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            “John! Que bom que você veio! Hey, não, devolve minha sapatilha!” os gritos dela ecoavam pelo pátio, e as risadas dele eram quase como melodia, para a pequena garota, que ainda estava vestida com seus trajes de bailarina, e as sapatilhas, que agora estavam nas mãos do garoto loiro, estavam antes penduradas na mala.
“Calma pequena, preciso de pagamento para devolvê-las” ele disse sorrindo marotamente, ela riu, abraçando-o, e dando um selinho no garoto que a puxou para perto de si e aprofundou o beijo.
 “Agora você devolve elas para mim?” A garota perguntou sorrindo, e estendendo a mão, o garoto devolveu as sapatilhas e a puxou para si, dando-lhe mais um selinho.
“Claro que sim minha pequena bailarina!” ela riu, adorava os apelidos que ele lhe dava, mesmo que sempre corasse quando ele inventava um novo. E ele adorava a cor que tingia a face da garota.
O garoto segurou a mão dela, e assim, de mãos dadas, eles caminhavam a esmo, ele tinha seu skate preso a mochila, e ela a sapatilha. Eram tão diferentes! E parecidos ao mesmo tempo...
            Ela era a bailarina, leve, pequena, delicada. Ele era um skatista, grosso, musculoso, alto, forte. Ela o completava. Ele a completava. Os dois se amavam. Um amor puro, de jovens, mas um amor que iria evoluindo ao passar dos anos.
            Aquele amor causava inveja, fofocas, intrigas, mas os dois antes de começarem a namorar, foram melhores amigos, nada conseguiria abalar aquilo, não seria a diferença entre o esporte que cada um praticava que faria aquilo.
            A cena dos dois caminhando juntos, um com skate na mão, ou com um violão, e a outra com a sapatilha, ficaria famosa, e marcada para sempre no coração dos jovens. Amanda era o nome da menina, ela se tornaria a mais famosa bailarina. E ele, se tornaria um astro do rock.
            Eles não teriam um final feliz, eles teriam uma vida juntos, uma vida com brigas, intrigas, mas sempre fortaleceria o amor. O amor que eles cultivaram durante toda a vida. E por mais que as pessoas tentassem destruir a felicidade dos dois, o amor sempre venceria.
            E olhando aquela singela cena, eu suspirei pela milésima vez, o futuro deles era brilhante, belo, incrível, e desejei que por um momento todos os casais fossem como eles, menos orgulhosos, e deixassem sempre que o amor vencesse.

Por B. 

            

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