quinta-feira, 7 de abril de 2016

Leituras de Março: visitei paris com Hemingway, conheci As Meninas da Lygia, e li coisas para a faculdade: Bobbio e Hesse

Em Março minhas leituras não renderam muito, desisti de começar um dos calhamaços que havia caído em um sorteio e o refiz, vindo então o livro "Paris é uma festa", que tenho há éons para ler e é um amor <3
Aí como a Tatiana Feltrin, do Canal Tiny Little Things colocou no insta que iria ler o livro As Meninas da Lygia Fagundes Telles, que eu tenho há uns dez anos na estante, comprei em um tipo de sebo que teve na escola que estudava na época e esperei, esperei, esperei.... E não me arrependo.
Depois em concentrei em dois livros que li para a faculdade, que foi Liberalismo e Democracia do Norberto Bobbio, e A Força Normativa da Constituição de Konrad Hesse.


Paris é uma festa

Uma foto publicada por @rosesforbibi em



Paris é Uma Festa é um livro de memórias (ou quase isso) de Hemingway, sobre Pais em seus gloriosos anos 20. É um livro curto, com passagens (ou contos) da vida do autor. Algumas são sobre o pouco dinheiro, outros sobre Gertrud Stein (espero que se escreva assim).
É um livro leve, divertido, o autor não parece tão pessimista quanto dizem.
É um livro franco, é claro, mas interessante, os pensamentos e reflexões de Hemingway, para mim, são encantadoras e creio que esse livro foi o que salvou meu mês de Março.
Tem uma partezinha reservada a  Fitzgerald (para quem não sabe autor de o Grande Gatsby) e agora entendo porque o único livro que li me pareceu irreal e maluco: o autor era exatamente como o personagem principal, ao menos é assim que Hemingway o descreve.
Achei o livro um charme e gostei muito. Super recomendo.



As Meninas

Uma foto publicada por @rosesforbibi em



Esse livro irá contar a história de três meninas, Lorena, Lia e Ana Clara, na época da ditadura, no ano de 1973.
O que eu posso dizer sobre esse livro é que é um livro mais de emoções e sentimentos do que de linearidade, é sobre o pensamento e sensações das três garotas, principalmente de Lorena (que foi quem me fez suportar o livro, sinceramente gente).
A narrativa não é nada linear e nenhuma dessas garotas são muito certas da cachola, Lorena é a típica burguesa, é estudante de direito, apaixonada por um amor impossível, pura e casta. Lia é da militância de esquerda, contra a ditadura, se diz feminista, mas tem uma cena descrita no livro, que diz ela em seu pensamento que foi "a pedido de" um certo personagem e aquilo me deixou chocada e bem revoltada porquê... A Lia foi um mero objeto, sim, ela a pedido de um macho de esquerda fez uma coisa totalmente objetificada, ela apenas serviu como objeto, justamente como nós não queremos ser. Nossa, sério, sei que pode ter acontecido, mas quem se submeteu a isso não estava militando conscientemente não, estava com a mente lavada e sendo usada para propósitos que não queriam mulheres livres (minha opinião, o choro é livre e eu também, odiei a cena e odiei esse fato e se isso é ser feminista de esquerda - ou era, na época - não me representou não!). E a Ana Clara, também chamada de Ana Turva, bem, ela é completamente maluca, vive nas farras e nas drogas, e a maior parte das suas cenas ela está delirando na cama junto com o namorado, amante, ou sei lá o que, que está tão chapado quanto ela, Ana é deprimente é a narrativa mais difícil do livro todo.
Assim, não que eu não tenha gostado do livro, mas ele me deixou de ressaca que ainda não terminei nenhum outro livro, não achei tão incrível e me encheu muito o saco.
Tem reflexões legais? Tem.
É legal por causa da ditadura? Talvez, porque pincela um pouco sobre o tema e só vem com a Lia que eu não gostei nem um pouco. Sério, achei ela iludida, chata, ela luta por um ideal (ponto positivo, gostei disso), mas certas coisas que faz por isso ainda se aproveitando da Lorena não gostei nadinha.
Valeu a leitura? Não sei, pela ressaca que deixou não sei responder, mas você pode conferir o vídeo da Tati, que adora o livro e ver se quer ler ou não.


Sobre Bobbio e Hesse são livros que li para a faculdade e me abstenho de fazer resenha, mas foram leituras acadêmicas interessantes, não tão fáceis, não tão difíceis (mais do que As Meninas).

É isso aí :)
Como foram suas leituras? Conte-me aí nos comentários!
Seja meu amigo no skoob
E me segue no instagram :)

terça-feira, 15 de março de 2016

Finalizando o projeto de leitura: Guerra e Paz

O que dizer de Guerra e Paz?
Foram as 2536 páginas mais bem investidas na minha vida. Eu sei, o número de páginas assusta, mas no fundo, no fundo não são tão assustadoras e pesadas assim, porque Tolstoi é tão encantador e ao mesmo tempo tão realista e profundo que nos engaja em suas palavras, em sua história, em suas cenas de uma maneira brilhante que te faz ter um ritmo de leitura rápido e leve.
Guerra e Paz faz um retrato da Rússia durante as Guerras Napoleônicas, de 1805 a 1812, tendo o epílogo alguns anos depois em 1820 (se não me engano), Ele retrata as diversas faces da Rússia em seus personagens, que são diferentes entre si em ideais, crenças e paixões. Temos personagens extremamente crentes em Deus, temos personagens ateus, temos personagens que admiram Napoleão, temos personagens que o odeiam, mas todos são fiéis ao Imperador.
Os personagens no geral são bem desenvolvidos, tendo mudanças psicológicas significativas do começo do romance até o final dele, sendo que principalmente Pierre e Andrei terão essas mudanças, o que é muito legal de acompanhar porque torna os pensamentos e as ações desses personagens dentro daquele contexto muito mais interessantes.
O livro traz cenas cotidianas, típicas da cultura russa, como também cenas de bailes, cenas de guerra, cenas tristes que são retratadas de um modo que você só percebe o que está lendo depois que ou já está em lágrimas, ou rindo.
Temos romance, complicações amorosas, tentativa de "sequestro", drama, mas essa é apenas uma pequena parte da história, ela não se foca apenas entre Natacha e seus amores. Guerra e Paz é muito além disso, apesar de que eu tenho a impressão que Tolstoi colocou essas questões para falar sobre a moral que ele acreditava e também sobre a instabilidade da personagem, que por vezes você ama, por vezes você odeia.
A questão é que apesar de termos personagens fortes, verossímeis e que você se interessa pelo seu destino, como Sônia, Natacha, Andrei, Pierre, Mária, Nikolai Rostov, e os demais personagens que nos são apresentados, a verdade é que eles só fazem parte do livro, não são o livro. Eles são parte do cenário, mantém o interesse, trazem lições inesquecíveis em suas ações, dramas e pensamentos, mas os comentários do autor, o modo que os insere é que transforma Guerra e Paz em um daqueles clássicos russos que você precisa ler antes de morrer.
Ao menos nessa tradução do Rubens Figueredo a linguagem não é complicada o que torna a leitura fluida.
Tolstoi nos guia em avalanches de emoções, em cenas tensas e rápidas, em cenas mais densas e demoradas, em um ritmo que é constante, gostoso e maravilhoso.
Cada página vale a pena, cada momento da leitura é único.
Adorei a experiência de ter lido Guerra e Paz, das reflexões de Tolstoi e claro dos personagens apresentados e de seu destino que também nos é contado.,


Seja meu amigo no Skoob 
Me segue no instagram @rosesforbibi
Beijinhos ;*
B.

P.S: Para quem não sabe a leitura desse livro foi realizada porque está rolando o Projeto Lendo Guerra e Paz, no canal Tiny Little Things, da Tatiana Feltrin. A leitura ainda está em andamento e você pode conferir os vídeos da Tati comentando a leitura aqui. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Leituras de Fevereiro com Bukowski, Dumas Filho, Tolstói, Cortella e Barros Filho...

Ética e Vergonha na Cara



Esse livro é dos autores Mário Sérgio Cortella e Clóvis Baros Filho. Ele é narrado como se fosse uma conversa entre ambos sobre as questões de ética no cenário Brasileiro e várias ideias e questionamentos sobre o tema.
Ambos os autores são filósofos, e particularmente, eu prefiro o jeito do Cortella, acho o Clóvis um pouco  exagerado, não tanto na escrita, mas em suas palestras e apresentações, já o Cortella é mais "vamos focar na filosofia" e não na "lição de moral". E na real, ele acaba, ao menos nesse livro, trazendo passagens que mais fazem refletir, sem agressividade ou ironia, mas honestidade e sempre apelando para filósofos como Sartre e Platão, que eu prefiro aos que o Clóvis acaba citando. 
O livro é uma reflexão sobre porque a ética tem a ver com a vergonha na cara, e porque no Brasil temos tanta dificuldades em sermos éticos. É uma crítica a sociedade e aos padrões socialmente impostos. Traz pontos como o sistema de ensino não nos ensinar, em focar no resultado e não no aprendizado e como isso faz com que os alunos sejam corruptos com eles mesmos e acabem colando, e também dá uma pincelada na ideia que ficamos tentando apontar dedos para os políticos, que apenas eles são corruptos, mas esquecemos que dar um "jeitinho" nas coisas também é corrupção. 
É um livro pequeno, a linguagem é fácil, traz muitas reflexões e eu gostei bastante do formato que ele foi escrito e das ideias nele contidas. 
Recomendo, até para aqueles que não curtem muito a linguagem dos filósofos padrão, mas querem estudar um pouco mais sobre ideias e reflexões sobre a ética. A linguagem do livro é acessível e acredito que todos podem compreender o que está sendo dito, formando assim, sua própria opinião sobre o assunto. 




Mulheres


Mulheres é um livro do Bukowski e do seu alter ego, Henry (Hank) Chinaski. 
O primeiro livro que eu li que tem esse personagem é o Cartas na Rua, porém, ao que parece, a primeira aparição dele é no livro Misto Quente, que ainda não li. 
Então, no livro Mulheres o personagem é um escritor, que não tem muito dinheiro, mas possuiu o suficiente para sobreviver, e vive não da venda de livros em si, mas principalmente de leituras de seus poemas e contos. 
Para quem não sabe leitura dos livros e conversa com autores é algo bem comum em países estrangeiros, aqui no Brasil que não tem muito disso, que é mais palestra e conversa, sem leitura do livro no meio. Aliás, sobre as leituras é bem legal, porque tem vários autores que leem super bem e fica muito divertido ouvir eles declamando ou contando seus contos, exemplos disso são o Stephen King e o Neil Gaiman (deem uma procurada no youtube, não vão se arrepender ;D). 
Voltando a resenha, então, temos esse personagem, que é o Chinaski, escritor, com alguns livros publicados, alguns fãs, que bebe pra caramba e tem um péssimo hábito de se relacionar com várias mulheres, ou com mulheres que não batem muito bem das ideias. 
Esse livro tem palavrão, muito sexo. E como é narrado do ponto de vista do Chinaski, tem alguns pontos em que é muito machista e que beira a ser nojento, mas ao mesmo tempo é engraçado e me peguei dando risadas de muitas coisas que na verdade não tinham graça. 
Entre Cartas na Rua e Mulheres, prefiro Cartas na Rua. Não sei se porque Mulheres realmente tem muita pornografia (cenas de sexo cruas mesmo, não espere nada a la 50 Shades of Gray), muita bebedeira e muitas mulheres, ou se porque Cartas na Rua tem muito da época que Chinaski trabalhou nos correios e eu me prendia muito a essas cenas, e já em Mulheres não tem mais isso, só as leituras e uma ou outra observação interessante sobre o processo de escrita do personagem. 
Em fim, é um livro engraçado. Mas não recomendo se você não tiver pelo menos uns 15/16 anos, porque é um livro pesado, e tem algumas coisas que podem traumatizar por serem meio nojentas e "WTF?". 
O livro é bobo, porque não traz grandes coisas, mas é divertido. 
Pode ficar um pouco chato por ser repetitivo e começar a focar em sexo ou bebida ou em corridas de cavalo? Sim, mas continua com um tom engraçado e ao mesmo tempo amargo que é uma característica do Bukowski, e provavelmente quem já leu algo dele já sabe.



O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio


Fui enganada por esse título. Para me justificar, eu comecei a ler os livros do Bukowski pela edição única que é a que tenho, sem maiores informações de quem era o escritor. Eu sabia que ele tinha frases interessantes, que tinha boca suja e que que era chamado de "Velho Safado", mas não sabia bem os temas que ele tratava ou qualquer outra coisa sobre seus livros. E esse, que é o último na ordem da minha edição, não fala que é um livro de memórias, e na minha cabeça era qualquer coisa menos isso. 
Quando comecei a ler que percebi que era um livro de memórias, e que não era um livro sobre bebidas e sexo, mas era algo mais profundo que isso. 
O livro são partes de um diário que o Bukowski fez nos últimos anos de sua vida, tem um tom melancólico, triste, mas ao mesmo tempo algumas coisas que ele escreve são tão bonitas que eu fiquei bem mais presa a esse livro do que Mulheres. 
Ele comenta bastante sobre o processo criativo, sobre seu computador e como gosta desta facilidade. Também temos explicações e cenas cotidianas no  Jóquei Clube, das corridas de cavalos e eventuais conversas e encontros que ele tem por lá. 
Aqui são os pensamentos e parte pequena da vida de Bukowski, que ele nos mostra. 
Suas reflexões são muito legais e eu me identifiquei com muitas delas. 
Então, apesar desse título que eu considerei um pouco bobo (talvez não tenha entendido muito bem), não se engane, esse é um livro mais profundo, melancólico e de memórias. Na verdade é mais de diário, que também pode ser memórias, mas deu para entender, certo?
Recomendo muito, mais do que Mulheres. 
Porém comece a ler Bukowski por outro livros, para você tentar entender mais ou menos o que ele pensa ou como ele é e depois leia esse livro que você vai perceber muito mais dele em sua escrita, sobre sua personalidade e sobre sua vida em si. 


A Arte de Escrever

Uma foto publicada por @rosesforbibi em

É um compilado de cinco textos que tem como foco a escrita e a linguagem, escritor por Arthur Schopenhauer, filósofo alemão que me irritou pra caramba durante a leitura desse livro. 
A garota que comprou esse livro há algum tempo atras (alguns anos, é verdade), olhou para o nome, olhou para o tema e pensou: Olha, um filosofo escrevendo sobre a arte de escrever, deve ser o máximo. E esse cara, ele inspirou o Nietzsche, não é mesmo? Ele deve ser o máximo. 
Meu Deus, como eu estava enganada. 
Não que ele seja ruim, não é isso, o jeito que ele escreve não é ruim, é até interessante. Só que o conteúdo que ele escreve parece um adolescente de 16 anos rejeitado pelos amiguinhos, escrevendo algo apenas para repudiá-los e reafirmar para si mesmo sua superioridade, que na real não existe porque são tudo farinha do mesmo saco. 
Schopenhauer, reclama da não profundidade e prolixidade de certos escritos de outros autores, sendo que ele é prolixo em muitos pontos, fala, fala, fala para dizer "eu sou o melhor de todos, só eu sei escrever, sou dono da verdade" e se contradiz em vários pontos. 
Ele crítica jeitos de escrever, que ele mesmo usa. 
Ele xinga tanto outros filósofos (ok, ele só fala mal, ou diz que são "enganadores") que você fica com mais vontade de ir ver quem eles são e confirmar por si só se ele está certo ou só falando coisas idiotas para se achar, que você desfoca no objetivo dele. 
Eu li rápido o livro, mas me irritei muito com o autor. 
As dicas de escrita não são tão legais. Tem alguns textos bons ali no meio dos enormes e que ocupam  a maior parte do livro de reclamação, e alguns pontos a serem considerados. 
O livro não é de todo ruim e descartável, mas Schopenhauer foi a prova viva de como filósofos e escritores costumam ser arrogantes e desprezar os outros por puro ego, porque enquanto acham que estão abafando, na verdade estão sendo iguais ou piores aqueles que estão criticando. 
Se você está procurando um livro bom que te ajude a ter vontade de escrever e de escrever, recomendo que você leia o Sobre a Escrita, do Stephen King, que é um livro de memórias maravilhoso e incrível e que ele dá dicas valiosíssimas sobre a escrita. E também um livro fininho de capa verde chamado Como Encontrar Seu Estilo de Escrever, do autor Francisco Castro, que é um livro que traz dicas e exercícios legais, não é maçante e foca mesmo na escrita e no estilo (tem outros sobre escrever parecidos com esses, acho que é uma coleção, mas eu só li esse então só posso recomendar esse, e super recomendo). Só não leia a Arte de Escrever, porque ele não é tão interessante, é mais sobre a escrita e o que o Schopenhauer acha que é e o que deve ser feito, do que dicas de escrita. 

Guerra e Paz.



Então, essas foram minhas leituras finalizadas em Fevereiro, quais foram as suas?
Deixem nos comentários links dos blogs, dos vídeos, vamos conversar ;) 
Seja meu amigo no skoob 
E me segue no instagram @rosesforbibi






quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A Dama Das Camélias

Uma foto publicada por @rosesforbibi em
A Dama das Camélias é um livro escrito por Alexandre Dumas Filho em meados do século XIX, passa-se em Paris e irá nos contar a história de Marguerite Gautier, a jovem cortesã mais cobiçada de toda a Paris e de Armand Duval, um rapaz, que acaba de se formar em Direito e está aproveitando a vida fácil das grandes capitais e que de repente se vê apaixonado por Marguerite.
O livro na verdade começa com um narrador, do qual não sabemos exatamente quem é, apenas que tem dinheiro, vendo um anuncio de um leilão em um apartamento. Como é um admirador de arte e ficou curioso, esse personagem vai até o leilão, onde descobre que quem faleceu é Marguerite Gautier, e também adquire um livro com a assinatura de Armand Duval.
Alguns dias depois Armand Duval aparece em sua casa, oferecendo-se para comprar o livro, aparenta estar abatido e doente, e com pena o jovem dá o livro para Armand e em troca apenas pede sua amizade e também com curiosidade para saber o que aconteceu.
Alguns acontecimentos importantes ocorrem nesse meio tempo e obviamente não posso contar porque seria spoiler, mas então depois de alguns capítulos Armand começa a contar como conheceu Marguerite e toda a sua história de amor.
É a terceira vez que estou lendo o livro (ele faz parte da minha TBR do projeto Fevereiro Rereads) e sempre tenho as mesmas sensações de ansiedade, sofrimento e paixão que ambos os personagens possuem.
A Dama das Camélias é uma história de amor, mas também tem uma dura realidade das cortesãs e da burguesia. Várias vezes durante o livro são trazidas reflexões frias e calculistas de como as cortesãs precisam organizar sua vida com o dinheiro, e de como tudo ao redor dela é sobre dinheiro e superficialidade.
Também é interessante que várias vezes referem-se que o amor de uma cortesã acontece, mas sempre está fadado ao fracasso.
Uma das coisas que sempre me chama atenção é de como Marguerite conseguia gastar 100 mil francos por anos e sempre estar em dívida, em como invés de economizar em algum ano para pagar as dívidas e ter uma vida luxuosa, mas controlada, pensando em um futuro, ela continuava a gastar desenfreadamente a custa de amantes e que mesmo assim ela ainda sempre devia.
Lá no fim tenho muita raiva de certas coisas que Armand faz, mas entendo o lado dele, entendo sua dor e sua vontade de machucar. Só achei um absurdo um caso que acontece com 500 francos que se você ler talvez concorde comigo que é um absurdo tão triste e revoltante que chega a ser engraçado.
Eu adoro esse livro, recomendo muito, sua linguagem não é difícil e também não é um livro muito grande,  a edição que li tem 270 páginas, porém a letra e o espaçamento são grandes e a leitura flui rápido.
Dei quatro estrelas no skoob e recomendo esse livro para você que gosta de Paris, do Século XIX,  da vida de burgueses, de cortesãs e dos relacionamentos complicados com luxo e fortuna.

Beijinhos ;*

Seja meu amigo no skoob 
E para ficar ainda mais por dentro das minhas leituras, segue no instagram @rosesforbibi

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Maratona Skindô Skindô 2016

Olá, tudo bem?

Para quem me segue no instagram sabe que eu participei de uma maratona literária de Carnaval, proposta pela Tatiana Feltrin, do Tiny Little Things, para quem quer saber mais sobre o vídeo proposto só clicar aqui.
Então a Tatiana organizou que a maratona começaria ao meio dia da sexta-feira, dia 05, e iria até meio dia da quarta-feira de cinzas, dia 10.

Minha TBR para a maratona foi:

HQs:
Mulher Maravilha - O espírito da Verdade
Star Wars - O esquadrão perdido

Livros:
Guerra e paz
Mulheres
O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio
Graça Infinita
Ética e Vergonha na Cara
Eu comecei minha maratona na madrugada do dia 06/02 e consegui ler os dois quadrinhos que havia me proposto e terminei de ler o livro Ética e Vergonha na Cara.

No dia 07 não marquei minhas leituras, porém dei prosseguimento ao segundo volume de Guerra e Paz e comecei o livro Mulheres.

No dia 08 terminei a leitura de Mulheres e comecei o Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, quase terminei também, porém estava muito cansada e deixei a leitura para o outro dia.

Dia 09, como era feriado, consegui terminar O Capitão saiu para o Almoço (...), dei prosseguimento ao segundo volume de Guerra e Paz, chegando até a página 1470.

Dia 10, último dia de maratona, li até a página 32 do livro Graça Infinita, cheguei a página 1520 de Guerra e Paz e comecei o livro a Arte de Escrever, lendo até a página 32.


E bem, consegui terminar de ler um livro, li dois livros durante a maratona (apesar de ser um 3 em 1) e duas HQ. Também comecei Graça Infinita que era o que eu tinha me proposto e até coloquei um livro a mais que não estava na minha TBR.

Participei ano passado da Maratona Literária do Geek Freak, e agora dessa mini-maratona e adorei a experiência. Foi a primeira vez que coloquei uma meta e consegui cumpri-la o que me deixou muito satisfeita.

E vocês, também participaram?
Alguma maratona programada? Diz aí que eu topo participar de mais!

Beijinhos ;*

Para ficar mais por dentro das minhas leituras me acompanhe no skoob e no instagram @rosesforbibi

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Desafios e projetos literários para 2016:

Olá, tudo bem com você?

Bem, esse ano resolvi me organizar um pouco melhor com as minhas leituras e participar de dois desafios literários.

O primeiro deles é o Desafio Livrada 2016, que é um desafio proposto pelo Yuri, dono do Site e do Canal Livrada.


Fiquei sabendo desse desafio há umas duas semanas, por meio do vídeo da Isa do canal lidolendo:




E depois fui conferir o vídeo que propõem o desafio:




Então, depois disso tudo, o que já era sei lá umas três da manhã (noites de insônia, gente, além de ler, fico vendo vídeos de booktubers), decidi que iria participar.

Demorei um pouco para fazer a minha lista e ainda não tenho físico dois dos livros escolhidos, porém pretendo adquirir ou ler pelo Lev.
Então, depois de três listas e um pequeno engano de um dos livros que já li (achei que um dos livros escolhidos era bobo, mas quando comecei a ler comecei a ver que era sério e que o anterior do mesmo autor - li em edição única com três livros - era bobo, então fiz uma pequena troca. Em minha defesa: fui enganada pelo Velho Buk e seus títulos).

E eis aqui minha lista dos libros para o Desafio Livrada 2016:

1 - Um prêmio Nobel:

Cem anos de Solidão

2 - Um Livro Russo:

Guerra e Paz

3 - Um cânone da literatura ocidental:

Moby Dick

4 - Uma novela:


A Dama das Camélias

5 - Um livro que você não sabe porque tem:


Investigação sobre o entendimento humano.

Na verdade, sei porque tenho, só porque é do David Hume, mas não sei exatamente porque fiquei animada a comprar ou preferi Hume a Kant ou a Sartre, mas eis que olhei na livraria e convenci minha mãe a comprar: detalhe que eu nem sabia quem era esse cara na época e continuo tendo apenas uma vaga ideia, creio que ele não faz minha praia. Mas é um desafio, não é mesmo?


6 - Um autor do seu Estado:
O detetive de Florianópolis - Jair Francisco Hamms

Não tenho o livro físico, ainda.

7 - Um livro publicado por uma editora independente:


Vivendo além da fronteira da realidade
O autor desse livro também é do meu estado (Santa Catarina, para os desavisados)

8- Uma ficção histórica:

E o Vento Levou

9 - Um livro Maluco:

Graça Infinita

10 - Um livro que todo mundo já leu menos você:
Crime e Castigo

Não que todo mundo já tenha lido, mas todo mundo que acompanho ultimamente e ao meu redor já leram, então para mim todo mundo já leu, menos eu que meio que abandonei por vontade de esganar o personagem principal ( e.e). Mas vou tentar de novo.
Obs: Notem que meu marca página é a nota fiscal do livro.

11 - Um autor elogiado por um autor que você gosta:
 Saco de ossos - Stephen King.

Neil, Draccon, mais uma penca de gente e porque quero começar a ler mais coisas dele.

12 - Um livro bobo:

Mulheres

Não que seja bobo, bobo, mas eu achei bobinho, tem passagens profundas, mas tem outras coisas engraçadas e ele não é bobo do tipo "nossa, não acrescentou nada", mas é bobo porque eu achei o personagem meio bobão, enfim, classifiquei como bobo e é.
Esse já foi lido, yey \o/

13 - Um romance de formação:


Memórias de um sargento de milícias.

Não tenho certeza se é de formação, mas pelo que eu lembro da escola - lemos uma versão adaptada - ele fala da infância do principal e da evolução dele e etc, e são memórias, então acho que se encaixa nisso.
Veio no Lev, então é um sinal...

14 - Um Livro esgotado:
Perestroika.

Porque era do meu pai e faz éons que quero ler, mas não tinha me animado. E também para termos alguma velharia teórica no meio de todas essas estórias.

15 - As aventuras do bom soldado Svejek

Esse último é a indicação do Yuri e ele chegou hoje \o/



O Segundo é o 12 Livros para 2016


Ok, na verdade esse aqui deveria ser proposto por mês, e foi inspirado no desafio que a Tatiana Feltrin faz, e esse ano especificamente só escolhendo calhamaços, como podem conferir aqui:





Como eu fiquei com preguiça de dividir por mês apenas escolhi doze livros e vou lê-los aleatoriamente durante o ano de 2016, sendo eles:

O capitou saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio (lido) (obs: é na edição única da LPM que apareceu lá em cima).

Os miseráveis.

As Brumas de Avalon.



O segundo Sexo.



Eternidade por um fio.


O nome do vento.


Os Maias.


Paris é uma festa.


A volta ao mundo em oitenta dias.


A arte de escrever (lendo)


It - A Coisa.


O código élfico.




Projetos 

Lendo Guerra e Paz

Então, como vocês já devem saber, está rolando um Lendo Guerra e Paz, no canal da Tatiana Feltrin, clica aqui para ver a playlist, e eu estou participando. Estou um pouco adiantada na leitura, já estou na segunda parte do terceiro tomo.

Fevereiro Rereads.

O projeto Fevereiro Rereads, é um projeto criado pela Thereza, do Thereza Reads, e consiste em pegar aqueles livros que você quer tanto reler, e no mês de fevereiro relê-los sem culpa alguma.
Não entendeu? O vídeo dela explica direitinho:





E para minha TBR escolhi:

Mulher Maravilha - O Espírito da Verdade



(Aquele enorme ali do meio, que não achei a foto individual '-' ) 



A Dama das Camélias


A participação é pequena, mas o que vale é a intenção :3



Projeto de leitura "Os Miseráveis" - Vitor Martins + All about that book

Eu vi alguns projetos rolando de Os Miseráveis de outros canais, só que obviamente vi atrasada e fiquei com preguiça de participar. E aí hoje, entro no youtube e vejo a notificação deste vídeo:


Como Os Miseráveis já está na minha meta deste ano, pensei, "Por que não?". 
Minha edição é diferente da deles, é uma que tenho desde 2011(foto lá em cima) e desde lá sempre fui empurrando para depois, porque como li no mesmo ano uma versão adaptada para escola tenho uma noção do que acontece na história e estava me preparando psicologicamente para lê-la

Então eis me aqui.

Para os curiosos eis a edição adaptada que li na escola na oitava série: 


E então...

Por enquanto estou participando e me organizando assim, provavelmente vou me meter em mais coisas até o final do ano e também tem algumas maratonas que irei participar e talvez até fazer algumas.
Participei da Maratona Skindô Skindô e logo postarei sobre como foram minhas leituras e o quanto rendeu, então fiquem ligados.

E dentro de todos os livros mostrados, por enquanto estou lendo:

Guerra e Paz, segundo volume, segunda parte do terceiro romo
Graça infinita
A Arte de Escrever

Se quiser ficar mais por dentro das minhas leituras, seja meu amigo no skoob :) 
E também no instagram: @rosesforbibi

Beijinhos ;*
B.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Leituras de Janeiro com Tolkien, Alves, Christie e Gaiman

Minha lista de leituras em janeiro fechou com os seguintes livros:


As Duas Torres - J.R.R Tolkien
Perguntaram-me se acredito em Deus - Rubem Alves
A Maldição do Espelho - Agatha Christie
O Retorno do Rei - J.R.R Tolkien
A Bela e a Adormecida - Neil Gaiman

E também o Primeiro Tomo de Guerra e Paz.

Irei fazer um post separado para o Senhor Dos Anéis (vou deixar o link aqui quando for postado), e abaixo segue minhas impressões sobre os livros lidos ;)

Perguntaram-me se acredito em Deus - Rubem Alves




Perguntaram-me se acredito em Deus é um livro escrito quase quem em pequenas histórias (estórias), digo isso porque apesar de termos os mesmos personagens: Uma aldeia e o mestre Benjamim, as histórias não seguem bem uma ordem. Talvez a primeira e a última, a primeira em que temos a apresentação e a última que é o desfecho do livro. 
As histórias são ensinamentos sobre as impressões e ideias que o próprio autor, Rubem Alves, tem sobre Deus, contadas na voz do mestre Benjamim. 
Temos várias que remetem a histórias bíblicas como a do filho pródigo e também da própria queda do paraíso, porém com visões um pouco diferentes da convencional, e eu particularmente gostei da ideia que o autor traz sobre o fruto do conhecimento e sobre perdermos a visão de criança sobre o mundo. 
Se quer entender mais sobre a última frase, vale a leitura. 
Gostei muito do livro, é uma leitura rápida, curta e gostosa, a linguagem que o Rubem Alves usa é deliciosa e você vira as páginas e quase nem percebe, foi o primeiro livro que li do autor e adorei,
Recomendo bastante, porém se você for ateu ou uma daquelas pessoas que seguem apenas uma doutrina e um pensamento religioso talvez esse livro não seja para você. Mas se tiver a cabeça um pouco mais aberta, provavelmente irá gostar.

A Maldição do Espelho - Agatha Christie


 Esse é o meu segundo livro da Agatha Chistie e o primeiro que leio com um dos personagens emblemáticos dela, no caso a Miss Marple.
Esse livro irá mostrar Miss Marple sendo cuidada por uma outra senhora que a irrita por extremo, também começa com ela errando os pontos do tricô e reclamando da própria visão. Tudo parece monótono na cidadezinha de St. Mary Mead, tirando pelas novas casas do que a Miss Marple e as senhoras da vila chamam de Desenvolvimento.
A cidade se movimenta quando a famosa atriz Marina Gregg compra a antiga mansão Gossington Hall, reforma-a e convida a todos para uma festa beneficente para arrecadação de fundos para o hospital. Acontece que durante esse evento Heather Badcock é assassinada, envenenada.
É quando entra em cena o inspetor Craddock, sobrinho de Miss Marple, que irá fazer várias visitas a tia e entrevistas aos suspeitos.
O livro, como provavelmente todos da Agatha é bem escrito, envolvente, e o que mais me cativou é que normalmente eu desvendo o mistério dos livros antes mesmo dele acabar e esse apenas descobri nas últimas páginas quando ele é mesmo desvendado.
E digamos que o desfecho poderia ter sido previsto por todos se a autora não desse vários focos para nossa atenção, o que torna tudo ainda mais fantástico.
Para todos que gostam de mistério, esse é um livro ótimo, sem contar que é muito engraçado, ri muito em várias partes, principalmente com comentários da Miss Marple.
Acho que todo mundo sabe que Agatha Christie é sempre uma boa pedida, não é mesmo?


A Bela e a Adormecida - Neil Gaiman





Esse livro me surpreendeu, apesar de ser Neil Gaiman e eu sempre esperar ser surpreendia, mas vou explicar porquê.
Ok, primeiramente essa edição lançada pela Rocco está linda, tem esse papel manteiga maravilhoso e a ilustração da capa é muito bonita. O livro é ilustrado e tudo o que tive contato antes de comprar e ler o livro foi as ilustrações belíssimas e que seria o reconto do conto da Bela Adormecida misturando com A Branca de Neve, e acho que todos foram enganados pela principal imagem que foi divulgada que é a das duas princesas se beijando, e é aí que eu me surpreendi, achei que seria algum tipo de romance entre as duas princesas (no caso da Branca, Rainha), mas não é bem assim.
A história começa com os anões indo até uma cidade comprar um presente de casamento para alguém que eles chamam apenas de Rainha, nome estão em falta esse livro, mas somos capazes de ver quem é quem com o passar da história. Então depois dessa cena há um corte e a Rainha que eles citam aparece, ela está se preparando para o casamento e se lamentando, como se a vida dela estivesse para acabar, como se tudo o que viveu fosse se resumir ao casamento, a família e a desaparecer na história.
Então depois disso os anões escutam que uma doença do sono está se alastrando, antigamente ficava apenas em um castelo que sucumbiu por causa do feitiço de uma velha bruxa, porém agora está se espalhando quilômetros por dia, os anões levam a notícia a Rainha, que sem pensar duas vezes pega sua armadura e vai averiguar a situação.
O que percebemos aqui?
A Rainha não é bem uma rainha em perigo, ela é uma guerreira e os anões confiam nela. Não é o príncipe que salva a todos é ela. Mas a partir daí toda a história é surpreendente, não tanto sombria quanto as orelhas tentam a dizer, mas surpreendente e interessantíssima.
Digamos que é um reconto em crossover super original. E aquela imagem das duas se beijando? Uma pequena enganação.
E o desfecho da história não é nem um pouco óbvio, ele nos faz refletir e entender que sempre há uma escolha, que somos donos do nosso próprio destino, que somos donos da nossa própria história, mesmo que você seja uma Rainha, ainda mais se você é uma Rainha.
Amei, super recomendo, você vai se surpreender.


Primeiro Tomo de Guerra e Paz





Estou participando do projeto de Leitura da Tatiana Feltrin, do canal Tiny Little Things , lendo Guerra e Paz. E como meu box chegou um pouco depois que o projeto começou estou cento e cinquenta páginas atrasadas (trezentas se eu não ler isso essa semana), porém cheguei ao fim do primeiro tomo hoje e vou deixar um pouco das minhas impressões. 
O único autor russo que eu havia tentado ler foi Dostoiévski, com Crime e Castigo e meio que deixei a leitura parada até ter estômago para voltar a ler, porém sempre quis ler Guerra e Paz e com esse projeto da Tatiana me animei. Logo que soube fui atrás do box e encomendei junto a livraria local, só que para minha sorte a Cosac Naify anunciou o fechamento tipo dois dias depois que eu fiz a encomenda causando uma pequena confusão na distribuidora, mas chegou e assim que pude comecei a ler. 
E digamos que eu li 300 páginas em um dia, porque Tolstói tem uma escrita que me pegou de primeira. Tem um pessoal reclamando das cenas de guerra, mas ele é um dos poucos autores que não está me deixando entediada com as cenas de batalha, ele o Ken Follet. 
Bem, o primeiro tomo foi uma apresentação aos personagens e também a todo o cenário da Rússia e das batalhas e da Guerra contra Napoleão. 
Tolstói constrói personagens interessantes, cativantes, alguns tem aspectos irritantes, mas até agora não consegui odiar um totalmente. Por exemplo, temos o Príncipe Andrei, que tem certos problemas com a esposa, inicialmente esse aspecto dele tratar mal a esposa faz com que você tenha certa antipatia, porém depois com o crescimento do personagem na narrativas outros pontos são mostrados, alguns desprezíveis, outros interessantes, tornando um personagem que aparentava simples, mais complexo. 
As mulheres de Tostói tem altos e baixos, algumas são fortes, porém sempre que ele precisa atribuir algum aspecto feminino descreve lágrimas e chororo, porém achei interessante que a maioria das mães que ele descreve fariam tudo por seus filhos e que normalmente conseguem o que querem. 
E sobre a esposa do Príncipe Andrei, realmente a achei estressante. 
Outro personagem que me irritou foi o Rustóv (Nikolai).
Já por outro lado achei Pierre engraçado, um pouco idiota e iludido com tudo a sua volta, mas dei altas risadas com ele e com sua indecisão (coitado), mas não o desgostei. E Natacha, adorei seu aspecto infantil e sua fidelidade com Sônia (pelo menos até agora). 
Então é isso, estou adorando Tolstói e adorando Guerra e Paz. 
Aliás, esse também é um dos livros que escolhi para minha TBR do Desafio Livrada 2016, que logo estarei postando a lista completa por aqui. 

Por hoje é isso, 
Beijinhos ;* 
B. 



Quem é vivo sempre aparece...

Olá, tem alguém aí?
Eu espero que sim.

Eis me aqui, depois de um ano de inatividade, o que não é novidade porque esse Blog tem uma via cheia d atividades intensas e frenéticas e depois temporadas de hiatus imensas, porém isso agora é passado e vou me propor a no mínimo fazer uma postagem mensal.
Porém, provavelmente vai ter mais.
Ano passado, 2015, foi um ano agitado, começo de faculdade, começo de emprego e todas essas mudanças chatas de adolescência para a vida adulta (aliás me recuso a pensar que já me definam como adulta).
Bem, eis me aqui, e estou participando de vários projetos legais e logo irei atualizar aqui, como o Projeto Lendo Guerra e Paz, da Taniana Feltrin (vlog Tiny Little Things) e o  Desafio Livrada, do blog e canal Livrada ( http://livrada.com.br/).
Então é isso,
Volto logo atualizando esses projetos e falando sobre minhas escolhas para o desafio Livrada 2016.

Beijinhos ;)
B.