sábado, 11 de janeiro de 2014

Dores de crescimento

Então é isso. É você sozinho com os ecos da sua mente berrando coisas que talvez você não precisasse ser lembrada, ao menos não naquele momento. É você fechando os olhos e abraçando forte as pernas, como se assim pudesse espantar a dor alucinante de ser abandonada, esquecida e substituída um número de vezes maior que os dedos das suas duas mãos juntas possuem. São
momentos. Nomes. Lembranças. Tudo em uma velocidade alucinante e destroçante. Então é isso que acontece quando você percebe que está crescendo? É isso que acontece quando o mundo não quer que você seja mais uma criança? É essa a dor por ter um mundo perfeito dentro de si e ver como o mundo aqui de fora pode machucar? É isso que acontece em madrugadas de dias nostálgicos? Lágrimas e dor? Então é isso? Poxa, se eu soubesse, por Deus, eu preferia ter ficado para sempre criança, onde eu podia acreditar em cartas de Hogwarts, portas de guarda roupa para Nárnia, buracos para a Terra das Maravilhas, e onde a minha maior dor era a de ralar o joelho...

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