Pular para o conteúdo principal

Internet Ruim e Nescafé

  A internet ruim é algo irritante. Só cai e mal funciona, causando um mau humor danado para quem usa, e digo mau humor para os controlados, porque para os impacientes explosivos (como eu) passam raiva e acabam por se irritar e descontar em quem estiver por perto.
                O problema da internet que não funciona como deveria, é que ela nos engana, nos ilude e nos usa, deixando-nos ainda mais na frente do computador, para que por algum motivo continuemos a passar nosso tempo passando raiva e o gastando em algo que por não funcionar como deveria, é quase como não fazer nada.
                E também é assim o nescafé, ele deveria ser café, mas não é. Não tem o mesmo gosto, e deveria ter, ou assim, você é iludido a pensar. Mas o gosto é diferente, e para alguém que aprecia o bom café, entende o que estou tentando falar (ou não, minha mãe ama café e também ama nescafé... Acho que a culpa disso é por ela ser de gêmeos... Não que eu acredite em signos...).
                E por que escrevo sobre isso? Em uma tarde bonitinha como a de hoje (todas as tardes parecem bonitas quando o nosso humor não está tão ruim), estou aqui, em um lugar com a pior internet do mundo (observação: minha prima sofre demais com a internet dela, sério) e  com nescafé, morrendo de vontade de uma boa conexão e de um café de verdade.
                Mas como nem tudo são flores, e ás vezes precisamos ser iludidos, aqui estou perdendo meu tempo com coisas que deveriam ser uma coisa, mas não são. E isso me leva a pensar que ando cercada por pessoas que deveriam ser uma coisa, ou aparentam ser uma coisa, e no final não possuem o mesmo gosto, ou desperdiçam seu tempo sendo sem sentido, sem ser o que deveriam, mas aparentando ser outra coisa.
                E cansada de pessoas nescafés e de conexões ruins, resolvi escrever sobre algo aleatório, pois o escrever me encanta. E aproveito para reclamar das coisas que me incomodam, pois já que nasci com a arte de escrever, vou colocar na minha inspiração um pouco da minha revolta.
 E sim, já comecei a enrolar. Porque não estou pronta para parar de escrever sobre conexões perdidas e nescafés abandonados. E nem de pessoas que me deixam chocada com o mundo que nos cerca. Mas assim como existem boas conexões, café de verdade, ainda existem pessoas que ao invés de me deixar chocada de uma maneira ruim, deixam-me chocada pelo talento e pela bondade. E essa esperança que me faz sorrir, e estar com um bom humor hoje.

Pois é a esperança de um mundo bom, com conexões perfeitas, cafés quentinhos e pessoas boas que me lembra de que todas as flores um dia florescem, que toda rosa um dia desabrocha, que toda árvore um dia cresce, e que toda alma um dia evolui, que me mantém certa de que nem tudo está perdido.
Obs: Imagens do Google, donos dela sintam-se creditados.

Comentários

  1. Você divaga lindamente hahaha Sério,texto muito bom,parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha: O poeta do exílio.

e Sinopse:  Pedro e Júlia estavam animados. Sua banda era finalista do festival estudantil Vozes de Classe. O regulamento exigia que as músicas se inspirassem em poetas brasileiros. Cada banda interpretou essa exigência à sua maneira. Precisavam agora animar a torcida. Os jovens criam cartazes, lançam torpedos, folhetos etc. E precisam também reunir informações sobre Gonçalves Dias, o autor do poema que deu origem à música classificada. Então, Pedro teve a ideia de criar um blog especial. Nasceu assim o BlogDoDias. Ali cabia tudo o que se relacionasse a Gonçalves Dias: poemas, cartas, artigos de jornal, documentos da época do poeta... Enfim, o blog agitou a galera e acabou se transformando em um completo dossiê sobre o poeta. No meio de todo esse agito, Pedro e Júlia parece que estão...Ah, os poemas de amor de Gonçalves Dias... Certo, hoje de manhã a linda da coordenadora do colégio apareceu com os livros que iremos ler esse trimestre, eu nem um pouco metida, já li o meu livro, p...

Andando sozinha descobri...

Andando sozinha na praia deserta, escutando o doce som das ondas, sentindo a água salgada batendo em meus pés descalços, sentindo o cheiro salgado e sentindo o sol sob meu corpo iluminando-me, percebi que a felicidade está nas menores coisas, que nem sempre quando o mundo desaba sobre sua cabeça, você fica infeliz, nem quando algumas pessoas que você daria sua própria vida viram-lhe as costas e você descobre as pessoas certas e que nem sempre onde você via o bem era onde havia e onde achava que era o mal era onde existia, que a paz era isso, pensar e estar feliz consigo mesma, pensar na vida, gastar cinco minutos do seu tempo para pensar e fazer o que gosta. Então acordei, a praia havia sumido e eu estava acordada, no meu quarto o sol entrava na janela e me iluminava e era como se dissesse para eu seguir, como na praia, fazer o certo e combater o errado, seguir a minha luz e o meu caminho, ver a vida em seu melhor e seguir para sempre em paz e tentar sempre ver uma saída para os...

Títulos são sempre a pior parte: uma breve introdução a devaneios importantes

Oi, tem alguém aí? Todo mundo sabe quem é o Osho, mas nem todo mundo parou para ler os livros (que, na verdade são transcrições de suas palestras). Eu era uma dessas pessoas que diria “Ah, Osho, legal”, mas não saberia exatamente dizer para alguém sobre o que o Osho tratava. Estou lendo a Jornada de Ser Humano, que é um desses livros dele, e, sinceramente, continuo não sabendo dizer sobre o que é, porque ele fala sobre tudo de uma maneira tão simples, que é quase um tapa na cara atrás do outro durante a leitura. Mas não vim falar sobre o livro, isso não é uma resenha. É só uma introdução. Uma introdução pra quê? Aos devaneios de hoje.