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Resenha: Vidas Secas

Vidas Secas me surpreendeu. Apesar da linguagem ser difícil (como todos os livros clássicos) a narrativa não é chata, um pouco confusa se não prestar atenção no que está lendo, mas interessante, e até simples, não muito descritiva ao seu redor, e sim centrada no sentimento dos personagens. 
O livro conta a história de Fabiano, Vitória, seus dois filhos e uma cadelinha chamada Baleia. O livro começa com a família saindo de um lugar, que aparentemente foram despejados após a morte do antigo patrão de Fabiano. Eles estão fugindo da seca, e quase morrendo, e então acham uma fazenda, onde Fabiano começa a trabalhar e a família consegue sobreviver. 
Isso não torna a vida da família mais fácil, o autor descreve os sofrimentos que eles passam e a dificuldade de se morar no sertão. Os personagens são brutos, não tem estudo, facilmente enganados e explorados. O autor mostra a revolta de Fabiano, que não pode fazer nada. Mostra que Sinhá Vitória é esperta, e deseja uma cama, mas mesmo assim não se pode fazer nada. Aos dois filhos não se dizem os nomes, o mais novo deseja ser como o pai, e o mais velho mostra-se curioso e carente de afeto. A cadela, Baleia é esperta, salva a família no começo do livro, mas infelizmente contraí uma doença e Fabiano a deve matar. 
O livro faz uma crítica clara aos costumes da época, todos queriam mostrar um Brasil perfeito e maravilhoso, rico e onde havia qualidade de vida, e o autor mostrou exatamente o contrário, mostrou como realmente era o povo, e como as coisas funcionavam. 
O final é quase que como o começo, eles fogem da fazenda, onde acabam criando dívidas com o patrão, mas fogem da seca, e pelo menos o que eu entendi foi que a família iria andar, e andar e ir para as cidades, trabalhar novamente para alguém e serem explorados, mas sempre procurando uma vida melhor. 
Achei o livro bem interessante.

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