sábado, 19 de abril de 2014

Resenha do livro: Battle Royale

                 


Battle Royale é um livro pelo qual eu estive esperando a tradução por uns dois anos, porque foi mais ou menos há dois anos que eu acabei vendo em uma discussão em algum lugar na internet onde Jogos Vorazes estava sendo acusado de plágio, eu querendo averiguar se procedia eu fui atrás do mangá que fizeram de Battle Royale.
                E obviamente eu adorei. Só parei de ler porque fui atrás de spoiler e quando meu personagem preferido ia morrer eu fiquei brava e não quis ler mais. Porém quando entrei na livraria e vi aquela capa vermelha e divida escrito “Battle Royale” eu juro que eu dei um gritinho e comecei a pensar em como convenceria a minha mãe em como comprar o livro.
                Bem, eu consegui. E se eu tivesse tido tempo teria devorado o livro em dois dias, mas como estar no último ano do ensino médio é um saco demorei quase três semanas para ler o livro.
                Mas afinal de contas sobre o que fala? Bem, para começar Battle Royale é um livro de um autor Japonês, que brinca com a possibilidade de se o Japão e mais uns países na Ásia tivessem se reunido e criado uma república, que é mais como uma ditadura comunista onde o povo não tem liberdade e o medo domina há todos.
                Como se já não bastasse o governo matar civis e não pegar os bandidos, para manter o sistema eles criam um programa onde eles levam turmas sorteadas a esmo para lugares desertos e fazem com que eles se matem até sobrar apenas um.
                E nesse ano eles escolhem a turma B, onde temos vários personagens interessantes com problemas que vão além do que apenas a superfície demonstra e esses problemas em sua maioria são causados pelo governo. E quando o vilão te coloca em um lugar que você pode descontar sua raiva matando qualquer um, muitos podem decidir participar desse jogo, outros podem até não querer, mas dentro da ilha que irá acontecer ou você mata ou você é morto.
                E em um cenário assim que o autor vai nos conduzindo pela vida de vários personagens, principalmente de Shuya, Norijo, Shogo, Shinji (estou falando dele porque é meu personagem preferido *o*), Kazuo e Mitsuko,  cada um deles tem seus próprios demônios e seus motivos para participar ou não do jogo.
                Não vou contar mais da história porque eu não saberia contar sem ter um ataque ou encher tanto vocês de spoiler que não leriam ou livro, ou iriam ler e simplesmente me matarem por ter estragado as piores partes.
                Só vou avisando uma coisa é um livro pesado (mais pesado que Jogos Vorazes), com mortes sangrentas, mas com reflexões profundas e diálogos épicos. Então não se apegue a nenhum personagem e pense além da história.

                E por fim, prepare-se para terminar o livro boquiaberto e perplexo, mas não se preocupe a história vale realmente a pena. 

domingo, 13 de abril de 2014

Quem é você?


Se me perguntassem quem eu sou eu diria: Eu não sei, acho que sou azul, sabe como é, tem todo aquele lance de lembrar a tristeza e a melancolia, talvez até diria sou rosa e trago uma alegria incontida, quem sabe não seria vermelho, explosiva e raivosa como uma bomba incontida? Se estivesse de bom humor até diria sou arco-íris, mas se fosse logo de manhã cedo eu responderia: "Sou preto, sou branco, sou cinza, tanto faz só quero voltar a dormir". Talvez se me pegasse escrevendo eu responderia sou incolor, sou da cor da dor, sou da cor do amor, sou de qualquer cor, desde que seja algo, pois o não ser me assombra e a multiplicidade de cores e coisas que posso me tornar é o que me movem a escrever. 
E por isso digo: Não sou estudante, leonina ou filha pródiga que ao lar retorna, sou apenas uma escritora vivendo em um mundo onde as histórias ainda são necessárias e a alegria é o que nos traz a verdadeira liberdade.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Divagações influenciadas pelo café sobre o feminismo


Eu deveria estar estudando, mas só para variar estou procrastinando (na verdade eu tenho uma teoria que é tudo culpa do café, mas vou parar de divagar) e resolvi escrever alguma coisa. Não sabia muito bem sobre o que falar e como o café já é uma tema batido aqui no blog resolvi fazer um post manisfestando meu repúdio sobre algumas coisas que estão acontecendo.

Bem, vamos lá, eu  não sei se a sociedade mudou
muito nos últimos anos ou fui eu que mudei e comecei a perceber mais as coisas, porém eu tenho quase certeza que nos últimos tempos a humanidade tem decaído o seu nível (olha... as últimas vezes que isso aconteceu tivemos revoluções e guerra).
Quer dizer, para quem não sabe sou feminista convicta e sempre que posso demonstro minha revolta contra o comportamento machista, homofóbico (coloque aqui também tran
sfobia e todas essas fobias em relação ao gênero ou sexualidade alheia) e racismo (conta também xenofobia, só que o racismo é muito mais forte no Brasil do que a Xenofobia). Sigo muitas "pages" no facebook que estão de acordo com o meu pensamento (não sempre o político, porque defendo um governo de centro, e elas são de esquerda, mas o que não curto e não me ofende não me sinto na obrigação de ficar de "mimimi"), no caso feministas e nessas "pages" tenho visto notícias de deixar os cabelos brancos.
Sabe como é, não só as denúncias que as moças e os moços que coordenam tudo postam, mas os comentários falando que tudo aquilo é besteira, sendo que não é. Quer dizer, tem alguns posicionamentos que talvez sejam um pouco exagerados se você não parar e pensar na situação... Então vamos lá, vamos parar e pensar.
A gente acha que pode deixar para lá piadinhas sexistas? Ou ficar de boa com frases "É porque você é menina"? Não cara, não podemos, esse tipo de coisa reprime, por mais que não pareça é um jeito muito fácil da sociedade te moldar a ser como eles querem (aí eu te pergunto, porque diabos a sociedade parece temer tanto a mulher? e o pior de tudo é que se falamos que não achamos a piada engraçada ou discutimos com a frase somos tachadas de "revoltadas". Revoltadas uma ova, se queremos que a sociedade inteira mude precisamos corrigir os erros do nosso universo particular (teoria de quem? De quem mesmo? Kant, vem cá meu lindo participar do texto!) para que então o que mudamos se torne universal.
Enfim, eu estou me perdendo e a intenção não é essa, o que eu quero dizer é que eu sei que a nossa cultura é há milênios machista (Grécia, sua puta é tudo culpa sua - não totalmente) e tudo o mais, porém nos últimos tempos nós estávamos conseguindo grandes avanços e aparentemente os seres humanos do sexo masculino estavam começando a virar realmente seres humanos deixando de se comportar como macaquinhos e dando um passo em direção a igualdade e ao respeito mútuo, mas algo lá no caminho da evolução deu errado.
Juro que não sei o que foi, mas o fato é, todas aquelas conquistas e mudanças que as mulheres estavam conquistando acabaram indo para o ralo e os ideais machistas voltaram ainda mais fortes. Minha mãe diz que é culpa de que interpretamos liberdade com libertinagem (não acredito bem nisso) e as mulheres transformaram-se em símbolo sexual (infelizmente as propagandas estão aí), mas aí eu me pergunto quem foi o estagiário que deu a brilhante ideia de que mulheres no "padrão de beleza da sociedade" (viva nós gordinhas, peitudinhas e bundudinhas! E as magrinhas também! Todas nós somos lindas, perfeitas e maravilhosas e que se fodam os babacas) são feitas só para sexo?
E por que diabos a sociedade não entende que a mulher pode querer fazer tanto sexo quanto os homens? E por que vocês aceitam esse comportamento que consideramos babacas deles?
Por pura convenção, caramba. Logo é algo que a gente pode mudar dentro da nossa mente.
E eu juro que antigamente parecia mais fácil isso de mudar o que as pessoas pensam, hoje em dia, com a internet as pessoas tomam uma opinião e atacam tudo que vai contra, tipo as "pages" feministas tem gente babaca (e não, não são só homens) que não entendem os posicionamentos e ficam discursando como se fossem donos da verdade e entendessem de toda a moralidade do mundo.
Mas como eu falei em algum lugar lá em cima, nós falhamos em algum lugar da evolução e as pessoas no geral voltaram a aceitar comportamento de macaco (e nem de macaco, viu, tem macaco mais educado e que controla melhor o desejo por sexo) algo normal.
Vocês viram aquela pesquisa dos 65% que culpam a roupa pelo estupra? Caramba, aquilo sim foi pra cair o mundo abaixo, porque pelo amor de Deus, agora o homem não pode nem controlar o tesão? Precisa sair enfiando o pinto no corpo alheio sem permissão? Desculpa o palavreado, mas foi exatamente o que eu pensei.
Quer dizer, os índices de estupro estão aumentando drasticamente e parece que a mulher daqui a pouco não vai poder nem andar na rua porque só porque temos menos força do que vocês somos vulneráveis, mas só porque alguém é mais fraco do que você isso não te dá o direito de abusar da pessoa, isso é errado e se você não aprendeu em casa ou na escola volto a teoria de que voltamos a viver como bichos.
Então, a minha reflexão é: o mundo está virado, mas já que vivemos nele a luta feminista é necessária, e se você fala: Ah mas eu não sou feminista, vou provar que você é.
Você se revolta com comentários machistas? Você se revolta quando falam: Você é menina, não entende? Você sente-se mal com piadinhas sexistas? Você sente-se mal quando desprezam algo que você faz por que acham é coisa de garoto? Você por um acaso já teve que trocar de calçada na rua por que ficou com medo de passar na frente de um grupinho de garotos que mesmo assim gritaram para você do outro lado da rua e ficou com vontade de gritar de volta com os moleques? Bem, então meu bem, você tem muitas ideias feministas e se eu fosse você iria olhar melhor o que é esse movimento.

Então, reflita senhora, senhor, moça, moço, jovens (ou não) que estão lendo e pensem que o mundo está indo para o ralo e você pode estar contribuindo para isso. Logo se você estaria entre os 65% da tal entrevista citada em algum momento do texto, pegue seu machismo e conformismo e... rala seu (sua) mandado(mandada)!