segunda-feira, 23 de junho de 2014

Resenha Do Livro: A Garota da Casa Grande.




                Estou pensando em como começar essa resenha há um mês, primeiro porque não quero resumir o livro a algo que ele não é, porém não sei como explicar sem tocar no tema polêmico que fará muitas pessoas pensarem exatamente o que eu não quero que pensem. Mas hoje chego a velha conclusão que não posso controlar o pensamento de ninguém e que está na hora de eu parar de enrolar e fazer essa resenha.
                Primeiramente eu achei que o livro era maior. Quer dizer, A Garota da Casa Grande é um romance e normalmente romances costumam ter umas 400 páginas de enrolação melosa e chata, porém não esse. Em 112 páginas a Amanda – autora do livro para os desinformados – consegue escrever uma história perfeita de um amor de verão que vai além de um amor de verão.
                Ela começa o livro de uma maneira quase melancólica que é quebrada pelos comentários sarcásticos e quase azedos da personagem que narra o livro. A Georgia é encantadora, obviamente se encantadora significar: sarcástica, dorminhoca, corajosa, engraçada, um pouco melancólica, escritora e homossexual, sim para mim isso é ser encantadora.
                Ah, espera você agora deve estar tendo um escândalo com “homossexual”  e também provavelmente pensando “Ai meu Deus a B. faz parte da ditadura gayzista e blá blá blá” e a minha resposta para você: “Pelo amor do que é mais sagrado criatura se você pensa assim e sua justificativa é religião, ok, tudo bem eu entendo, só que eu não sou da sua religião então eu não sou obrigada a pensar assim e você é obrigado a respeitar todos, agora se você pensa assim porque é um/uma babaca, então aí vai a dica: Acha um penhasco, ou um prédio bem alto, mire o chão e acerte, mas acerte com a cabeça! E cuidado para não estragar o chão, enfim voltando ao que estávamos falando...
                A Georgia como sempre nos verões vai passar as férias na casa da avó que mora em uma cidade (se é que dá para chamar de cidade, é mais para um vilarejo) e ela está preparada para ser mais um verão tedioso e tudo mais até conhecer a garota que mora na casa na diagonal da casa da vó dela (que é uma casa grande, daí o nome do livro, rá) a Alice.
                Alice é uma garota que está começando a aceitar o fato que sim ela gosta de meninas e que não, não há nada de errado nisso. Porém, quem realmente a ajuda a chegar nessa conclusão é Georgia.
                Só que é claro, a Amanda não foca nessa coisa de romance meloso ou nem de fetiches sexuais, como normalmente os livros que focam nos relacionamentos homossexuais focam, ela pega problemas que nós adolescentes da idade de Alice e de Georgia convivemos todos os dias e joga em uma realidade de uma cidade pequena (que é praticamente o reflexo da sociedade). Então além do livro falar sobre amor, ele fala sobre jovens passando por conflitos dentro de si mesmos e na luta para a aceitação de quem eles realmente são.
                Eu li o livro rápido, primeiro porque é um livro relativamente curto, segundo porque a história flui rápido e é muito boa. Sério, a Amanda escrever muito bem e eu super recomendo a leitura desse livro (e não estou falando isso porque o livro é de parceria, e sim porque estou sendo sincera).
                Ah e uma das coisas que eu realmente gostei é que a história é muito bem desenvolvido mesmo com 112 páginas. Você não se perde no meio e a história vai se encaixando até o fim que... Ah, sério, o fim me deu vontade de chorar, mas tudo bem, eu o adorei de qualquer forma.
                Então, deixe de lado seus preconceitos e se encante com Georgia e Alice nessa história linda de amor e de descobertas.




P.S: (Acho que é Spoiler) :

 A minha cena preferida do livro é quando a Georgia tem uma conversa com a vó sobre a homossexualidade dela, quer dizer, quando a avó dela a encurrala na parede, sério, aquela cena é perfeita. 

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