu salário altíssimo, ainda aceitam propina, puxam o saco daqueles que acham que tem dinheiro e fazem de tudo, menos o que devem.
                Fazem tudo, menos o que juraram.
                E enquanto promotores de justiça, juízes, advogados e delegados corruptos corrompem o sistema fazendo confusões em sala de audiência e obstruindo a justiça tem estupradores estuprando moças inocentes, empresários explorando e roubando a força de trabalho de seus trabalhadores e você aí de otário servindo de plateia para sentenças de pessoas que só sabem segurar canetas.
                Mas ainda assim, mesmo nesse caos eu ainda tenho esperança. Porque ainda existem agulhas perdidas no meio desse palheiro e enquanto houver uma pequena chama de justiça brilhando tudo ainda pode ser salva. E eu pretendo seguir nessa área para não deixar ela se apagar, mas mesmo você, que quer ser médico ou até mesmo biólogo, se você não cobrar os seus direitos e entender as suas leis eu não poderei realizar o trabalho que eu quero, porque enquanto aceitarmos calados o governo e a justiça desse jeito, nada irá mudar.
                E se não mudarmos, no final só teremos cinzas e lágrimas.

                E nós não somos fênix para renascer das cinzas, mas somos humanos que podem fazer o fogo brilhar novamente ostentando com orgulho o fogo da justiça. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dia Do Abraço

                Katherine acordou com seu habitual mal humor. Fez o café enquanto terminava de escovar o cabelo e vestir o moletom – tudo quase ao mesmo tempo - em seu ritmo alucinante de ai-meu-Deus-vou-chegar-atrasada.
Untitled | via Tumblr                Engoliu o café para acordar de vez. Escovou os dentes. Amarrou o cabelo que só para não variar estava uma desgraça, já que por ter sido escovado as pressas resolvera armar – até ali nenhuma novidade, era apenas outro dia na vida entediante e pontual de Katherine.
                Saiu correndo do pequeno apartamento, precisava chegar ao ponto de ônibus em cinco minutos ou o perderia e então perderia a primeira aula na faculdade de direito. Obviamente daria tempo, sempre dava.
                Mas Katherine não esperava ver o que viu naquele dia. Havia uma multidão nas ruas, o trânsito parado, todo mundo com placas, cantando canções que não eram estranhas a ela. Porém em seu humor a fez pensar em algo como: “Ah sério? Manifestação? Que droga!”.
                -Ei garota, cadê sua placa? – alguém perguntou, era um rapaz, talvez um pouco mais velho do que ela. Katherine o reconheceu de algum lugar, provavelmente do ônibus ou da faculdade... Mas como ele obviamente não fazia parte do seu círculo de amigos, ela não sabia seu nome.
                -Que placa? Que droga está acontecendo aqui? – ela pediu erguendo uma sobrancelha e cruzando os braços. O rapaz lhe respondeu com um sorriso.
                -Uma campanha para mais amor no mundo. Hoje é o dia do abraço, já recebeu o seu? – ela descruzou os braços dando de ombros. O mundo provavelmente acordara maluco.
                Foi quando ele a abraçou.
                E naquele momento Katherine podia jurar que o mundo parou por um instante e voltou a girar em uma velocidade lenta. Todo o seu mau humor se fora e ela sorriu correspondendo o abraço.
                Então o mundo voltou a girar na sua velocidade acelerada e rápida de sempre.
                -Eu tenho uma placa sobrando, quer Katherine? – ele sussurrou em seu ouvido e ela deixou seu sorriso abrir-se mais.
                -Claro, por que não? – eles se separaram e ele lhe entregou uma placa escrita “Abraços Grátis” – Aliás, não me recordo o seu nome?
                -Carlos, da aula de francês – ele beijou a sua bochecha – Até quarta, Katherine  - e então se foi, deixando um sorriso de felicidade e o calor de um abraço.
               
 E aquele dia foi apenas um dia do abraço e um dia incrivelmente anormal na vida de rotinas de Katherine, que viria a abalar o seu mundo.

 Afinal de contas, no calor de um abraço cabe o mundo e naquele pequeno abraço dois mundos se encontraram para nunca mais se separar. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nova Parceria com a autora: Amanda Marchi.

Olá gente, eu já tinha essa notícia há alguns dias, porém hoje eu recebi o livro (provavelmente ele chegou faz um tempinho, mas só vim hoje para o endereço de entrega) e gostaria de informar que estou muito feliz com essa parceria e vou começar a ler o livro hoje, então provavelmente até sexta que vem eu posto a resenha.
A Autora que o blog realizou parceria é Amanda Marchi e aqui vai um pouquinho sobre ela:






 Escritora, autora do livro A garota da casa grande e inúmeros contos, que podem ser lidos no meu blog. Escorpiana e Brasiliense que comemorará o vigésimo dia de seu nome em Outubro deste ano. Viciada em tatuagens e ruiva falsa. Fã de carteirinha de  As crônicas de Gelo e Fogo, Harry Potter, escritores russos e seriados médicos. Assim como de mangás e super heróis. Larguei o terceiro ano do ensino médio, acabei fazendo supletivo; larguei meus amigos e a família no Cerrado e vim para a cidade maravilhosa, acabei encontrando a garota da minha vida; larguei a faculdade de Letras por não ser o que achei que seria, não acredito que vou ter que estudar matemática de novo para o ENEM. Sou uma pessoa que não teme o desapego, a não ser, claro, que seja de livros. As palavras são algo que nunca irei largar.



E sobre o que trata o livro? 


Sinopse : O livro “A Garota da Casa Grande” é narrado por sua personagem principal, Georgia, que, sarcástica e ironicamente, apresenta-nos seu mundo através de seus belos olhos azuis. Presa na casa de sua avó em uma cidade pequena, onde não há nem ao menos um shopping, ela se vê em uma rotina monótona até conhecer Alice, sua vizinha, não da frente, mas, da diagonal. Um romance, sobretudo, entre seres humanos, que lutam contra o preconceito da cidade pequena e de si mesmas.









Para ler o prólogo e saber como adquirir o livro entre nesse link :http://escritoseestorias.blogspot.com.br/p/a-garota-da-casa-grande.html

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sábado, 10 de maio de 2014

Aí vai um conselho

                O fato é que você deve saber lidar com as coisas, não ser forte. E esse é o maior erro de todas as pessoas deprimidas, é falarem para si mesmas que devem ser fortes, que devem fingir que não ligam e que não sentem, sabe, não é assim que as coisas vão mudar, passar ou você vai conseguir para de se sentir mal por elas.
                Ser forte não te leva a lugar nenhum. Fingir que não sente só vai te trazer mais dor e culpa por continuar sentido. Colocar a porra de um sorriso no seu rosto não vai te fazer ser forte e não vai mudar merda nenhuma.
                E não me venha com “Mas você é uma garota forte”, sou porra nenhuma, eu sou uma garota complexada cheia de defeitos e que por muitos anos tentou ser “forte”, mas a verdade meus amigos é que não adianta, no final do dia, com as luzes apagadas, deitada na minha cama, quando todos estavam dormindo eu continuava chorando até não poder mais, continuava me perguntando “Quando tudo irá mudar?” e a resposta nunca chegava (aliás, estou procurando por ela até hoje, se alguém achar me avise, ok? Ok).
                E então eu parei de fingir, não para os outros (eles não importam), mas para mim. Eu parei de só desejar e comecei a bater de frente, isso no começo dificultou as coisas, mas depois de um tempo começou a melhorar, primeiro porque lidar e não ignorar começou a me fazer pensar em todos os lados da situação, ver aonde eu estava errada e aonde era culpa dos outros. E me fez perceber que muitas coisas realmente não eram minha culpa, mas eu podia fazer algo para evita-las, ou para entender e parar de me sentir mal com aquilo.
                E adivinha? Por mais crises que eu ainda possa ter e por mais “sei lá” que eu possa me sentir, hoje eu posso dizer que quando eu respondo para alguém que “estou bem”, a maioria das vezes não é uma mentira, também posso falar que por mais que eu chore e me desespere lá no fundo eu sei que vai passar e que tudo vai ficar bem, por que na real? As coisas SEMPRE ficam melhor.


                E por mais estranho, difícil, horrível que pareça agora, tudo vai ficar bem, de um jeito ou de outro. E tudo o que passamos, absolutamente tudo tem um sentindo, um porquê e vai te ensinar a ser uma pessoa melhor e a crescer.
                Então, não se desespere, não acredite no que te dizem sobre ser “forte”. Só tenha esperança e acredite que tudo vai ficar bem e que você pode. Então vá lá e faça acontecer, porque se tem algo maravilhoso no mundo é que ele é cheio de possibilidades.
                E o fato de você poder mudar tudo isso, de você poder acreditar e não desistir é o que faz tudo isso ser maravilhoso e ter um real sentido. Por isso meu bem, não deixe o desespero ganhar. Não essa noite.

                Nem nunca. 

sábado, 19 de abril de 2014

Resenha do livro: Battle Royale

                 


Battle Royale é um livro pelo qual eu estive esperando a tradução por uns dois anos, porque foi mais ou menos há dois anos que eu acabei vendo em uma discussão em algum lugar na internet onde Jogos Vorazes estava sendo acusado de plágio, eu querendo averiguar se procedia eu fui atrás do mangá que fizeram de Battle Royale.
                E obviamente eu adorei. Só parei de ler porque fui atrás de spoiler e quando meu personagem preferido ia morrer eu fiquei brava e não quis ler mais. Porém quando entrei na livraria e vi aquela capa vermelha e divida escrito “Battle Royale” eu juro que eu dei um gritinho e comecei a pensar em como convenceria a minha mãe em como comprar o livro.
                Bem, eu consegui. E se eu tivesse tido tempo teria devorado o livro em dois dias, mas como estar no último ano do ensino médio é um saco demorei quase três semanas para ler o livro.
                Mas afinal de contas sobre o que fala? Bem, para começar Battle Royale é um livro de um autor Japonês, que brinca com a possibilidade de se o Japão e mais uns países na Ásia tivessem se reunido e criado uma república, que é mais como uma ditadura comunista onde o povo não tem liberdade e o medo domina há todos.
                Como se já não bastasse o governo matar civis e não pegar os bandidos, para manter o sistema eles criam um programa onde eles levam turmas sorteadas a esmo para lugares desertos e fazem com que eles se matem até sobrar apenas um.
                E nesse ano eles escolhem a turma B, onde temos vários personagens interessantes com problemas que vão além do que apenas a superfície demonstra e esses problemas em sua maioria são causados pelo governo. E quando o vilão te coloca em um lugar que você pode descontar sua raiva matando qualquer um, muitos podem decidir participar desse jogo, outros podem até não querer, mas dentro da ilha que irá acontecer ou você mata ou você é morto.
                E em um cenário assim que o autor vai nos conduzindo pela vida de vários personagens, principalmente de Shuya, Norijo, Shogo, Shinji (estou falando dele porque é meu personagem preferido *o*), Kazuo e Mitsuko,  cada um deles tem seus próprios demônios e seus motivos para participar ou não do jogo.
                Não vou contar mais da história porque eu não saberia contar sem ter um ataque ou encher tanto vocês de spoiler que não leriam ou livro, ou iriam ler e simplesmente me matarem por ter estragado as piores partes.
                Só vou avisando uma coisa é um livro pesado (mais pesado que Jogos Vorazes), com mortes sangrentas, mas com reflexões profundas e diálogos épicos. Então não se apegue a nenhum personagem e pense além da história.

                E por fim, prepare-se para terminar o livro boquiaberto e perplexo, mas não se preocupe a história vale realmente a pena. 

domingo, 13 de abril de 2014

Quem é você?


Se me perguntassem quem eu sou eu diria: Eu não sei, acho que sou azul, sabe como é, tem todo aquele lance de lembrar a tristeza e a melancolia, talvez até diria sou rosa e trago uma alegria incontida, quem sabe não seria vermelho, explosiva e raivosa como uma bomba incontida? Se estivesse de bom humor até diria sou arco-íris, mas se fosse logo de manhã cedo eu responderia: "Sou preto, sou branco, sou cinza, tanto faz só quero voltar a dormir". Talvez se me pegasse escrevendo eu responderia sou incolor, sou da cor da dor, sou da cor do amor, sou de qualquer cor, desde que seja algo, pois o não ser me assombra e a multiplicidade de cores e coisas que posso me tornar é o que me movem a escrever. 
E por isso digo: Não sou estudante, leonina ou filha pródiga que ao lar retorna, sou apenas uma escritora vivendo em um mundo onde as histórias ainda são necessárias e a alegria é o que nos traz a verdadeira liberdade.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Divagações influenciadas pelo café sobre o feminismo


Eu deveria estar estudando, mas só para variar estou procrastinando (na verdade eu tenho uma teoria que é tudo culpa do café, mas vou parar de divagar) e resolvi escrever alguma coisa. Não sabia muito bem sobre o que falar e como o café já é uma tema batido aqui no blog resolvi fazer um post manisfestando meu repúdio sobre algumas coisas que estão acontecendo.

Bem, vamos lá, eu  não sei se a sociedade mudou
muito nos últimos anos ou fui eu que mudei e comecei a perceber mais as coisas, porém eu tenho quase certeza que nos últimos tempos a humanidade tem decaído o seu nível (olha... as últimas vezes que isso aconteceu tivemos revoluções e guerra).
Quer dizer, para quem não sabe sou feminista convicta e sempre que posso demonstro minha revolta contra o comportamento machista, homofóbico (coloque aqui também tran
sfobia e todas essas fobias em relação ao gênero ou sexualidade alheia) e racismo (conta também xenofobia, só que o racismo é muito mais forte no Brasil do que a Xenofobia). Sigo muitas "pages" no facebook que estão de acordo com o meu pensamento (não sempre o político, porque defendo um governo de centro, e elas são de esquerda, mas o que não curto e não me ofende não me sinto na obrigação de ficar de "mimimi"), no caso feministas e nessas "pages" tenho visto notícias de deixar os cabelos brancos.
Sabe como é, não só as denúncias que as moças e os moços que coordenam tudo postam, mas os comentários falando que tudo aquilo é besteira, sendo que não é. Quer dizer, tem alguns posicionamentos que talvez sejam um pouco exagerados se você não parar e pensar na situação... Então vamos lá, vamos parar e pensar.
A gente acha que pode deixar para lá piadinhas sexistas? Ou ficar de boa com frases "É porque você é menina"? Não cara, não podemos, esse tipo de coisa reprime, por mais que não pareça é um jeito muito fácil da sociedade te moldar a ser como eles querem (aí eu te pergunto, porque diabos a sociedade parece temer tanto a mulher? e o pior de tudo é que se falamos que não achamos a piada engraçada ou discutimos com a frase somos tachadas de "revoltadas". Revoltadas uma ova, se queremos que a sociedade inteira mude precisamos corrigir os erros do nosso universo particular (teoria de quem? De quem mesmo? Kant, vem cá meu lindo participar do texto!) para que então o que mudamos se torne universal.
Enfim, eu estou me perdendo e a intenção não é essa, o que eu quero dizer é que eu sei que a nossa cultura é há milênios machista (Grécia, sua puta é tudo culpa sua - não totalmente) e tudo o mais, porém nos últimos tempos nós estávamos conseguindo grandes avanços e aparentemente os seres humanos do sexo masculino estavam começando a virar realmente seres humanos deixando de se comportar como macaquinhos e dando um passo em direção a igualdade e ao respeito mútuo, mas algo lá no caminho da evolução deu errado.
Juro que não sei o que foi, mas o fato é, todas aquelas conquistas e mudanças que as mulheres estavam conquistando acabaram indo para o ralo e os ideais machistas voltaram ainda mais fortes. Minha mãe diz que é culpa de que interpretamos liberdade com libertinagem (não acredito bem nisso) e as mulheres transformaram-se em símbolo sexual (infelizmente as propagandas estão aí), mas aí eu me pergunto quem foi o estagiário que deu a brilhante ideia de que mulheres no "padrão de beleza da sociedade" (viva nós gordinhas, peitudinhas e bundudinhas! E as magrinhas também! Todas nós somos lindas, perfeitas e maravilhosas e que se fodam os babacas) são feitas só para sexo?
E por que diabos a sociedade não entende que a mulher pode querer fazer tanto sexo quanto os homens? E por que vocês aceitam esse comportamento que consideramos babacas deles?
Por pura convenção, caramba. Logo é algo que a gente pode mudar dentro da nossa mente.
E eu juro que antigamente parecia mais fácil isso de mudar o que as pessoas pensam, hoje em dia, com a internet as pessoas tomam uma opinião e atacam tudo que vai contra, tipo as "pages" feministas tem gente babaca (e não, não são só homens) que não entendem os posicionamentos e ficam discursando como se fossem donos da verdade e entendessem de toda a moralidade do mundo.
Mas como eu falei em algum lugar lá em cima, nós falhamos em algum lugar da evolução e as pessoas no geral voltaram a aceitar comportamento de macaco (e nem de macaco, viu, tem macaco mais educado e que controla melhor o desejo por sexo) algo normal.
Vocês viram aquela pesquisa dos 65% que culpam a roupa pelo estupra? Caramba, aquilo sim foi pra cair o mundo abaixo, porque pelo amor de Deus, agora o homem não pode nem controlar o tesão? Precisa sair enfiando o pinto no corpo alheio sem permissão? Desculpa o palavreado, mas foi exatamente o que eu pensei.
Quer dizer, os índices de estupro estão aumentando drasticamente e parece que a mulher daqui a pouco não vai poder nem andar na rua porque só porque temos menos força do que vocês somos vulneráveis, mas só porque alguém é mais fraco do que você isso não te dá o direito de abusar da pessoa, isso é errado e se você não aprendeu em casa ou na escola volto a teoria de que voltamos a viver como bichos.
Então, a minha reflexão é: o mundo está virado, mas já que vivemos nele a luta feminista é necessária, e se você fala: Ah mas eu não sou feminista, vou provar que você é.
Você se revolta com comentários machistas? Você se revolta quando falam: Você é menina, não entende? Você sente-se mal com piadinhas sexistas? Você sente-se mal quando desprezam algo que você faz por que acham é coisa de garoto? Você por um acaso já teve que trocar de calçada na rua por que ficou com medo de passar na frente de um grupinho de garotos que mesmo assim gritaram para você do outro lado da rua e ficou com vontade de gritar de volta com os moleques? Bem, então meu bem, você tem muitas ideias feministas e se eu fosse você iria olhar melhor o que é esse movimento.

Então, reflita senhora, senhor, moça, moço, jovens (ou não) que estão lendo e pensem que o mundo está indo para o ralo e você pode estar contribuindo para isso. Logo se você estaria entre os 65% da tal entrevista citada em algum momento do texto, pegue seu machismo e conformismo e... rala seu (sua) mandado(mandada)!