quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dia Do Abraço

                Katherine acordou com seu habitual mal humor. Fez o café enquanto terminava de escovar o cabelo e vestir o moletom – tudo quase ao mesmo tempo - em seu ritmo alucinante de ai-meu-Deus-vou-chegar-atrasada.
Untitled | via Tumblr                Engoliu o café para acordar de vez. Escovou os dentes. Amarrou o cabelo que só para não variar estava uma desgraça, já que por ter sido escovado as pressas resolvera armar – até ali nenhuma novidade, era apenas outro dia na vida entediante e pontual de Katherine.
                Saiu correndo do pequeno apartamento, precisava chegar ao ponto de ônibus em cinco minutos ou o perderia e então perderia a primeira aula na faculdade de direito. Obviamente daria tempo, sempre dava.
                Mas Katherine não esperava ver o que viu naquele dia. Havia uma multidão nas ruas, o trânsito parado, todo mundo com placas, cantando canções que não eram estranhas a ela. Porém em seu humor a fez pensar em algo como: “Ah sério? Manifestação? Que droga!”.
                -Ei garota, cadê sua placa? – alguém perguntou, era um rapaz, talvez um pouco mais velho do que ela. Katherine o reconheceu de algum lugar, provavelmente do ônibus ou da faculdade... Mas como ele obviamente não fazia parte do seu círculo de amigos, ela não sabia seu nome.
                -Que placa? Que droga está acontecendo aqui? – ela pediu erguendo uma sobrancelha e cruzando os braços. O rapaz lhe respondeu com um sorriso.
                -Uma campanha para mais amor no mundo. Hoje é o dia do abraço, já recebeu o seu? – ela descruzou os braços dando de ombros. O mundo provavelmente acordara maluco.
                Foi quando ele a abraçou.
                E naquele momento Katherine podia jurar que o mundo parou por um instante e voltou a girar em uma velocidade lenta. Todo o seu mau humor se fora e ela sorriu correspondendo o abraço.
                Então o mundo voltou a girar na sua velocidade acelerada e rápida de sempre.
                -Eu tenho uma placa sobrando, quer Katherine? – ele sussurrou em seu ouvido e ela deixou seu sorriso abrir-se mais.
                -Claro, por que não? – eles se separaram e ele lhe entregou uma placa escrita “Abraços Grátis” – Aliás, não me recordo o seu nome?
                -Carlos, da aula de francês – ele beijou a sua bochecha – Até quarta, Katherine  - e então se foi, deixando um sorriso de felicidade e o calor de um abraço.
               
 E aquele dia foi apenas um dia do abraço e um dia incrivelmente anormal na vida de rotinas de Katherine, que viria a abalar o seu mundo.

 Afinal de contas, no calor de um abraço cabe o mundo e naquele pequeno abraço dois mundos se encontraram para nunca mais se separar. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nova Parceria com a autora: Amanda Marchi.

Olá gente, eu já tinha essa notícia há alguns dias, porém hoje eu recebi o livro (provavelmente ele chegou faz um tempinho, mas só vim hoje para o endereço de entrega) e gostaria de informar que estou muito feliz com essa parceria e vou começar a ler o livro hoje, então provavelmente até sexta que vem eu posto a resenha.
A Autora que o blog realizou parceria é Amanda Marchi e aqui vai um pouquinho sobre ela:






 Escritora, autora do livro A garota da casa grande e inúmeros contos, que podem ser lidos no meu blog. Escorpiana e Brasiliense que comemorará o vigésimo dia de seu nome em Outubro deste ano. Viciada em tatuagens e ruiva falsa. Fã de carteirinha de  As crônicas de Gelo e Fogo, Harry Potter, escritores russos e seriados médicos. Assim como de mangás e super heróis. Larguei o terceiro ano do ensino médio, acabei fazendo supletivo; larguei meus amigos e a família no Cerrado e vim para a cidade maravilhosa, acabei encontrando a garota da minha vida; larguei a faculdade de Letras por não ser o que achei que seria, não acredito que vou ter que estudar matemática de novo para o ENEM. Sou uma pessoa que não teme o desapego, a não ser, claro, que seja de livros. As palavras são algo que nunca irei largar.



E sobre o que trata o livro? 


Sinopse : O livro “A Garota da Casa Grande” é narrado por sua personagem principal, Georgia, que, sarcástica e ironicamente, apresenta-nos seu mundo através de seus belos olhos azuis. Presa na casa de sua avó em uma cidade pequena, onde não há nem ao menos um shopping, ela se vê em uma rotina monótona até conhecer Alice, sua vizinha, não da frente, mas, da diagonal. Um romance, sobretudo, entre seres humanos, que lutam contra o preconceito da cidade pequena e de si mesmas.









Para ler o prólogo e saber como adquirir o livro entre nesse link :http://escritoseestorias.blogspot.com.br/p/a-garota-da-casa-grande.html

Contatos:


sábado, 10 de maio de 2014

Aí vai um conselho

                O fato é que você deve saber lidar com as coisas, não ser forte. E esse é o maior erro de todas as pessoas deprimidas, é falarem para si mesmas que devem ser fortes, que devem fingir que não ligam e que não sentem, sabe, não é assim que as coisas vão mudar, passar ou você vai conseguir para de se sentir mal por elas.
                Ser forte não te leva a lugar nenhum. Fingir que não sente só vai te trazer mais dor e culpa por continuar sentido. Colocar a porra de um sorriso no seu rosto não vai te fazer ser forte e não vai mudar merda nenhuma.
                E não me venha com “Mas você é uma garota forte”, sou porra nenhuma, eu sou uma garota complexada cheia de defeitos e que por muitos anos tentou ser “forte”, mas a verdade meus amigos é que não adianta, no final do dia, com as luzes apagadas, deitada na minha cama, quando todos estavam dormindo eu continuava chorando até não poder mais, continuava me perguntando “Quando tudo irá mudar?” e a resposta nunca chegava (aliás, estou procurando por ela até hoje, se alguém achar me avise, ok? Ok).
                E então eu parei de fingir, não para os outros (eles não importam), mas para mim. Eu parei de só desejar e comecei a bater de frente, isso no começo dificultou as coisas, mas depois de um tempo começou a melhorar, primeiro porque lidar e não ignorar começou a me fazer pensar em todos os lados da situação, ver aonde eu estava errada e aonde era culpa dos outros. E me fez perceber que muitas coisas realmente não eram minha culpa, mas eu podia fazer algo para evita-las, ou para entender e parar de me sentir mal com aquilo.
                E adivinha? Por mais crises que eu ainda possa ter e por mais “sei lá” que eu possa me sentir, hoje eu posso dizer que quando eu respondo para alguém que “estou bem”, a maioria das vezes não é uma mentira, também posso falar que por mais que eu chore e me desespere lá no fundo eu sei que vai passar e que tudo vai ficar bem, por que na real? As coisas SEMPRE ficam melhor.


                E por mais estranho, difícil, horrível que pareça agora, tudo vai ficar bem, de um jeito ou de outro. E tudo o que passamos, absolutamente tudo tem um sentindo, um porquê e vai te ensinar a ser uma pessoa melhor e a crescer.
                Então, não se desespere, não acredite no que te dizem sobre ser “forte”. Só tenha esperança e acredite que tudo vai ficar bem e que você pode. Então vá lá e faça acontecer, porque se tem algo maravilhoso no mundo é que ele é cheio de possibilidades.
                E o fato de você poder mudar tudo isso, de você poder acreditar e não desistir é o que faz tudo isso ser maravilhoso e ter um real sentido. Por isso meu bem, não deixe o desespero ganhar. Não essa noite.

                Nem nunca.