segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

12 livros que eu vou ler em 2014

Olá gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim.
Vim aqui desejar um feliz ano novo e deixar o vídeo que eu fiz, com a listinha (e os livros) que eu com certeza vou ler em 2014.
Um feliz ano novo, e muitos livros e leituras para vocês no ano que vem.
Beijinhos ;3
B.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Resenha do livro: A Arma Escarlate

             Eu não lembro se primeiro entrei no grupo do facebook ou se li um comentário de algum post meu sobre Harry Potter em algum lugar falando da Renata, porém foi de uma dessas duas maneiras que eu conheci A Arma Escarlate. Um dos melhores livros nacionais que eu já li (eu sei, eu falo isso de praticamente todos os livros, mas cara, para quem é fã de Harry Potter esse livro é bom pra caramba!).
                Então, eu demorei algum tempo para adquirir meu exemplar, mas via o pessoal comentando no grupo sobre os personagens, e todo parecia amar tanto aquilo que eu fiquei: “Cara, eu preciso ler esse livro”. E aí veio a Black Friday. E aí eu comprei o livro. Ele chegou e quando eu fui ler... Bem, foram duas noites em claro e eu teria lido em uma só se eu não tivesse praticamente desmaiado de sono em cima do livro na primeira.
                Ok, mas afinal do que se trata o livro? Bem, a Renata Ventura (linda, maravilhosa, querida, ótimo exemplo, diva, querida, simpática, já falei querida?) ouviu em uma entrevista com a (linda, maravilhosa, diva, rainha) J.K Rowling, onde uma garota pedia se ela escreveria sobre uma escola de magia que passasse nos E.U.A, a autora respondeu que não, mas a garota poderia sentir-se a vontade para escrever um livro. E então a Rê, aderiu a ideia e resolveu escrever sobre as escolas no Brasil.
                Claro que como o nosso país é enorme, aqui tem cinco escolas (uma para cada região), e não são todas bem organizadinhas, bonitinhas e perfeitinhas como na Europa, porque bem, é o Brasil né gente, as coisas aqui não são bem assim. E o resultado foi A Arma Escarlate.
                Nesse livro nós conhecemos Hugo Escarlate (ou melhor Ida, mas ele detesta o nome) um garoto pobre que mora no Morro Santa Marta, e que tem a língua mais afiada, o senso de moral mais estranho, e o talento de se meter no maior número de confusões possíveis, e é o herói mais não herói que você vai conhecer. E vai aprender a amá-lo e até se identificar (eu me identifiquei em algumas partes, ok?). Ele descobre que é bruxo, o que pare ele pode ser uma salvação, já que um cara do tráfico chamado Caiçara implica com ele e meio que o ameaça de morte.
                Vendo seus poderes como uma vantagem, Hugo vai para a Escola Nossa Senhora do Korkovado (tem um nome meio em francês, mas ele é nhé e o Viny o desaprova. Leia para saber quem é o Viny), onde vê que apesar de tudo, a escola de lá é tão bagunçada quanto a sua, com professores que faltam, politicagem chata e tal. Na escola ainda existe uma rivalidade entre um grupo chamado Anjos e outro chamado Pixies. Os Anjos são a favor de uma cultura mais Europeizada, ou como alguns personagens chamariam: Uma visão Colonizadora. E os Pixies são nacionalistas, defendendo a cultura Brasileira.
                O livro, apesar de tratar de um universo de magia como o de Harry Potter, não tem muito a ver com a série da J.K Rowling. Primeiro porque A Arma Escarlate é uma denúncia social, onde a realidade é tratada de uma maneira diferente e sem máscaras pela autora. Ela coloca coisas como drogas, preconceito em um universo incrivelmente cativante.

                A linguagem do livro é simples, algumas falas tem a escrita com o sotaque (não se fala assim, mas dane-se, deu para entender não é?), e é incrível. A leitura flui (muito, muito, muito) rápida. E mesmo tendo partes tristes, tem partes engraçadas.
                A Arma Escarlate tem tudo o que um livro bom precisa ter e muito mais. A Renata tem uma magia na hora de escrever, porque é impossível não sentir-se imerso no livro, como se você realmente fosse um personagem e convivesse com aqueles personagens.
                Outra coisa legal, é que o universo do livro também está presente no mundo online. E a autora interage muito com os fãs, o que é algo muito, muito legal (e eu estou escrevendo muito a palavra “muito).
                Bem, uma cosia diferente que talvez você possa estranhar no começo, é que não é escrito com travessões para as falas, e sim com aspas. Mas isso não influencia em nada a leitura (informação para aqueles que gostam de saber como é o formato do livro).
                O livro vai ter continuação, e vai ser uma série com cinco livros, mais um sexto com a história do vilão que ainda não apareceu no primeiro. O segundo livro saí em 2014 (se eu não me engano) e tem o título de A Comissão Chapeleira.
 Livro muitíssimo recomendado, eu dei cinco estrelas e favoritei no Skoob. O que você está esperando para ir comprar? Hein?

Mais informações do livro e da autora aqui:
Skoob
Grupo do face
Face da Renata

             

sábado, 14 de dezembro de 2013

Resenha do livro Feérica

                
A primeira coisa que eu gostaria de comentar sobre esse livro, e olha que tenho umas mil coisas para comentar (estou sendo dramática), é que pela primeira vez na vida uma autora conseguiu me fazer ficar com fome e vontade de comer alguma coisa enquanto lia um livro. Obrigada Carolina Munhóz por ter me feito bicha (expressão que usamos aqui no sul para expressar: vontade) com Frango Frito. Sério, aquela cena ficou sensacional, e me deu fome.
                Em fim, acabei de terminar Feérica (eu deveria estar dormindo, eu tenho vestibular da UFSC hoje, é, é três da manhã, mas tudo bem é só a tarde e a manhã é uma criança feita para dormir) e estou sentindo o meu mundo rodopiar e girar, porque essa história é muito mais do que parece ser.
                Quer dizer, a premissa de realit show e todas aquelas futilidades de Hogwarts, para uma garota tipo eu, parece algo: Tá, vai ser divertido, mas não vai ter nada demais no livro. E caramba, como eu estava engana em pensar assim.
                Mas deixe me explicar, é que quando vi os livros da Carol, eu queria muito O Inverno das Fadas (que chegou hoje, eba!!) porque a premissa dele parece tão encantadora, entende? E como eu não assisto realits shows e sou tipo um zero pra lá da esquerda em questões do mundo pop, eu não estava tão animada. Mas aí comecei a ler e me apaixonei pela Violet e suas trapalhadas.
                Sério, nunca vi talento para se meter em tantas confusões e mesmo assim continuar sendo uma personagem legal. Quer dizer, normalmente as meninas de livros ficam todas mimi quando fazem alguma bobagem, e a Violet pode tanto ficar com mimi ou sair explodindo tudo (não tão dramaticamente, mas algo assim).
                Primeiro, eu adorei a ideia da nossa linda fadinha violeta ser excluída no mundo dela, e de como ela veio parar aqui (e isso eu não posso falar porque é spoiler! Se quiserem saber, leiam o livro). E adorei o personagem que primeiramente a ajudou o Senhor Antônio. Aliás é um dos meus personagens preferidos.
                Aliás, além das confusões da Violet, e das cenas super bem construídas e dinâmicas que a Munhóz fez, os personagens dela são os melhores. Todos são divertidos, e alguns extremamente chatos. Mas do tipo que a Violet não percebe que são chatos (cof, cof Sabrina). E de certa forma isso é legal.
                Lembrando a Violet é uma fada, toda pura, colorida e de cabelo roxo, o que é um drama para ela pelo que o pessoal diz que significa em seu mundo, que por um monte de confusões acaba sendo obrigada a vir para a Terra. E quando ela chega é tipo uma daquelas criancinhas que não vê malícia em nada, que não entende nada. E fica totalmente fascinada, porque caramba ela simplesmente sempre admirou os humanos e de repente estava aqui no nosso mundo maluco e cheio de meio-termos.
                E ainda por cima ela vira famosa. Como? Revelando-se em um realit show, tem coisa mais chamativa do que isso? A cena que ela se revela é muito boa, de verdade.
                Violet acaba se envolvendo no nosso mundo maluquinho, e acaba vendo que nem tudo são flores, e de certa forma vai se corrompendo pela fama, pelo dinheiro e tudo mais .E toda sua vida se transforma durante cinco meses de altos e baixos.
                Onde ela passa por humilhações, conquistas, corações partidos. Particularmente falando eu acho que ela é um poço de azar em questão de amor, mas no fim... Bem, no fim ela vai notar o quanto ela é ceguinha. E certo camarada de olhos claros também... (Isso foi meio que um spoiler, não me matem).
                Ahh, mas o mais legal é que ela é uma criatura fantástica que acaba entrando em contato com o nosso universo nerd (lê-se Senhor dos Anéis, Star Wars...) e que cita vários trechos disso. O que é bem legal, uma fada toda interessada em moda e maquiagem, que também é nerd (não que isso seja anormal, mas em livros esse tipo de personagem não sabe nem quem é a Princesa Leia).
                Em fim, o livro é engraçado, tendo cenas hilárias, algumas cenas que te fazem ter raiva de alguns personagens, outras que você fica com raiva da própria futilidade humana (impossível negar que as coisas mostradas ali não acontecem na realidade), algumas cenas que fazem pensar e um fim surpreendente e fofo. Muito fofo.
                O livro é super bem estruturado, a capa é linda, e a autora que é a Carolina Munhóz conduz a história com maestria, e deixo aqui o comentário que ela é muito atenciosa com os fãs e que sua história (caso não conheçam, procurem conhecer) é inspiradora, e que ela merece todas as coisas boas do mundo. Porque o talento dela é uma benção das fadas, e sua simpatia é algo admirável e que espero que não se perca nunca!
                Eu recomendo muito o livro, eu li ele em pouco tempo (o livro chegou aqui quinta, eu li ele até a metade durante a madrugada, aí durante o dia de sexta não li, e fui ler agora era uma da manhã, e terminei agora que é exatamente três e meia), a leitura é rápida, divertida e tudo o que há de bom.

                É um ótimo presente de natal, aliás, já que é época e algumas pessoas podem estar pensando em livros para parentes que gostam de ler. É muito bom. Em fim leiam o livro e se divirtam com a Violet. Uma fada que de certa forma, trouxe um pouquinho de magia a nossa humanidade.  

Mais informações no Skoob

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Resenha do livro: Coisas Frágeis.



                Eu devo confessar que só me interessei em ler esse autor porque o Raphael Draccon (Meu Deus, Carneiro, esse cara de novo? É, ele de novo) fez referência a ele em Fios de Prata- Reconstruindo Sandman (é por causa dos quadrinhos, do Sandman que são do autor que vou falar) e falou dele em alguma entrevista que eu assisti. Então, como eu me apaixonei pela narrativa do Draccon e ele falou que uma das suas influências eram o Neil Gaiman, eu fui atrás dos livros.
                Aí eu descobri que Coraline é um livro, e como amei aquele filme (que não deveria ser recomendado para crianças), acabei me exaltando e comprando alguns livros dele na Black Friday. Porém só chegou um, que é a coletânea de contos: Coisas Frágeis.
                E eu comecei a ler. E não parei até terminar, e aqui estou fazendo a resenha.
                O livro é publicado pela editora Conrad, tem 205 páginas, e é uma coletânea de nove contos de diferentes temáticas, que na verdade são histórias diferentes, mas parecidas entre si, digo, parecidas na bizarrice e genialidade.
                Na introdução Neil Gaiman fala um pouco sobre como fez cada um dos nove contos, o que é algo bem legal, e faz com que você fique curioso em ler alguns contos, e outros não. Porém todos eles têm um ritmo parecido de leitura, tendo toda uma mistura de fantasia e realidade impressionantes que te jogam em um universo onde o que é insano é normal. Tenso não? Mas muito legal, acreditem.
                O livro tem referências a bandas de rock, alienígenas, deuses, imortais, criaturas nórdicas, Sherlock Holmes, as Crônicas de Nárnia, problemas e corrupções do mundo e o que acontece quando essas coisas encontram a fantasia. Os contos não são leves, e em sua maioria tem uma temática meio sombria, porém tem algo cativante neles.
                Não sei se é o modo como Gaiman os conduz, ou as inúmeras referências de coisas que eu gosto (provavelmente é, o cara é um gênio, apesar dos contos serem diferentes, em cada voz que ele usa e em cada personagem tem uma assinatura característica dele) ou talvez o modo casual e quase reais que são apresentados, porém por mais sombrios e bizarros que possam parecer não tem como não se apaixonar.
                Eu chamo atenção para dois personagens que aparecerem e que eu gostei muito deles que são: o Smith e o Senhor Alice. Eles são aquele tipo de personagens cruéis e vilões que de alguma maneira, apesar de conseguirem nosso espanto também chamam nossa atenção e nos fazem até tentar entende-los para achar algo que justifique tudo aquilo. Eu acho que o Smith me chamou atenção pela sua ironia e por ser sincero, e o Senhor Alice por simplesmente ser misterioso demais.
                Em fim, teve outros personagens que gostei como o Enn e o Nanico, que não são do mesmo conto, mas são personagens cativantes. Aliás, adorei muito o conto “A Vez de Outubro”, e não conseguiria explicar o porquê.
                É uma leitura simples, que se você for fã de fantasia e rock você simplesmente vai se apaixonar. Neil Gaiman escreve muito bem e eu recomendo demais que vocês leiam esses contos, eles são estonteantes (e estou aliviada porque não vou me arrepender de ter comprado tantos livros dele)!

Mais informações do livro aqui no Skoob.
Espero que tenham gostado, deixe seu comentário =)